O que pode tornar o seu cachorro agressivo

Photo credit: Mr. Dtb / Foter / CC BY-SA
Photo credit: Mr. Dtb / Foter / CC BY-SA

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. 

É muito comum que as pessoas tenham ideias erradas a respeito do que torna um cachorro agressivo. Por exemplo, algumas acreditam que determinadas raças são muito dóceis e nunca se tornam agressivas ou que cães tratados só com amor e carinho jamais morderão ou atacarão alguém da família. Mas isso não é verdade.

Muitos motivos podem estimular um comportamento agressivo nos animais. Para conseguir evitar que isso aconteça, é importante conhecer essas causas. Neste artigo, iremos te explicar como surge um comportamento agressivo e o que pode desencadeá-lo.

Afinal, de onde vem a agressividade canina?

Para a maioria das espécies, na natureza, a agressividade é um comportamento fundamental para sua sobrevivência. É por meio dela que os animais defendem seu território, seus parceiros sexuais, filhotes, comida e até mesmo sua posição hierárquica dentro do grupo.

Em alguns bichos, o comportamento agressivo é inato e pode aflorar somente em algumas situações ou fases da vida. Esse é o caso dos cães, principalmente dos machos.

Principais motivos que tornam um cachorro agressivo

Raça e linhagem

No imaginário popular, existe a crença de que algumas raças de cães são totalmente dóceis e outras são muito agressivas. Porém, essa classificação é muito simplista.

Não se pode afirmar que existam raças caninas que não possuam um único indivíduo agressivo. Esse engano faz com que muitas pessoas se surpreendam quando se deparam com um Golden Retriever ou um Labrador bravo.

É claro que algumas raças são, em média, mais agressivas ou dóceis que outras. Por exemplo, é mais comum Rottweilers serem mais agressivos que Beagles. Entretanto, há muitos Rottweilers mais dóceis do que alguns Beagles. O que acontece é que devemos evitar generalizações em relação à raças e nos atentar aos indivíduos.

Outro fator que colabora para verificar se cães têm mais tendência a serem dóceis ou agressivos são as diferentes linhagens de uma mesma raça. Existem linhagens que apresentam indivíduos mais tranquilos ou bravos do que a média geral de determinada raça.

Por isso, ao tentar prever o comportamento futuro do filhote, pode ser mais importante conhecer o comportamento típico da sua linhagem do que da sua raça.

Influência da criação

O modo como lidamos com o cão influencia muito o comportamento dele. A boa educação pode controlar a tendência à agressividade maior e, por outro lado, a má educação pode tornar perigoso um cão pouco agressivo. Mas, de fato, é muito mais fácil e garantido educar para ser manso e confiável um cão que tem tendência a ser dócil.

Amor e carinho não bastam

É comum ouvirmos relato de tutores de animais que dizem sempre ter feito tudo que o cão queria, nunca ter lhe deixado faltar amor e nem carinho, e que não entendem por que o cachorro ataca as pessoas da casa. Mas, para controlar a agressividade dos nossos cães e evitar acidentes, muitas vezes graves, devemos estar cientes de que a educação correta envolve muito mais do que amor e carinho.

Tipos de agressividade

Podemos dividir o comportamento agressivo em classes, para melhor entendê-lo e controlá-lo. Independentemente dos critérios adotados, mais complexos ou mais simples, em geral as classificações se assemelham.

Agressividade territorial

Normalmente, um cão fica mais agressivo no território dele, para defendê-lo. Muitos cães aceitam um outro cão quando estão em espaço neutro, mas passam a atacá-lo se ele entrar no território deles ou ameaçar entrar.

Agressividade possessiva

Manifesta-se quando alguém se aproxima de um objeto, de um animal ou de uma pessoa de quem o cão tem “ciúmes”. Ocorre, por exemplo, quando ele está com algo que considera valioso, como um osso com pedaços de carne. Acontece também quando uma visita abraça ou cumprimenta o dono do cão.

Agressividade por medo ou dor

Às vezes, para se defender, o cão acuado pode atacar o agressor. Ou, ameaçá-lo mostrando os dentes e rosnando, para evitar que chegue perto demais. Um cão com dor, por medo de que um outro bicho ou uma pessoa se aproveite dessa vulnerabilidade, tende a ser agressivo. Esse é o principal motivo que leva cães atropelados a atacar a pessoa que tenta socorrê-los.

Agressividade por dominância

Serve para mostrar quem manda. Costuma acontecer quando é questionada ou contrariada a dominância de um cão que se considera líder do grupo.

Está com dificuldades para entender ou controlar o comportamento de seu animal de estimação? Agende uma visita gratuita com a equipe da Cão Cidadão e conheça nosso método de adestramento inteligente.

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5 dicas para saber lidar com agressividade

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Por Thalita Galizia, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Antes de falarmos sobre os tipos de agressividade, precisamos entender o que ela significa.

Para a maioria das espécies, o comportamento agressivo torna-se fundamental para a sobrevivência. Esse tipo de comportamento é, em parte, inato, podendo surgir em algumas situações ou fases da vida, como para defender seu território, filhotes, comida ou até mesmo sua posição hierárquica.

Cães machos, principalmente no período de sua puberdade, podem começar a brigar com outros cães do mesmo sexo. Os filhotes também podem se tornar agressivos ao disputarem o leite da mãe.

A agressividade pode ser dividida em classes, sendo elas territorial, possessiva, por medo ou por dominância.

Territorial      

Os cães são animais que naturalmente protegem e defendem o seu habitat e seus filhotes ou quem vivenele.

Esse tipo de comportamento pode ocorrer se o cão sentir que alguma ameaça ronda o território dele.

Para que ele não fique agressivo, sempre faça associação positiva com algo que o seu cão goste muito, podendo ser um petisco, um brinquedo.

Toda vez que alguém ou algum outro animal estiver no território do seu pet, recompense-o pelo bom comportamento.

Agressividade por dominância

Quando o cão tem muita liberdade e nenhum limite, há possibilidade dele se colocar como líder.

O cão quando assume essa função, passa a mandar em seus donos, não lidando bem com frustrações e tendo reações agressivas quando contrariado. Ele pode rosnar quando estiver com algo na boca, ou quando o dono pedir que ele desça de um sofá ou cama por exemplo.

A melhor maneira de  lidar com esse comportamento é ter atitudes de liderança e postura. Isso não significa bater no cachorro para ele “aprender” qual é o lugar dele, mas sim colocar em prática alguns exercícios.

Por exemplo, quando você for sair com ele para passear, ensine-o a sentar e a esperar que você abra a porta e passe primeiro, para depois ele sair.

Agressividade por posse

Sempre que alguém chega, o cão defende seus brinquedos, caminha ou até mesmo sua comida pode ser que ele tenha associado a presença de uma pessoa com perda, por exemplo, se o dono chega perto e o cão está comendo e rosna, ao tirar a comida para evitar que o cão  fique mais agressivo, o dono só estará reforçando negativamente e confirmando que o cão estava certo: toda vez que alguém chega, ele perde algo.

A maneira mais eficaz de lidar com essa situação é mostrar que não é uma competição, ao se aproximar da comida, por exemplo, caso ele não tenha tido nenhuma atitude agressiva, jogue um petisco. Aos poucos, seu pet vai aprender que a aproximação das pessoas deixa a comida dele mais gostosa.

Agressividade por medo

Esse tipo de agressividade geralmente ocorre quando o processo de socialização não é feito corretamente ou então decorrente de algum trauma psicológico. Algumas raças que tenham uma pré-disposição genética ao medo, também podem ficar agressivas.

Ao introduzirmos um cão em nosso convívio, é de nossa responsabilidade criarmos boas associações em relação as nossas atividades do dia a dia.

O medo é um sentimento essencial para a evolução e sobrevivência da espécie, ou seja, um cão exposto a esse sentimento recebe um estimulo fisiológico e o hormônio adrenalina se espalha pela corrente sanguínea, ocorrendo um aumento no batimento cardíaco, consequentemente aumenta a irrigação o sangue oxigenado nos tecidos musculares e o cão pode ter          as seguintes reações, fuga ou ataque.

Normalmente a primeira reação dos cães é a fuga e tentam evitar contato com a pessoa que esta lhe causando estresse. Porém, como muitas vezes os sinais corporais são ignorados e os tutores acabam não respeitando o limite que o cão esta pedindo, ele muitas vezes precisa de uma outra alternativa, então ele ataca, rosna e late. Nesse caso se ele obteve sucesso em afastar o agente causador do estresse, passará a repetir esse comportamento sempre.

Para lidar com um cão medroso, podemos fazer um treino de dessensibilização, antes que o cão entre no estado de agressividade, mantenha uma distância segura e vá recompensando a sua presença com algo que ele goste, vá se aproximando aos poucos, sempre respeitando os limites dele. Vá fazendo esse treino, até que você consiga chegar perto do cão e interagir com ele.

Agressividade por transferência

Quando o cão não consegue atingir o objetivo dele, acaba atacando o que tem por perto dele, por exemplo, quando ele esta no portão de casa e passa um gato ou outro cão, como ele não consegue alcançar o fator estressante, automaticamente ele morde quem estiver por perto, ou o tutor ou outro cão que convive com ele.

Para que esse comportamento não mais ocorra, coloque regras e limites e deixe que seu cão saiba lidar com a frustração, estimulando a sua liderança, ensine comandos que o ajudem a ter um autocontrole  e a entender a sua posição dentro da matilha.

Como lidar com as agressividades

  1. Procure ajuda de um profissional, ele ajudará a identificar o tipo de agressividade que seu pet pode ter.
  2. Não recompense o comportamento agressivo, cada vez que ele mostrar esse comportamento frustre-o.
  3. Nunca bata no seu pet ou ameace-o fisicamente.
  4. Evite qualquer tipo de atividade que tende a deixar o seu amigo estressado ou muito agitado.
  5. Tenha  a liderança, conquiste-a de forma positiva e recompensadora, nunca com violência.

Se precisar, conte com a ajuda de um especialista.

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Não dar atenção pode ser a solução

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Por Amagoya Garcia, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

“Adotamos o Zack quando ele tinha dois meses. Ele é mestiço de Yorkshire e Pequinês. Morávamos em um apartamento e depois moramos por dois anos em uma casa com bastante espaço. Logo que mudamos para a casa, adotamos também uma gata, que teve filhotes. Acabamos ficando um mais ums gatinha da ninhada. Resumindo: hoje somos eu, minha esposa, o Zack e duas gatas.

Atualmente, moramos novamente em um apartamento. Os problemas que passamos com o cão são os seguintes: – Urinar em todo lugar: tanto a urina curta, de demarcação de território, quanto a normal. Isso acontece desde que era filhote e ainda o único animal da casa. Ele dorme no sofá ou na cama, junto com as gatas (sei que é errado, mas não conseguimos acostumá-los em uma caminha, ele urinava nelas e a casa toda ficava fedida).

Já tentamos usar jornal, jogar vinagre e/ou água sanitária onde ele urinou, mas não funciona. Queremos que ele urine na varanda do apartamento, que é onde fica a caixa de areia das gatas. A única coisa que eu não testei ainda foi o “Xixi pode” e o “Xixi não pode”, mas creio que não vá funcionar. – Agressividade: ele parece estar meio confuso. Rosna, late e às vezes avança quando ele está em cima do sofá ou da cama e alguém fica em pé virado para ele, principalmente eu. Parece se sentir ameaçado. Quando ele faz isso eu ignoro ou às vezes vou mexer com ele, fazer um carinho, aí ele brinca. Geralmente ele é extremamente carinhoso.

Ele tem um bichinho de pelúcia que gosta bastante, não larga para nada, chega a ser até doentio, ele deita e põe o queixo em cima do bichinho e fica chorando por horas se deixar, isso quando não dorme.  Muitas vezes, temos que esconder o tal bicho para ele lembrar da vida, lembrar de comer, de beber água. Quando tentamos tirar o bichinho, ele rosna muito e até avança, mas adora quando jogamos a pelúcia para ele pegar, mas, ao mesmo tempo, não aceita que tomemos dele. Muito confuso. Estamos há tempos tentando resolver isso, mas já não sei mais para quem mandar esse texto. Obrigado.”

É bem comum cães machos apresentarem comportamento de demarcação de território.

Temos vários pontos que podem justificar a situação: como é feita a limpeza do local, como vocês se comportam quando ele faz o xixi no local errado e como reagem quando ele faz no local certo.

É importante verificar também a localização do banheiro, assim como sua disposição.  Além disso, a castração pode melhorar esse quadro dentro da sua casa.

Dicas

A limpeza precisa ser feita com papel aderente e com produtos específicos e enzimáticos, que destroem a molécula do xixi e eliminam o cheiro por completo para o faro aguçado dos cães.

Produtos de limpeza comuns não eliminam estes odores e o animal continua marcando aquele local. Dependendo do produto (agua sanitária, por exemplo), o cão pode confundir o cheiro com o próprio xixi, além de poder causar alergias e intoxicação.

É recomendado também não fazer a limpeza na presença do pet, pois ele pode repetir o comportamento exclusivamente para chamar a sua atenção.

Verifique a disposição do banheiro: se a varandinha tem espaço suficiente para isso e se o local que vocês escolheram o deixa à vontade para se aliviar.

Identifique qual o tipo de banheiro que o Zack se sente mais confortável para fazer suas necessidades, se é o tapete higiênico, jornal, tabladinho, cone etc. Após a limpeza da forma correta, vamos aos acertos.

Precisamos mostrar ao Zach o local certo, então, podemos tentar uma previsibilidade dos momentos que ele faz xixi, por exemplo: ao acordar, depois de se alimentar ou quando brinca bastante. Nestas horas, procure deixar o animal o mais próximo do banheiro possível. Para isso, talvez seja necessário deixar mais de um local sendo seu banheiro em um primeiro momento, para aumentar as chances de acerto do amigo.

Assim que ele acertar o xixi temos que recompensá-lo com algo que ele goste muito, (normalmente petiscos), porém, quando ele fizer no local errado é preciso ignorá-lo completamente e limpar quando ele não estiver por perto. Dessa forma, ele começará a associar que quando faz xixi no local correto ganha recompensas, mas quando erra nada acontece.

É importante não dar broncas quando ele errar, pois essa também é uma forma de o animal ter a sua atenção e, consequentemente, continuar tendo a atitude indesejada.

Comportamentos de agressividade e de posse normalmente são reforçados por nós sem querer. No caso do sofá e da cama, sempre que for se aproximar, antes de ele mostrar agressividade, jogue um petisco e mostre que sempre que você se aproxima ele é recompensado. Quando conseguir sentar ao lado dele faça bastante carinho e brinque, mostrando o quanto é positiva sua presença ali.

Caso ele já esteja agressivo, ignorá-lo e sair do ambiente é uma opção de não reforçar o comportamento de disputa. Não parecerá tão legal ficar latindo e sendo agressivo sem um público para ver.

Com relação ao bichinho de pelúcia, se aproxime dele com um petisco e mostre ao cão que você não é uma ameaça e nem roubará seu brinquedo. Faça este treino várias vezes até o cão sentir a confiança de que você pode pegar o bichinho, mas irá devolve-lo. Faça uma troca justa: pegue a pelúcia e recompense o amigo com petiscos, pegando e devolvendo o bichinho a ele e mostrando como se torna divertida a brincadeira.

Se precisar de ajuda, conte com a nossa equipe de adestradores. Boa sorte!

Fonte: Portal do Dog

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Brigas entre pets

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Por Camila Mello, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

“Melissa é um Poodle muito dócil com a gente. Ela é carinhosa, doce e gosta de todo mundo. Veio para a casa com um mês e eu já tinha três Pinschers: uma fêmea e dois machos. A fêmea, Liliane, é muito mãe e, na época, adotou a Melissa. Cuidava como se fosse seu filhote. Elas viviam juntas o tempo todo brincando e até dormindo.

Mas um dia, de repente, a Melissa quase matou a Liliane: pegou-a pelo pescoço e fez um belo rasgo nela. Depois desse episódio acabou a nossa paz e elas passaram a ser inimigas. Na verdade, a Melissa passou a ter ódio total da Liliane.

Agora, eu separei as duas: a Liliane fica na sala e a Melissa no resto da casa, até mesmo porque a Liliane já está velinha (14 anos) e é bem pequena. A Melissa tem três anos e é de porte médio.

Não sei o que fazer, ainda mais porque adotei outro Pinscher (fêmea) que está com quatro meses. A Melissa também não aceita ela.

Me ajudem!”

Oi, Rosilene. Tudo bem?

A primeira questão importante sobre seu relato é tentar entender qual foi o gatilho, ou seja, o motivo que levou a Melissa a brigar com a Liliane. Nos habituamos tanto com os comportamentos dos nossos bichos, ainda mais em uma situação que até então era pacífica, que quando ocorrem eventos como esse acabamos esquecendo de observar demais acontecimentos.

Sendo assim, tente lembrar se algo de incomum aconteceu para que a Melissa reagisse desta forma. Situações que poderiam levá-la a ter esse comportamento: proteção excessiva com a comida ou com algo muito gostoso, diferente do que está acostumada, um brinquedo novo e até uma caminha ou um cobertorzinho. Cães podem se sentir ameaçados quando ganham algo novo e de que gostam muito, mesmo nunca tendo apresentado tal comportamento.

Será que ela não demonstrou um comportamento possessivo com o humano que estava presente na ocasião? Existem muitos casos de cães que desenvolvem um sentimento de posse com seu tutor.

É importante avaliar também se foi apenas um episódio ou se, a partir deste desentendimento, a Melissa passou a não tolerar a presença de mais nenhum animal.

Para que você possa fazer uma reaproximação segura dos cães, será importante realizar exercícios de limites com eles, para que entendam que há um líder na matilha e que esse líder é você. Além disso, aproveite a oportunidade para ensinar comandos básicos, assim você conseguirá atrair o foco deles para uma atividade divertida.

Assim que os cães estiverem condicionados a atender seus comandos, pode-se iniciar a aproximação supervisionada deles com a Melissa, mas lembrando que nesse primeiro momento ela deverá estar atrás de um portão ou na guia, para a segurança de todos.

É preciso mostrar à cadela que é vantajoso estar na presença dos outros cães, e que o fato de ela ter bons comportamentos na presença deles faz com que ganhe recompensas. É o que chamamos de aproximação positiva.

Com o passar do tempo, e com a repetição dos exercícios, a tendência é que a Melissa tenha mais vezes o bom comportamento, para poder receber a recompensa, que neste caso será, por exemplo, poder ficar na convivência de todos sem estar isolada em um cômodo.

Este mesmo exercício vale para o novo filhote. Mas, neste caso, você também deverá ensinar a ele quais são os limites de aproximação com a Melissa, e ela deverá entender que cada vez que o filhote se aproxima dela quem ganha carinho, atenção e petisco é ela, e só depois o filhote. Isso a fará entender que a presença da pequena é vantajosa.

Conte com a ajuda de nossos profissionais para orientá-la no desenvolvimento dos treinos.

Fonte: Portal do Dog

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Perdendo espaço

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“O Fredericksen era filho único, mas há alguns meses adotamos a Meg que tem oito anos; ambos são Buldogues Ingleses. Depois de seis meses conosco ele começou a ficar agressivo: primeiro mordeu o meu marido e depois me agrediu três vezes (todas graves). Não sei mais como agir, pois estou em pânico. Meu marido passa a semana fora e fica só eu e os dois. Tudo é motivo para ele mudar o temperamento. Fiquei triste pelo fato de o veterinário ter falado que temos que bater nele e eu não concordo. Estou arrasada, pois com outras pessoas ele é amável. Por favor, o que devo fazer?”

Por Marina Marinho, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Oi, Luiza! Tudo bem?

O Fred começou a ficar agressivo depois da chegada da Meg, muito provavelmente porque perdeu o espaço que antes era só dele.

O cão, quando divide recursos (água, comida, carinho, atenção etc), geralmente acaba desenvolvendo uma certa defesa e, para se defender, ele ataca!

O ideal, nessa situação, é tentar entender qual o real gatilho para esses ataques. Geralmente a chegada de outro pet acaba desencadeando esse tipo de comportamento, então, é preciso fazer associação positiva com o Fred, entregando petiscos sempre que agir normalmente (sem ataques e, de preferência, na presença da Meg).

Mas para que isso aconteça com segurança é necessário o uso de uma guia e uma coleira e, preferencialmente, colocá-la em um ponto fixo para que ele não tenha sucesso de modo algum.

É preciso fazer treinos diários para que ele associe a presença de vocês a algo muito gostoso (petiscos são ideais).

Quando os ataques acontecem com frequência, podemos entender que o cão está tendo sucesso e isso faz com que a frequência desse comportamento aumente.

Portanto, a ajuda de um bom profissional é uma ótima opção.

Bater nunca é a melhor saída!

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O que leva um cão a ser antissocial?

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Os cães podem se tornar antissociais por diversas razões e, como consequência, desenvolver comportamentos agressivos. O Hachiko, aluno do adestrador e franqueado da Cão Cidadão, Leonardo Braga, que atende na região de São Bernardo do Campo, é um exemplo.

Segundo Leonardo, são muitos motivos que podem fazer com que o cão demonstre agressividade. O medo é um deles. “Um cão medroso pode dar vários sinais corporais que, muitas vezes, não observamos. No momento em que ele rosna, nos afastamos e acabamos recompensando esse comportamento”, afirma. “Assim, o cachorro entende que ser agressivo é a melhor forma que ele tem para conseguir o que quer”, afirma.

Cães que apanham também costumam ser bem agressivos, pois é a forma que aprenderam a lidar com as situações. Outros motivos que podem levar a este comportamento são: posse em relação a uma pessoa ou objeto, territorialismo, dor, falta de liderança em casa, dominância e convivência em ambientes tensos.

Um exemplo de como o cão pode se tornar agressivo em um ambiente tenso foi mostrado no programa É de Casa, da Rede Globo, pelo zootecnista e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi. No programa, Alexandre realizou a aproximação entre o cachorro Duque de seu “inimigo” de rua.

Já em um ambiente em que o cão se sente seguro, as chances de demonstrar agressividade diminuem. Por isso, antes de tentar qualquer tipo de aproximação com cães agressivos, é muito importante contar com a ajuda de um adestrador.

Treinamento preciso

O primeiro passo para uma convivência harmoniosa é saber como lidar com o cão nestas situações. Neste sentido, o adestramento é um recurso muito importante.

Segundo Leonardo, os primeiros comandos ensinados são os básicos, como o “senta”, “fica”, “deita”, “vem”, que servem para melhorar a comunicação com os cães, estabelecendo uma relação de confiança. Outro comando muito importante é o “não”, que é fundamental para ensinar limites ao cão.

O adestrador conta que a participação dos tutores durante o treinamento é essencial para o sucesso e para que o pet possa ser inserido na família e na sociedade, propiciando uma melhor qualidade de vida. “No caso de Hachiko, foram feitos alguns treinos de aproximação com as pessoas da família, para que fossem ganhando a confiança dele”.

A tutora de Hachiko, Eliete Garcez, comenta que esse treinamento está sendo muito útil, pois ajudou a família a lidar melhor com o cãozinho e o tornou mais sociável. “Estou conseguindo aplicar todos os comandos com a ajuda do Léo”, acrescenta.

 

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Agressividade em filhotes

dicas_interna-filhotes-agressivosA agressividade é um problema bastante comum entre os pets.  Muitos tutores desistem de ajudar o bichinho, sem ao menos buscar soluções para eliminar ou minimizar esse tipo de comportamento.

Apesar de grave, o problema tem solução. Nesses casos, o primeiro passo é identificar o que está motivando essa atitude no pet. “Fatores genéticos e hereditários podem desempenhar esse papel em relação ao comportamento”, explica Lucilene Cagiano, franqueada da Cão Cidadão.

Na maioria das vezes, há um motivo para esses comportamentos em cachorros ainda filhotes, porém, nada impede que a atitude se desenvolva espontaneamente também.

“Raças de proteção, como o Doberman, podem ser mais agressivas do que um Golden Retriever, por exemplo. A endogamia (acasalamento entre parentes) também pode desenvolver cães com comportamentos instáveis. Porém, independentemente de raça, idade ou sexo do animal, qualquer cachorro pode apresentar algum tipo de agressividade”, alerta a profissional.

Para evitar, o melhor remédio é prevenir. Mas como? Quanto mais positivo for o período de sociabilização do animal quando ele ainda for um filhote, menores serão as chances de ele se tornar agressivo.

No geral, os filhotes tendem a apresentar menos comportamentos agressivos do que os cães já adultos. Mas, se por ventura notar que o peludinho já demonstra que não será fácil de lidar, comece o quanto antes os treinos de sociabilização com ele.

A ajuda de um profissional certamente auxiliará na identificação do tipo de agressividade apresentada, bem como suas soluções para o caso em especial. O adestramento ajuda a trabalhar a liderança de forma positiva para que haja uma comunicação entre tutor e animal. Vale a pena investir na educação do pet e garantir um futuro bastante feliz ao lado dele!

Outros fatores que influenciam o comportamento agressivo

1. A separação de sua matilha muito cedo, ou seja, antes do prazo de 50 dias recomendados pelo veterinário.

2. Terem sido agredidos.

3. Predisposição para temperamentos mais dominantes.

4. Medo.

 

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Agressividade tem solução

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Quando temos um cão, esperamos que ele seja dócil, educado e companheiro. Mas nem sempre a realidade é assim. Cada animal, independentemente da raça e do porte, tem a sua personalidade. Alguns cachorros se tornam agressivos com o passar do tempo, mesmo você dedicando amor, cuidados e carinho a eles.

O cão agressivo pode desenvolver esse comportamento por diferentes razões. O primeiro passo para uma convivência harmoniosa é saber como lidar com esse animal. Para isso, é preciso identificar os motivos pelos quais ele se tornou assim.

Alguns dos tipos mais comuns de agressividade:

Posse: é quando o cão acredita que tudo é seu e passa a “defender” essas coisas, como a comida, o brinquedo, os ambientes, a cama etc. Normalmente, o animal age dessa maneira por relacionar pessoas à perda de coisas. O indicado é mostrar que você não está competindo com ele. Ao se aproximar da comida, por exemplo, caso ele se mostre irritado, jogue um petisco. Assim, ele vai aprender que é você quem cuida dele. Que você soma e não subtrai. Mas, bastante cuidado com essa aproximação.

Dominância: começa quando o cão não tem limites e se sente o dono da casa. Muitas vezes, isso ocorre por culpa dos próprios tutores, que o deixam livre demais. Se sentindo o líder, esse animal certamente não gostará de ser contrariado. Logo, age com agressividade.

Medo: é uma das mais perigosas formas de agressividade, pois o cão ataca para se defender. Nessa situação, nenhuma forma de punição é ideal. Mostre a ele que você é fonte de amor, carinho, passeios e recompensa. Paciência é fundamental. Você precisa resgatar a confiança do pet e isso pode levar um tempo.

A maneira mais eficiente para evitar que o seu amigão se torne um eterno desconfiado, é sociabilizá-lo ainda filhote. Levando-o para conhecer gente nova, barulhos e sons diferentes. Ensinando o certo e o errado.

Antes de qualquer passo, é imprescindível que os tutores façam uma visita ao veterinário, para que ele possa examinar o pet e encontrar qualquer problema de saúde que possa estar gerando esse comportamento.

A ajuda de um profissional em comportamento animal é bem-vinda nesses casos. Lembre-se de que, dependendo do porte do animal, essa situação pode causar um grave acidente. Além de que o peludo também merece ter mais qualidade de vida. Boa sorte!

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Quando um cão ataca a sua família

flickr.com/Steve Garner
flickr.com/Steve Garner

Por Oliver So, adestrador da equipe Cão Cidadão.

Uma família recebe um cãozinho em casa com tudo o que ele tem direito: água, comida, caminha, brinquedos e muito amor. Mesmo assim, ele começa a evitar as pessoas e a ficar pelos cantos. Como a família quer muito que o novo amigo peludo se sinta mais integrado e amado, se esforça para mantê-lo sempre por perto, faz carinho e o coloca no colo. Até que o cão ataca um membro da família. Essa situação pode parecer absurda, mas acontece com mais frequência do que imaginamos.

Mas como pode um cão atacar aqueles que só dão amor e carinho para ele? Isso significa que os cães não são confiáveis? Claro que são. Eles costumam dar sinais de que estão desconfortáveis – bocejam, lambem o focinho, evitam contato visual, mostram os dentes, rosnam, entre outros. É preciso conhecer bem o seu animal para poder tratá-lo como ele precisa ser tratado: com respeito.

Cada cão tem características individuais. Mesmo animais de uma mesma raça ou ninhada podem ter perfis comportamentais completamente diferentes. Alguns são medrosos, podem ter um problema crônico de saúde, foram maltratados antes de chegar na sua casa, outros apenas não gostam de ficar no colo sendo acariciados ou podem até estar se sentindo ameaçados.

Normalmente, os cães tendem a evitar conflitos. As alternativas ao ataque são a fuga de determinada situação ou a paralisação – o cão simplesmente para e “se entrega”. O ideal é que o animal viva em um ambiente em que não precise atacar, fugir ou paralisar. Agir de uma dessas formas significa que ele está vivendo sob grande estresse. Portanto, aqui vão algumas dicas para lidar da melhor forma com essa situação:

• Tenha bastante paciência e persistência para treinar. Associe as situações em que o animal fica desconfortável ou estressado com coisas agradáveis, como petiscos gostosos e brincadeiras. Ele poderá ficar mais confiante e se acostumar ou, ao menos, passar a tolerar tais situações.

• Consulte regularmente um veterinário para avaliar o bichinho. Problemas comportamentais, inclusive ataques, podem ser originados por problemas de saúde.

• Nunca ter acontecido um ataque não é garantia de que nunca acontecerá. Se os limites do cão não forem respeitados, ele poderá atacar.

• Não espere que um cão seja igual a outro que você já teve. Se seu bichinho atual não gosta de ficar no colo, por exemplo, não insista.

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Agressividade por território

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Quando se fala de agressividade em cães, é preciso ter muita atenção. O número de acidentes provocados por esse problema é assustador, pois existem várias raças que podem machucar um ser humano com muita facilidade, por isso, é necessário tratar esse aspecto do animal com extremo cuidado.

A agressividade é transmitida, em parte, pela genética e, por isso, deve-se prestar muita atenção às características do animal antes de adotá-lo. Existem raças mais ou menos agressivas e dentro de cada raça existem cães mais agressivos que outros.

Além disso, alguns outros fatores também podem influenciar esse comportamento, como a criação e o meio ambiente em que o pet vive. Mesmo os filhotes pertencentes a raças que são consideradas agressivas, se tratados e treinados da maneira correta, podem se tornar ótimos cães, que jamais colocarão alguém em risco.

Agressividade por território ou dominância?

A agressividade por territorialismo pode, muitas vezes, ser confundida com a agressividade por dominância, pois ambas manifestam-se da mesma maneira. As duas são causadas por motivos muito parecidos, porém, existem algumas diferenças importantes sobre o comportamento do animal.

No caso da agressividade por dominância, o cachorro sente que não existe um líder dentro da casa, por isso, ele próprio assume essa função. O animal acaba se tornando um pet sem limites, que não suporta ser contrariado e que usa o ataque como forma de defender seu posto. Já os cães territorialistas querem defender um determinado local que consideram deles.

No caso da agressividade por territorialismo, o comportamento se deve a espécie. Os cães são animais naturalmente protetores e defensivos, principalmente de seus territórios e filhotes. Esse tipo de comportamento acontece quando o cachorro sente que o local em que ele acredita ser seu está sendo ameaçado. Nesses casos, o pet pode aceitar, em um momento, a presença de outro cão em seu território, e, logo em seguida, sentir que o outro animal está tentando tomar o seu local, o que pode levar a uma briga entre eles.

Como lidar com a agressividade

• Antes de qualquer coisa, é preciso identificar o tipo de agressividade para só então tratá-la. A ajuda de um profissional, nesses casos, é fundamental, pois ele poderá encontrar a solução correta para a situação.

• Se o seu pet apresentar comportamento agressivo, jamais recompense-o por isso. Cada vez que seu cão utilizar esse tipo de comportamento contra você ou alguém da sua família, faça com que ele seja frustrado.

• Evite qualquer tipo de disputa física ou brincadeiras que deixem o cão muito agitado e estressado.

• Não bata em seu cão e não ameace-o fisicamente, em nenhuma circunstância.

• Seja um bom líder. Conquiste o respeito do animal e jamais use violência para corrigi-lo. Tenha autoridade, mas não abuse dela.

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