O que pode tornar o seu cachorro agressivo

Photo credit: Mr. Dtb / Foter / CC BY-SA
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Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. 

É muito comum que as pessoas tenham ideias erradas a respeito do que torna um cachorro agressivo. Por exemplo, algumas acreditam que determinadas raças são muito dóceis e nunca se tornam agressivas ou que cães tratados só com amor e carinho jamais morderão ou atacarão alguém da família. Mas isso não é verdade.

Muitos motivos podem estimular um comportamento agressivo nos animais. Para conseguir evitar que isso aconteça, é importante conhecer essas causas. Neste artigo, iremos te explicar como surge um comportamento agressivo e o que pode desencadeá-lo.

Afinal, de onde vem a agressividade canina?

Para a maioria das espécies, na natureza, a agressividade é um comportamento fundamental para sua sobrevivência. É por meio dela que os animais defendem seu território, seus parceiros sexuais, filhotes, comida e até mesmo sua posição hierárquica dentro do grupo.

Em alguns bichos, o comportamento agressivo é inato e pode aflorar somente em algumas situações ou fases da vida. Esse é o caso dos cães, principalmente dos machos.

Principais motivos que tornam um cachorro agressivo

Raça e linhagem

No imaginário popular, existe a crença de que algumas raças de cães são totalmente dóceis e outras são muito agressivas. Porém, essa classificação é muito simplista.

Não se pode afirmar que existam raças caninas que não possuam um único indivíduo agressivo. Esse engano faz com que muitas pessoas se surpreendam quando se deparam com um Golden Retriever ou um Labrador bravo.

É claro que algumas raças são, em média, mais agressivas ou dóceis que outras. Por exemplo, é mais comum Rottweilers serem mais agressivos que Beagles. Entretanto, há muitos Rottweilers mais dóceis do que alguns Beagles. O que acontece é que devemos evitar generalizações em relação à raças e nos atentar aos indivíduos.

Outro fator que colabora para verificar se cães têm mais tendência a serem dóceis ou agressivos são as diferentes linhagens de uma mesma raça. Existem linhagens que apresentam indivíduos mais tranquilos ou bravos do que a média geral de determinada raça.

Por isso, ao tentar prever o comportamento futuro do filhote, pode ser mais importante conhecer o comportamento típico da sua linhagem do que da sua raça.

Influência da criação

O modo como lidamos com o cão influencia muito o comportamento dele. A boa educação pode controlar a tendência à agressividade maior e, por outro lado, a má educação pode tornar perigoso um cão pouco agressivo. Mas, de fato, é muito mais fácil e garantido educar para ser manso e confiável um cão que tem tendência a ser dócil.

Amor e carinho não bastam

É comum ouvirmos relato de tutores de animais que dizem sempre ter feito tudo que o cão queria, nunca ter lhe deixado faltar amor e nem carinho, e que não entendem por que o cachorro ataca as pessoas da casa. Mas, para controlar a agressividade dos nossos cães e evitar acidentes, muitas vezes graves, devemos estar cientes de que a educação correta envolve muito mais do que amor e carinho.

Tipos de agressividade

Podemos dividir o comportamento agressivo em classes, para melhor entendê-lo e controlá-lo. Independentemente dos critérios adotados, mais complexos ou mais simples, em geral as classificações se assemelham.

Agressividade territorial

Normalmente, um cão fica mais agressivo no território dele, para defendê-lo. Muitos cães aceitam um outro cão quando estão em espaço neutro, mas passam a atacá-lo se ele entrar no território deles ou ameaçar entrar.

Agressividade possessiva

Manifesta-se quando alguém se aproxima de um objeto, de um animal ou de uma pessoa de quem o cão tem “ciúmes”. Ocorre, por exemplo, quando ele está com algo que considera valioso, como um osso com pedaços de carne. Acontece também quando uma visita abraça ou cumprimenta o dono do cão.

Agressividade por medo ou dor

Às vezes, para se defender, o cão acuado pode atacar o agressor. Ou, ameaçá-lo mostrando os dentes e rosnando, para evitar que chegue perto demais. Um cão com dor, por medo de que um outro bicho ou uma pessoa se aproveite dessa vulnerabilidade, tende a ser agressivo. Esse é o principal motivo que leva cães atropelados a atacar a pessoa que tenta socorrê-los.

Agressividade por dominância

Serve para mostrar quem manda. Costuma acontecer quando é questionada ou contrariada a dominância de um cão que se considera líder do grupo.

Está com dificuldades para entender ou controlar o comportamento de seu animal de estimação? Agende uma visita gratuita com a equipe da Cão Cidadão e conheça nosso método de adestramento inteligente.

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Enriquecimento ambiental para gatos

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Por Maria Fernanda Modaneze, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Os gatos estão se tornando pets cada vez mais comuns em um mundo que era praticamente dominado por cães. Muitos tutores estão dando preferência aos bichanos por serem mais independentes e mais fáceis de cuidar, assim como outros preferem inserir um gato a uma família que já tenha um cão.

Mas será que seu gato tem a atividade diária que precisa?

Fala-se muito em enriquecimento ambiental para cães, principalmente nos dias de hoje em que eles passam a maior parte do dia sozinhos, mas é muito importante ter um ambiente preparado para seu gato, uma vez que eles ficam 100% do tempo confinados, diferentemente dos cães, que possuem rotinas de passeios.

Alguns acham que basta água, comida e caixa de areia, certo? Errado! Esse artigo traz algumas dicas bacanas para garantir que o dia a dia do seu gatinho tenha atividades suficientes para ele.

Dicas

O ideal é criar uma rotina diária de brincadeira. Ainda há muito mais opções para cães no mercado, mas já tem bastante brinquedo legal para os bichanos também. Varinhas com penas na ponta, bolinhas com guizo e pelúcias com erva-do-gato são os mais comuns e, normalmente, eles adoram! E alguns desses, ele pode interagir quando estiver sozinho também.

Esconder ração e petiscos em brinquedos é excelente, estimula seu instinto de caça e é um ótimo exercício físico. Lembre-se de que gatos ficam frustrados quando não consegue pegar a “caça” e tendem a desistir, por isso, sempre termine a brincadeira com ele agarrando o brinquedo com a pata ou mordendo.

Gatos são animais verticais, então, instalar prateleiras pela casa e colocar sua caminha, água, comida e até a caixa de areia no alto ajudam a estimular a utilização dessas prateleiras. Outra opção mais econômica são os arranhadores com prateleiras e tocas.

Falando nisso, ter diferentes arranhadores pela casa auxilia na movimentação de seu corpo e ajuda a conservar os móveis. Não se esqueça de colocar o arranhador em um lugar elevado. Para todas as opções, vale testar como seu gato reage à erva-de-gato e espalhar um pouco nas prateleiras, brinquedos e arranhadores, assim a brincadeira fica ainda mais divertida.

Outra opção legal é o adestramento utilizando petiscos ou sachês. Com eles, é possível ensinar seu bichano a entrar e ficar tranquilo em uma caixa de transporte, se deixar escovar, brincar sem morder, entre outras coisas.

O adestramento garante um aprendizado divertido e também conta como exercício físico.

Por fim, gatos adoram se esconder, então o ideal é ter uma toca onde ele se sinta seguro e confortável. Pode ser uma toca comprida, uma caixa de transporte ou até a famosa caixa de papelão, que eles adoram!

Seguindo algumas dessas dicas, você garantirá que seu gatinho tem os exercícios e estímulos necessários, tornando-se assim um bichinho mais feliz!

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Arranhador: um passatempo necessário para os gatos

dicas_interna-arranhadorPor Laraue Motta, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Um dos itens obrigatórios na casa de quem tem gatos é o arranhador! Geralmente, ele já faz parte do enxoval de chegada do gatinho, mas, com o passar do tempo, pode ser esquecido no canto dando lugar às arranhaduras em móveis e estofados.

Ao falar em arranhadores, é necessário levar em conta os hábitos da espécie e de cada animal, especificamente.

Existem muitos tipos de arranhadores no mercado e muitas formas de confeccioná-los em casa, o que pode salvar seus móveis. Para isso, preste atenção na altura do passatempo: para gatos filhotes, o poste pequeno pode funcionar, mas, ao crescer, o gatinho sentirá necessidade de se alongar e agarrar com as patas, portanto, precisará de um poste alto, que permita essa posição (arranhadores que tenham entre 90 centímetros e um metro de altura têm mais chances de fazer sucesso).

Outro ponto superimportante é a localização onde o arranhador ficará, ele deve favorecer as arranhadas.

Normalmente gatos arranham os objetos como forma de marcar território de maneira visual e olfativa, já que odores são expelidos pelas glândulas dos coxins (as almofadinhas das patas). Isso quer dizer que precisam que sua marca seja percebida. Então, naturalmente procuram locais de passagem ou onde há muito fluxo de pessoas e outros animais.

Portanto, para o caso acima, não coloque o arranhador que você comprou com tanto amor e carinho naquele cômodo escondido da casa, pois lá ele não cumprirá a sua promessa. Com certeza o braço do sofá será bem mais atrativo.

O arranhador deve ficar onde o gato demonstra mais interesse em demarcar. Exemplo: se acontece no sofá, posicione o arranhador próximo desse local. As chances de o brinquedo ser usado aumentarão muito dessa forma.

Outra questão importante é o material usado. Muitos gatos gostam das cordas de sisal, mas arranhadores de carpete, papelão ou mesmo superfícies de madeira podem ser ótimas opções. O ideal é variar os modelos e superfícies até que seja possível perceber qual é o preferido do seu gatinho.

Você pode comprar modelos prontos ou pode se arriscar a produzir alguns. Veja como são fáceis:

1. Revista um cano de PVC ou um cone de sinalização com sisal ou carpete (pode usar cola quente).

2. Utilize cavaletes de madeira bruta (sem nenhum tipo de tinta ou verniz).

3. Corte caixas de papelão em tiras iguais e cole umas nas outras de forma que as ondas do papelão fiquem aparentes (usar cola branca à base de água).

Em casas com mais de um gato, quanto mais arranhadores menor será o estresse dos animais, pois eles poderão delimitar suas marcações e manter a hierarquia do grupo. Com certeza esse enriquecimento ambiental, se bem utilizado, diminuirá consideravelmente as chances de os felinos destruírem suas mobílias.

Conte com a ajuda de um profissional para adequar o ambiente para os bichanos da melhor forma.

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Como apresentar um gato filhote a um adulto?

dicas-interna-artigo-franqueadaPor Sheila Leme, adestradora franqueada da Cão Cidadão

Em primeiro lugar, nós temos que ter muita paciência na apresentação do novo membro da família, pois cada gato tem seu tempo na aceitação de outro indivíduo. Temos que levar em consideração que o bichano adulto não vai ter a mesma energia e disposição do filhote, então, respeitar o espaço dele é de extrema importância.

A apresentação tem que ser de forma gradual para eles terem um bom relacionamento no futuro. Antes de eles se conhecerem, o novo gato tem que ficar em um lugar restrito para evitar um possível desentendimento.

Para o filhote também se habituar ao novo ambiente, coloque tudo o que ele precisa nesse cômodo, como caixa de areia, arranhador, vasilha de comida e água, e um local onde ele possa se esconder, caso sinta medo.

Nós precisamos deixá-los bem relaxados e confiantes para começar a introdução entre eles.

Com ambos separados e relaxados você pode trocar cheiros. Por exemplo, esfregar o cobertor nos gatos para deixar bastante o cheiro deles, trocar os cobertores e deixar que eles sintam o odor um do outro (mas cada um no seu espaço).

Com isso, eles vão se acostumando com o cheiro um do outro antes de se encontrarem pela primeira vez. Sempre que fizer isso, dê petiscos para eles associarem positivamente a presença do outro.

O gato adulto pode ficar mais agitado e inquieto, porque ele sente pelo olfato que tem um novo gato na casa. Então, tenha paciência com ele e não dê bronca, ele precisa associar a nova chegada com coisas boas, caso ele fique na porta cheirando e rosnando para o gatinho que está no ambiente fechado, tire-o de lá. Brinque muito com ele para deixá-lo relaxado e ir se acostumando com a nova situação.

Quando ambos estiverem tranquilos, você pode começar a introdução deles pela porta, uma pessoa entra e fica com o filhote e a outra fica do lado de fora com o adulto.

Perceba a distância que eles ficam confortáveis da porta, por exemplo, se você coloca o adulto perto da porta e ele não fica relaxado, pegue ele e coloque-o mais distante.

Coloque petiscos, um que ele adore, e faça o mesmo com o filhote, coloque a tigela da comida, brinque com ele e vá gradualmente se aproximando da porta. Faça isso com ambos os gatos até chegar perto da porta, caso você perceba que um dos peludos não está aceitando o petisco é porque provavelmente não está confortável, então, afaste ele da porta até que fique mais tranquilo. Faça isso sempre com a porta fechada.

Faça esse treino várias vezes, mas não tente forçar demais, é melhor fazer em períodos curtos que comece e termine bem, do que fazer em um longo período que comece bem e termine com eles estressados. Reforce muito os treinos, preste atenção no tempo que eles conseguem ficar bem, pois isso vai te ajudar a não ultrapassar o limite deles.
Respeitando o limites de cada gato você terá muito mais sucesso com a aproximação deles.

Depois que eles estiverem bem um com o outro, você pode deixar o filhote ir conhecer mais a sua casa.

Pegue o adulto, separe ele em um cômodo da casa, para ele não se estressar, e deixe o filhote conhecer mais o ambiente, isso fará ele se sentir mais confortável quando puder ser solto.

Realize a tarefa em períodos curtos e vá aumentando o tempo aos poucos. Se o gato adulto tiver curiosidade de entrar no quarto do filhote enquanto ele não estiver lá, deixe, mas nunca force ele a entrar. Respeite os limites do animal: eu repito muito isso, pois é de extrema importância essa consciência por parte do tutor, para o sucesso do treinamento.

Depois de tudo isso, e com eles muito bem relaxados, podemos deixá-los se verem pela primeira vez, mas sempre com um obstáculo (gradinha) entre os dois. Temos que ter muito cuidado nessa hora, assim evitamos que eles se estressem.

Abra um pouco a porta, coloque a gradinha para ninguém escapar, deixe eles se olharem e, nesse momento, dê petiscos.

Procure entender os sinais corporais que eles emitem, assim você vai conseguir entender como estão se sentindo. Se você perceber que eles estão ficando desconfortáveis com a situação chame a atenção deles pra você, brinque, use aquelas varinhas com peninhas nas pontas, para contornar a situação e ficar tudo bem, no começo é normal isso acontecer. Repita esses pequenos treinos.

Depois que eles estiverem ficando bem, vá aumentando o tempo e vá abrindo a porta cada vez mais, mas tudo aos poucos e com calma, sempre usando brincadeiras e petiscos para associar o momento com algo positivo. Depois de tudo correr bem, tire a gradinha e faça o treino sem ela. Mas nunca saia e deixe eles sozinhos juntos.

O mais importante é ter muita paciência! Caso precise de ajuda, conte com os profissionais da Cão Cidadão.

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Como treinar o cão para gostar de tomar banho?

dicas_interna-cachorro-banhoA hora do banho do cachorro pode se tornar um grande pesadelo para muitos donos de pets. Alguns tutores relatam muitos problemas no momento do animal tomar banho. Dizem que seus bichinhos ficam muito agitados ou, até mesmo, assustados com a ideia de ter que entrar em uma bacia com água ou receber uma chuvarada. Na hora de usar o secador, então, parece que tudo piora ainda mais.

Geralmente, isso acontece porque o pet fez uma associação ruim com o banho ou com os elementos que fazem parte desse momento, como o shampoo, barulho do secador, escova, entre outros objetos.

Por isso, para reverter esse quadro, é preciso agir com calma, para não causar ainda mais traumas no animal. O indicado é aplicar um treino denominado dessensibilização, para mostrar a ele que a causa da aflição é inofensiva. O treino deve ser aplicado com reforço positivo, que é uma técnica que utiliza recompensas que deixam o bichinho motivado a relacionar o ato “ruim” com coisas boas.

Como é o treino?

Se o medo for do secador, você pode pegar um pedaço de petisco, ligar o aparelho longe dele e, enquanto ele estiver tranquilo, deixá-lo mordiscar o alimento. Quando ele comer todo o petisco, o aparelho deve ser desligado. Se mesmo longe o secador ligado provocar medo, o treino deve começar com o objeto desligado. De maneira gradativamente, o aparelho pode ser aproximado do animal até o momento em que ele não sinta mais medo.

Porém, se em algum momento ele se mostrar desconfortável, será preciso retroceder o treinamento para uma fase anterior, na qual ele não demonstra sinais de desconforto. Um indício de que o treino não está dando certo é se ele não aceitar o petisco, por isso, preste atenção no comportamento do animal.

Esse mesmo treino pode ser feito com outros objetos, como a escova e a toalha. Se mesmo com essas dicas nada mudar na hora de tomar banho, será preciso consultar um especialista em comportamento animal.

Fonte: texto adaptado de artigo do Alexandre Rossi – Canal do Pet (IG)

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Cachorros perdidos: o que fazer para evitar a fuga de cães

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A fuga de cães é, sem dúvida, um dos momentos mais tristes da vida dos tutores. Infelizmente, ninguém está imune a esse problema, pois, prever quando o pet vai escapar pela frestinha do portão ou pular o muro de casa é praticamente impossível.

Apesar disso, como diz o ditado, a prevenção é o melhor remédio. Para evitar que esse problema ocorra, é fundamental que alguns cuidados sejam tomados. Abaixo, você confere algumas dicas.

1. Adestramento

O adestramento é uma ferramenta importantíssima para o bom relacionamento entre o pet e o seu dono, pois, além de facilitar a comunicação, fará com que o cão saiba o que pode ou não fazer. Quando o pet obedece aos comandos (SENTA, FICA, VEM), é muito mais fácil impedir que ele corra em direção a um portão aberto ou saia sozinho na rua.

2. Limites

Ensinar ao seu cãozinho que não deve sair pelo portão sem a sua autorização é um limite que pode salvá-lo de acidentes, que podem custar a vida dele. Para isso, é necessário paciência e muita dedicação, porém, o resultado final valerá a pena.

Comece a treiná-lo com a guia. Aproxime-se do portão, brinque com o seu cãozinho e saia para a rua. O pet naturalmente o seguirá, porém, com a guia, você deve impedi-lo de sair e, ao mesmo tempo, dizer “não”.

Esse exercício deve ser repetido até que o cão compreenda que ele não deve ultrapassar o portão e se recuse a ir para a rua. Quando ele te obedecer, elogie-o, faça muita festa e ofereça um petisco gostoso, pois isso fará com que ele associe coisas, que ele gosta, à obediência, facilitando o aprendizado.

É importante ressaltar que não se deve permitir que o cão saia para rua, para, só então, repreendê-lo. A correção deve acontecer sem que ele saia de casa. Mantenha os itens de segurança, como a coleira e a guia durante o treinamento, para evitar qualquer problema ou mesmo acidentes.

3. Plaquinha de identificação

A plaquinha de identificação é indispensável para a segurança do pet e todos os animais de estimação devem ter uma que contenha um telefone para contato. Caso o cão fuja e seja encontrado por alguém, será mais fácil devolver o pet para a sua família.

Infelizmente, mesmo com todas as precauções, fugas ainda acontecem. Caso tenha alguma informação sobre os cães abaixo, entre em contato com a ONG Cachorros Perdidos, parceira da Cão Cidadão.

Gostou desta dica? Se quiser contratar os profissionais em comportamento animal para realizar o adestramento, fale com a Central de Atendimento da Cão Cidadão, pelos telefones: 11 3571-8138 (São Paulo) e 11 4003-1410 (demais localidades).

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Agressividade em filhotes

dicas_interna-filhotes-agressivosA agressividade é um problema bastante comum entre os pets.  Muitos tutores desistem de ajudar o bichinho, sem ao menos buscar soluções para eliminar ou minimizar esse tipo de comportamento.

Apesar de grave, o problema tem solução. Nesses casos, o primeiro passo é identificar o que está motivando essa atitude no pet. “Fatores genéticos e hereditários podem desempenhar esse papel em relação ao comportamento”, explica Lucilene Cagiano, franqueada da Cão Cidadão.

Na maioria das vezes, há um motivo para esses comportamentos em cachorros ainda filhotes, porém, nada impede que a atitude se desenvolva espontaneamente também.

“Raças de proteção, como o Doberman, podem ser mais agressivas do que um Golden Retriever, por exemplo. A endogamia (acasalamento entre parentes) também pode desenvolver cães com comportamentos instáveis. Porém, independentemente de raça, idade ou sexo do animal, qualquer cachorro pode apresentar algum tipo de agressividade”, alerta a profissional.

Para evitar, o melhor remédio é prevenir. Mas como? Quanto mais positivo for o período de sociabilização do animal quando ele ainda for um filhote, menores serão as chances de ele se tornar agressivo.

No geral, os filhotes tendem a apresentar menos comportamentos agressivos do que os cães já adultos. Mas, se por ventura notar que o peludinho já demonstra que não será fácil de lidar, comece o quanto antes os treinos de sociabilização com ele.

A ajuda de um profissional certamente auxiliará na identificação do tipo de agressividade apresentada, bem como suas soluções para o caso em especial. O adestramento ajuda a trabalhar a liderança de forma positiva para que haja uma comunicação entre tutor e animal. Vale a pena investir na educação do pet e garantir um futuro bastante feliz ao lado dele!

Outros fatores que influenciam o comportamento agressivo

1. A separação de sua matilha muito cedo, ou seja, antes do prazo de 50 dias recomendados pelo veterinário.

2. Terem sido agredidos.

3. Predisposição para temperamentos mais dominantes.

4. Medo.

 

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Gatos e crianças: como prepará-los para a chegada do bebê

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A chegada de um bebê não muda somente a vida dos pais, mas também a do pet. “Com a criança, inevitavelmente, os animais perdem um pouco de atenção dos donos. E se essa diferença de comportamento dos humanos acontecer sem que haja uma adaptação prévia, os gatos tendem a alterar os seus comportamentos para demonstrar a sua insatisfação com isso”, explica a adestradora da equipe Cão Cidadão, Laraue Motta.

Isso acontece porque os gatos são muito territorialistas, eles gostam de estar “no controle” do local onde vivem e a chegada desse novo membro da família pode, muitas vezes, se traduzir em uma ameaça para o bichano.

Existem diversas atitudes que demonstram o descontentamento do gato, como, por exemplo, começar a urinar fora do lugar correto ou até nas coisas do bebê, comportamentos compulsivos, como arrancar pelos ou se lamber até se ferir. Alguns pets podem, inclusive, ficar depressivos ou, em casas em que há mais de um felino na casa, eles podem começar brigar.

Para evitar esse problema, é muito importante que os tutores, antes da chegada do bebê, realizem uma adaptação para que o gato se acostume, pouco a pouco, com as mudanças que estão por vir.

Como fazer isso?
“É possível preparar o animal antecipando o período de adaptação, para que ele já receba o novo membro da família com algumas associações positivas feitas”, aconselha Laraue. “Principalmente nas situações em que vai haver uma ‘desvantagem’ para o gato, devemos evitar que isso seja relacionado diretamente com o bebê”, completa.

Para realizar essa adaptação, devemos seguir alguns passos:

• Alguns meses antes de o bebê nascer, use produtos com cheiro de bebê, como sabonetes e loções, nos momentos em que interagir com o gato – na hora do carinho, da brincadeira e de ganhar petiscos, por exemplo.

• Coloque sons de choro de criança em um volume baixo, para o felino já ir se acostumando com esse novo estímulo e evitar que isso o estresse posteriormente.

• Se os pais não vão admitir que o gato durma no berço ou no quarto do bebê, ele deve ser treinado, antes que a criança chegue, para que saiba que esses lugares são proibidos para ele. Dessa maneira, ele entenderá que a restrição é pelo local e não porque perdeu espaço para o novo humano da casa.

• Se for possível, use um difusor de feromônio facial felino. Ele também pode contribuir para o equilíbrio emocional do animal, deixando-o mais à vontade e relaxado no ambiente cheio de transformações.

“Fazendo uma adaptação prévia, certamente essa mudança tão brusca na rotina da família será mais fácil de ser superada pelo gatinho, mas, ao chegar em casa com o bebê, o ideal é tentar alterar a rotina do animal o menos possível”, indica a adestradora. “Na chegada, se o gato for dócil, é importante apresentar o bebê e deixá-lo cheirar e explorar, se possível, recompensando com petiscos para que ele entenda que o bebê traz vantagens para ele”, acrescenta.

Procurar a ajuda de um adestrador para realizar essa adaptação pode ser importante, pois o profissional poderá identificar o que está causando o estresse no animal e oferecer o treinamento correto, para que ele se acostume às novidades mais facilmente.

Gostou desta dica? Se quiser contratar os profissionais em comportamento animal para realizar o adestramento, fale com a Central de Atendimento da Cão Cidadão, pelos telefones: 11 3571-8138 (São Paulo) e 11 4003-1410 (demais localidades).

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25 sinais de que um gato pode estar sentindo dor

https://www.flickr.com/photos/dnlrx/16583586477/
https://www.flickr.com/photos/dnlrx/16583586477/

Por Juliana Sant’Ana, adestradora e integrante do Grupo de Estudos Científicos da Cão Cidadão.

Animais territoriais, caçadores estrategistas, atletas natos e observadores silenciosos. Sem dúvida os gatos são criaturas que despertam o nosso interesse. Conviver com um bichano garante a qualquer ser humano momentos de descontração e curiosidade. Os hábitos naturais dos felinos selvagens se refletem no gato doméstico, e uma característica marcante nesses animais é a territorialidade, que determina muito o seu comportamento.

Gatos, por natureza, procuram defender o seu território para diminuir a necessidade de disputa por recursos. Para se mostrarem mais fortes, os bichanos tendem a disfarçar quando estão machucados ou sentindo dores, uma estratégia de sobrevivência que os permite esconder as suas doenças e fraquezas. Por isso, ao nos depararmos com um gato com problemas comportamentais, é recomendável eliminarmos a hipótese de que aquele animal esteja sentido dores, antes de iniciarmos qualquer tipo de treino que vise corrigir desvios de comportamento.

O estudo

Pensando nisso, a equipe de Daniel Mills recrutou 19 veterinários, especialistas em felinos, para compor uma lista de comportamentos que estariam relacionados à presença de dor. O estudo, publicado este ano na revista Plos One, avaliou a frequência com que os gatos com dor apresentavam cada um dos itens comportamentais e verificou se essas atitudes se manifestavam em quadros clínicos de baixo ou alto nível de dor.

Após cinco meses de estudo, a equipe formada por veterinários clínicos, anestesiologistas, oncologistas, odontologistas, comportamentalistas, dermatologistas, oftalmologistas e neurologistas (nenhum cardiologista concordou em participar da pesquisa) listou 91 sinais comportamentais que foram considerados para análise e observação. Ao final, os cientistas reuniram os itens da lista que apresentaram 80% de concordância entre os veterinários especialistas. Dessa forma, os itens menos citados foram excluídos.

Os resultados

Considerando que a dor é uma experiência multidimensional envolvendo muito mais do que uma mera sensação desagradável, os veterinários chegaram a um consenso e conseguiram catalogar 25 sinais comportamentais que podem significar que os gatos estejam sentindo dor. Esses sinais foram considerados suficientes para indicar dor quando ela ocorre, mas não necessariamente presentes em todas as condições dolorosas. São eles:

1. Mancar;
2. Sentir dificuldade para pular;
3. Andar de forma anormal, mais lentamente;
4. Apresentar relutância em se mexer;
5. Reagir à palpação;
6. Manter-se afastado/esconder-se;
7. Não se limpar/lamber;
8. Evitar brincadeiras;
9. Comer menos (diminuição do apetite);
10. Diminuir totalmente suas atividades rotineiras;
11. Esfregar-se menos nas pessoas;
12. Alterar estados de humor frente a estímulos agudos de dor;
13. Modificar totalmente seu comportamento habitual (indicativo de dor crônica);
14. Andar com as costas arqueadas para cima;
15. Apresentar mudança de peso;
16. Lamber uma determinada região do corpo;
17. Andar de cabeça baixa;
18. Contrair involuntariamente a(s) pálpebra(s) – Blefaroespasmo;
19. Alterar a maneira de se alimentar (sinal presente em nível alto de dor);
20. Evitar áreas luminosas (sinal presente em nível alto de dor);
21. Rosnar (sinal presente em nível alto de dor);
22. Gemer (sinal presente em nível alto de dor);
23. Manter os olhos fechados (sinal presente em nível alto de dor);
24. Urinar com dificuldade;
25. Sacudir a cauda.

Esses sinais são pequenos alertas para observarmos melhor os bichanos. A presença de um ou mais itens isolados não significa necessariamente que o animal está sentindo dor. Cuidado com os exageros! Todos os comportamentos devem ser analisados com relação à situação em que se apresentam e à frequência (repetição). Se o gato está estressado com a presença de uma visita, anda com a cabeça baixa e se esconde, por exemplo, isso não é indicativo de dor. Agora, se o animal repete incessantemente determinado comportamento, devemos ficar de olho.

O que fazer, então?

O intuito dos cientistas foi criar um conjunto básico de sinais para futuras pesquisas que auxiliem na detecção precoce de dor nos gatos, ou seja, esses sinais são diretrizes básicas para auxiliar veterinários e proprietários que precisam reconhecer os sinais de dor nos gatos, a fim de reduzir o sofrimento dos bichanos. Portanto, se o cliente reportar que seu gato está apresentando repetidamente alguns desses sinais comportamentais, é nosso papel, como adestradores, direcioná-lo de imediato para uma consulta veterinária, de preferência com um especialista em felinos, já que os gatos são animais tão peculiares.

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Sociabilização: tudo o que você precisa saber

https://pixabay.com/pt/c%C3%A3o-divers%C3%A3o-jogar-floresta-ver%C3%A3o-678073/
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Seu pet tem problemas para lidar com certas situações? Ele não aceita algumas pessoas e tem pavor de objetos específicos? Isso pode significar que a sociabilização dele não foi feita corretamente.

O sonho de todo tutor é ter um pet que seja tranquilo e sociável, que não tenha problemas com outros animais e que fique tranquilo quando pessoas diferentes aparecem em casa. Infelizmente, essa não é a realidade de todos os animais de estimação, porém, se a sociabilização for feita corretamente, tudo isso pode ser conquistado.

Além de contribuir com a convívio em família, uma boa sociabilização contribui para o bem-estar do seu cãozinho, pois ajuda a evitar problemas comportamentais, além de medos. O cão bem sociabilizado é mais feliz e saudável.

Como faço isso?

A fase mais importante da vida dos cães é entre o 2º e 3º meses de vida, pois é o momento em que eles estão descobrindo o mundo. É nessa fase que a sociabilização deve ser realizada, pois o peludo estará mais aberto a novidades, tornando o processo de apresentação ao mundo muito mais fácil e favorável.

Até os 50 dias de vida, é imprescindível que o animal fique com sua ninhada. Os primeiros meses da vida do cãozinho devem ser usados para que ele aprenda a “etiqueta canina” com a sua mãe e seus irmãos, ou seja, como comer, brincar, quando parar de brincar, morder sem machucar e assim por diante.

Esse processo é muito importante, pois é quando o filhote se acostuma com tudo o que ele terá que lidar durante a vida adulta: pessoas diferentes umas das outras, automóveis, outros animais.

Tudo o que for novo para o peludo deve ser associado a coisas boas, como petiscos, carinho e um brinquedo legal, para que o pet entenda que essas situações não apresentam perigo. Esses estímulos devem ser feitos gradualmente, para que ele possa se acostumar com calma, tudo no seu tempo.

É preciso lembrar que a sociabilização não garante que o animal não apresente problemas comportamentais no futuro. É fato que pets bem sociabilizados são menos propensos a desenvolver comportamentos agressivos, porém, a sociabilização não é uma garantia de que isso não vai acontecer.

Cães sociáveis têm uma qualidade de vida muito maior do que aqueles que não passaram por esse processo. Por isso, se planeja adotar um filhote, coloque a sociabilização como prioridade em sua lista de afazeres.

Procurar ajuda de um profissional de comportamento é fundamental para auxiliar nesse processo. Depois, é só curtir o seu peludinho! Boa sorte.

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