Como organizar a rotina do pet

Você sabe como organizar as atividades para proporcionar bem-estar ao pet e garantir que ele tenha tudo que ele necessita?

Para começar, é importante saber que ter uma rotina beneficia muito os cães! Mas não existe um cronograma padrão para todos eles, o que importa é conseguir, na maior parte dos dias, seguir certos horários e promover os estímulos necessários para os pets. Para ajudar, separamos a seguir as principais necessidades da espécie canina:

➡ Alimentação regrada: o alimento deve ser de qualidade e ofertado em no mínimo 2 porções diárias, em horários regrados. A quantidade deve ser pesada de acordo com o indicado pelo veterinário e a água deve estar sempre fresca e à vontade.

➡ Atividades físicas: independentemente da energia do animal, todos eles precisam se exercitar ao menos um pouco! Lembrando que o passeio não é a única alternativa (caso chova, por exemplo)! Bolinha, cabo-de-guerra e comandos de movimentos são ótimas opções.

➡ Atividades mentais: tente estimular o pet mentalmente ao menos uma vez ao dia! Comandos de obediência e limite funcionam muito bem, como “senta”, “deita”, “fica”, “não” e “vem”. Brincadeiras como caça ao tesouro e tabuleiros interativos também ajudam.

➡ Enriquecimento ambiental: os animais devem ter a oportunidade de expressar comportamentos naturais da espécie, como caçar seu alimento, farejar, cavar e estraçalhar. Por isso, brinquedos recheados e itens de roer são essenciais para o seu bem-estar!

➡ Momentos de relaxamento: assim como necessitam de atividades, eles também devem ter um descanso de qualidade – físico e mental. Ensinar o significado de “acabou” e inserir uma massagem relaxante no dia a dia são formas de ajudar o seu peludo a se acalmar.

Meu cão sabe quando errou?

Muitos tutores têm a certeza que seus pets sabem muito bem quando erraram, pois fazem a famosa cara de culpados. Porém, especialistas em comportamento animal já provaram que o olhar acontece, na verdade, porque os cachorros – que são excelentes leitores corporais – aprenderam a interpretar as nossas expressões e tom de voz. Além disso, também aprenderam formas de nos “dobrar”. Então, eles conseguem saber quando estamos nervosos e como devem se portar para amenizar a bronca e ganhar agrados.

Mas isso não significa que eles nunca entendem quando erram! Eles entendem, sim, se a bronca ou sinalização forem dadas exatamente na hora do erro. Isso porque, de acordo com estudos científicos, a memória episódica dos cães dura pouquíssimo tempo. Isso significa que, se você chegar e encontrar um chinelo destruído, por exemplo, ele não só não vai entender o motivo da punição, como pode usar a já citada “cara de culpado” para apaziguar a situação. Ou seja, esse tipo de bronca não tem nenhum valor e, de quebra, pode abalar a relação entre você e o peludo.⠀

Dessa forma, como muitos erros costumam acontecer quando não estamos por perto, a forma mais eficaz de ensinar o pet é, em vez de dar bronca, associar os comportamentos certos a reforços positivos, como petiscos, carinho, elogios e brincadeiras!

Dicas para o cão não pular nas visitas

Para quem tem cães em casa, receber visitas pode ser um desafio. Afinal, é comum que eles pulem bastante, chegando por vezes a assustar e machucar as pessoas.

Mas a boa notícia é que esse comportamento pode ser reduzido com estratégias simples e um pouco de paciência e dedicação! Confira algumas dicas:

➡ Considere aumentar os exercícios físicos (como passeios e brincadeiras intensas) e mentais (como treino de comandos), assim como os itens de enriquecimento ambiental. Inclusive, é importante organizar a rotina para exercitar o pet um pouco antes de a visita chegar.

➡ Todos da casa devem passar a evitar os pulos (pulando para trás e virando de costas, por exemplo). Mesmo que o pet consiga pular, ele só deve ganhar atenção e carinho quando estiver com as quatro patas no chão.

➡ É essencial também que todos entrem na casa de forma calma, sem excitar demais o animal – sejam moradores ou convidados.

➡ Todas as vezes em que você chegar em casa, antes do pet pular, peça o comando “senta” e recompense bastante para que vire um hábito. Se ele ainda não souber o comando, pegue um petisco e segure um pouco acima da cabeça dele e, assim que sentar, dê um pedaço. É possível também ensiná-lo a ir buscar um brinquedo para afastá-lo da porta.

➡ Conte com a ajuda de um amigo para passar esses treinos para uma situação real de chegada de visitas.

➡ Se o cãozinho ainda estiver em treinamento, é recomendado usar um portãozinho ou a guia para impedi-lo de pular nos convidados assim que entrarem. Assim, o pet pode cheirá-las e ir se acalmando antes que tenha acesso completo.

Seu cão não deixa outro animal chegar perto de você?

Muitos cães se mostram incomodados com a aproximação de outros animais de seus tutores, mostrando desde sinais leves de desconforto, como entrar na frente, até os mais graves, como rosnar e morder.

Mas o que costuma-se nomear como ciúme, para eles, na verdade, está associado à posse, ou seja, a necessidade de defender um recurso importante – no caso, nós!

Isso pode trazer muitos problemas para a convivência no dia a dia e também prejudicar seriamente o bem-estar do próprio animal. Por isso, separamos a seguir algumas dicas gerais para ajudar:

➡ Acostume- o a conviver com outros animais desde novinho, fazendo uma socialização associada com recompensas como petiscos e elogios.

➡ Se o pet já é mais velho, comece avaliando se as necessidades básicas estão sendo supridas, como atividades físicas e mentais diárias, além de acesso à enriquecimento ambiental. Um cão com energia acumulada é mais estressado e ansioso.

➡ Mostre que a presença de outro animal só rende coisas boas e não o contrário. Para isso, vá para um local com pets, fique numa distância segura e ofereça petiscos, diminuindo a distância gradativamente. Se o problema for dentro de casa, tenha o hábito de jogar uma guloseima para ele antes de se aproximar dos outros.

➡ Ensine comandos de obediência básica e limite, como “senta”, “deita”, “fica” e “não” para que possam ser usados nos momentos de possessividade. Insira o hábito de treinar em sua rotina para sempre exercitar o autocontrole dele.

➡ Enquanto ele ainda apresentar esse comportamento mesmo que em menor intensidade, não coloque-o em situações que possam ser gatilho. Só saia com coleira e guia (e focinheira, se necessário!) e evite interagir demais com outros animais.
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➡ E não deixe de contar com a ajuda de um profissional de comportamento animal para estruturar o treino da forma mais segura possível para todos!

Seu cão cheira o chão na presença de outros animais?

Farejar faz parte da natureza canina, mas se o seu cachorro avista outro peludo desconhecido e imediatamente cheira o chão, provavelmente ele está tentando se comunicar e passar a mensagem: “oi, está tudo bem, você não me conhece, mas eu não ofereço risco a você”.

Esse comportamento é um dos chamados Calming Signals (ou Sinais Apaziguadores), nomeados pela pesquisadora norueguesa Turid Rugaas, que identificou e compilou em um livro 30 sinais corporais que os cães usam para apaziguar conflitos de forma não agressiva.

No caso de cheirar o chão (ou moita, árvore ou o que aparecer primeiro!), a comportamentalista explica que, ao mesmo tempo em que é usado para evitar o contato visual – que não é bem recebido por cães inseguros ou não amistosos –, também convida o outro animal a explorar o ambiente, desviando o foco da aproximação.

Contudo, nem sempre o sinal será capaz de tranquilizar os pets. Por isso, se algum deles não parecer confortável e convidativo, é essencial que os tutores afastem seus peludos e o impeçam de se aproximar! Mesmo que nosso pet não tenha traços de agressividade, é também nossa responsabilidade observar todas as interações para impedir que acidentes aconteçam! ⠀

Gostou de conhecer esse aspecto da comunicação canina? Continue contando com a equipe da Cão Cidadão para entender ainda mais sobre seu melhor amigo!⠀

Regras para circular com os cães

Apesar de os cães fazerem a cada dia mais parte das famílias e sociedade brasileiras, existem algumas leis que regulam a circulação deles. Afinal, não é todo mundo que gosta de animais, e essas pessoas precisam ser respeitadas! Além disso, é importante sermos tutores conscientes para evitarmos acidentes.

As mais conhecidas são as leis sobre o uso de enforcador e focinheira em animais ferozes, que existem em várias cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco. Em comum, elas exigem o uso do acessório em raças estigmatizadas como “violentas”, como Pit Bull, Fila, Dobermann e Rotweiller, por exemplo.

Por outro lado, não existe nenhuma lei em território nacional que proíba a circulação de pets tranquilos e de outras raças fora da coleira. Contudo, além dos perigos que o próprio cão estará exposto, como atropelamento e fuga, os cidadãos têm a responsabilidade civil de arcar com todos os danos causados por seus cães. Ou seja, a não ser em locais específicos, o mais recomendado é mantê-los seguros na coleira (já existem modelos de guia bem longos, para dar mais liberdade a eles!).

Em relação ao transporte público, muitas capitais, como Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Rio de Janeiro, permitem a circulação de cachorros de porte pequeno (até 10kg), dentro de caixas de transporte. Pets médios e grandes não são contemplados. Já se os peludos forem transportados em veículo próprio, o Código Brasileiro de Trânsito proíbe que eles fiquem soltos, no colo e/ou com a cabeça para fora da janela.

Independentemente de concordarmos ou não com as normas, é importante sempre procurar conhecê-las e segui-las, para que nossos pets possam ter cada vez mais acesso ao nosso dia a dia e lugares que frequentamos, como restaurantes, praias, hotéis e shoppings.

O que fazer quando meu pet não brinca?

Muitos tutores relatam que seus pets, mesmo os mais novos, não gostam de brincar. Mas será mesmo que eles não gostam ou simplesmente não foram estimulados da forma correta? A seguir, separamos algumas dicas de como encorajar o seu peludo a brincar:

➡ Escolha um local arejado, coberto e com piso que não escorrega para a hora da diversão.

➡ Descubra os horários em que o pet tem mais energia, geralmente perto da hora de comer e em momentos mais frescos.

➡ Entenda a funcionalidade de cada brinquedo. Por exemplo: dificilmente um cão vai brincar sozinho com uma bolinha ou dar atenção a um Kong se não estiver recheado.

➡ Teste brinquedos de várias texturas, funções e cores diferentes. Experimente também os com barulhos e feitos de embalagens recicladas.

➡ Da mesma forma, é importante testar brincadeiras variadas: perseguição, cabo-de-guerra, bolinha, caça ao tesouro…

➡ Torne a brincadeira (com brinquedo ou sem) mais interessante: faça movimentos variados, use palavras de incentivo, música…

➡ Experimente levá-lo para um cachorródromo ou convide um amigo peludo para a sua casa e coloque novamente as dicas em prática.

➡ Recompense bastante com elogios e carinho quando o pet engajar na brincadeira. Evite petiscos para não distraí-lo.

➡ Melhore a comunicação com seu peludo: treine comandos e observe mais sua linguagem corporal.

Comportamento Animal: as emoções dos cães

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Como será que funciona o cérebro dos cães em relação às emoções? Seria muito interessante saber, especialmente para os apaixonados pelos peludos: o que será que eles realmente sentem ao ver seu dono sair de casa, ou ao dar atenção para outro cão?

Estas e outras questões vêm sendo amplamente analisadas por cientistas ao redor do mundo e algumas conclusões podem nos deixar espantados.

  1. Ciúmes

É muito comum ouvirmos dizer que ciúmes é uma emoção complexa, exclusivamente humana. Mas um estudo australiano sugere o ciúmes pode ser demonstrado de forma primitiva e não somente pelos humanos.

  1. Percepção: o seu cão sabe como você está somente pela sua voz

Seu cachorro tem facilidade em saber como você está se sentindo somente pela entonação da sua voz. Esta capacidade se dá em razão de os cães observarem tudo ao seu redor, especialmente quando se trata da pessoa de sua referência. O comportamento animal é mesmo cheio de pontos curiosos.

  1. Seu cãozinho percebe seu humor só de te ver

Cães são capazes de identificar quando alguém, especialmente o dono, está feliz ou triste, mas em relação às consequências desses estados emocionais humanos, avaliando as expressões faciais e corporais. Isso porque são observadores natos da linguagem corporal humana.

  1. Cães e empatia

Todos os que amam cães afirmam que eles sempre estarão ao nosso lado, até mesmo em momentos difíceis.

Em uma pesquisa, conduzida pela Universidade de Londres, foram testadas três atitudes de um estranho em frente aos cães estudados: um começou a falar, outro cantarolou e, o terceiro, chorou. Na última ação do pesquisador, a reação de alguns cães foi parar o que estavam fazendo para ir até ele, o que sugeriu uma atitude de preocupação e empatia.

  1. E como funcionaria o cérebro dos cães quanto às emoções?

Em uma pesquisa, cientistas analisaram a atividade cerebral dos cães, através de ressonância magnética, e perceberam que os níveis de excitação cerebral eram alterados diante da possibilidade de ganhar uma recompensa. Ou seja, poderíamos estar diante de uma evidência de que “felicidade” é um sentimento canino também.