Qual a melhor opção: adotar ou comprar um filhote?

qual-a-melhor-opcao-adotar-ou-comprar-um-filhote

Quando planejamos ter um animal de estimação, uma das primeiras escolhas que precisamos fazer é decidir entre comprar ou adotar. As duas alternativas têm suas vantagens e desvantagens, cabe ao futuro dono do bichinho escolher a opção que mais se encaixa nas necessidade de sua família e estilo de vida. Para nós, o mais importante é que o futuro dono do bichinho esteja totalmente ciente do que significa – tanto para ele e sua família, quanto para a sociedade – escolher entre uma ou outra opção.

Além disso, antes de comprar ou adotar um filhote, saiba que ele viverá por muitos anos e precisará de carinho, atenção, cuidados com a saúde, alimentação e um ambiente adequado para crescer e se desenvolver. Tudo isso exige tempo e um certo investimento financeiro e será sua responsabilidade garantir a segurança e o bem estar do bichinho por toda a sua vida. Você está pronto para assumir essa responsabilidade por muitos e muitos anos?

A seguir, apresentaremos alguns pontos que devem ser considerados na hora de fazer sua escolha.

Adotar é um ato de amor

Em todo o mundo, a situação dos animais de rua e abandonados é extremamente triste e preocupante. A grande maioria dos bichinhos que vivem nas ruas passam fome, não recebem os cuidados necessários com sua saúde e, muitas vezes, não são cadastros, o que acaba agravando o problema da superpopulação de animais de rua.

Ao serem resgatados por organizações e abrigos que cuidam de animais, eles passam a ter melhor qualidade de vida. Porém, por mais que os responsáveis por esses espaços deem carinho aos bichinhos, eles não recebem toda a atenção e amor que merecem e que poderiam receber se estivessem em uma família.

Por isso, adotar é um ato de amor aos animais e também uma forma de exercer nossa responsabilidade social. Ao adotar um filhote, você está contribuindo para que menos animais vivam nas ruas ou passem a vida toda à espera de uma família que os acolham.

Se for comprar, seja responsável

Seja por qual for o motivo que você decida comprar um animal, é importante assumir sua responsabilidade por esse ato. O comércio de animais é um negócio lucrativo e, infelizmente, muitas pessoas mau intencionadas têm explorado de forma degradante os animais para a reprodução e não oferecem cuidados básicos com a saúde e o bem estar de adultos e filhotes.

Por isso, antes de comprar, cheque se o criador é sério, responsável e regularizado. Não compre animais em petshops ou em locais nos quais você não possa verificar a procedência do animal ou as condições nas quais os filhotes e seus pais são mantidos e criados.

Existem muitos criadores sérios e comprometidos com a saúde e o cuidado dos animais. Mas é preciso pesquisar muito, se informar e visitar esses locais antes de fechar negócio.


Ao comprar de um criador clandestino ou que pratique crueldade com os animais, você está estimulando e financiando essas práticas. A melhor forma de acabarmos com esse tipo de situação é não comprando animais desse criadores.

O que levar em consideração na hora de escolher entre adotar e comprar?

Bom, agora que você já sabe tudo o que implica socialmente e para a vida dos animais adotar ou comprar, chegou a hora de falar sobre alguns aspectos relacionadas às características dos animais e como elas podem se relacionar às especificidades de sua vida pessoal.

Porte pequeno, médio ou grande?

Ao escolher um animal de estimação, é preciso levar em consideração o seu porte e o espaço físico que você poderá oferecer em sua casa. Se você mora em um apartamento pequeno, talvez não seja uma boa ideia adotar ou comprar um filhote que chegará a ter grande porte.

Além de mais espaço, animais maiores precisam gastar mais energia. Por isso, você não tem tanto tempo ou disposição para longos passeios ou atividades que exijam mais esforço físico do animal, é melhor escolher um filhote que será menor na vida adulta.

Sobre essa característica, os animais de raça definida – e existem muitos deles também para adoção – têm uma vantagem, pois você saberá qual o porte que o animal terá no futuro antes de levá-lo para casa.

Também é possível observar algumas características em filhotes sem raça definida e estimar se, quando adulto, ele será de pequeno, médio ou grande porte. Converse com o responsável pelo abrigo e até mesmo com veterinários para ouvir a opinião dele sobre o assunto. Mas esteja aberto a surpresas no futuro.

Temperamento do animal

O temperamento de um bichinho de estimação deve ser compatível com a realidade de sua família. Por isso, antes de comprar ou adotar um filhote, é preciso que você avalie o seu estilo de vida e entenda quais são as suas necessidade e o que você pode oferecer ao seu novo amigo.

Se você e sua família são ativos, gostam de praticar atividades físicas ou se você tem crianças em casa, um animal com um comportamento mais brincalhão ou que precise gastar mais energia pode ser compatível. Porém, se você já não tem tanto tempo para se dedicar a atividades físicas mais intensa com o bichinho ou mora bebês ou pessoas idosas, o ideal é escolher um animal mais calmo e tolerante.

Mais uma vez, nesse aspecto, filhotes de raça definida são escolhas mais seguras na hora de comprar ou adotar. Porém, os animaizinhos já demonstram sua personalidade desde cedo. Por isso, quando for adotar ou comprar, é importante observar e conversar com o criador ou o responsável pelo abrigo sobre as características comportamentais do filhote desejado. Assim, sua escolha será mais assertiva em relação às suas necessidades e a do animal.

Porém, tenha em mente que filhotes são muito inteligente e podem ser facilmente adestrados. Caso você tenha problemas com o comportamento do seu animal – seja comprado ou adotado – é possível buscar ajuda profissional. Dessa forma, você, sua família e seu bichinho terão uma convivência muito mais harmônica e agradável. Caso tenha interesse, agende uma vista grátis com um adestrador da Cão Cidadão.

Seja qual for sua escolha – adotar ou comprar um filhote, de raça ou vira-lata, no final de tudo, o mais importante é o carinho e cuidado que você e sua família poderão oferecer ao animal. Com certeza, vocês receberão muito amor e companheirismo em troca.

Adoção só é boa se for responsável

dicas_interna-adocaoPor Tiago Cardoso, adestrador e franqueado da Cão Cidadão.

O texto de hoje, como mostra o título, é sobre adoção responsável. Entretanto, vou falar sobre o assunto sob uma ótica um pouco diferente.

Sabemos que os cães são amigos fiéis e grandes companheiros. Eles dispensam a nós um amor incondicional. Ouvimos por aí que o cão é o único ser capaz de amar mais ao seu dono do que a si mesmo. E eu não duvido, pois os benefícios desta amizade de tantos séculos são incalculáveis.

Mas quero deixar uma reflexão importante e, para isso, vou listar o que é ser um tutor de verdade. Acompanhe!

1. Beleza não se põe na mesa

Escolher um cão não é um processo fácil, embora muitas pessoas pensem diferente. Normalmente, essas pessoas escolhem adotar um pet considerando apenas sua estética.

Esquecem, por exemplo, de verificar (em cães de raça) quais são as pré-disposições que ele tem para doenças degenerativas. Não se preocupam em conhecer o temperamento daquele animal, se é agitado, medroso.

Quem adota ou compra por impulso não pensa como fará a sociabilização do animal, o que é fundamental, afinal, ele é um bicho que vive na cidade. É preciso se adaptar às regras gerais de boa convivência.

Se você nunca pensou nas questões acima e não pretende levá-las em consideração, não tenha um pet.

2. Animal não é brinquedo! Sim, ele dá trabalho!

Quando um bichinho é adotado não é só a vida dele que muda. A vida de todos que conviverão com ele também. A rotina dos membros da casa mudará e é fundamental saber disso.

É espantosa a falta de compreensão sobre estes pontos quando as pessoas decidem adotar um animal. A consequência da falta de conhecimento e de preocupação resulta, muitas vezes, em animais abandonados: sem comida, carinho e um lar. Ele depende inteiramente de seu tutor para se alimentar, praticar exercícios e estar com sua saúde boa.

Ter um animal te coloca em constante compromisso com a vida dele. Portanto, se você não pode ficar com este amigo por 29 anos (sim, já teve cachorro que viveu por 29 anos), então, não tenha um cão.

Se você não deseja e/ou não pode bancar gastos com comida, vacinas, castração, veterinário, remédios, banho, tosa, entre outros, não tenha um cão.

Se você não tem tempo para sua família, para seus amigos e nem para você mesmo, por que ter um cão? Ele demandará tempo!

Se você não quer limpar cocô, xixi e vômito, então, não tenha um cão.

3. A responsabilidade é sua

Se você deseja que seu filho tenha mais responsabilidade, então, eduque ele. O cão será, sem intenção, uma grande válvula para que a criança adquira alguns valores fundamentais para a vida. Mas o responsável pelo animal é você!

No início, o cãozinho será novidade e todos vão achar legal limpar sua sujeira e levar ele para passear. Mas com o passar do tempo, essas tarefas tendem a se tornar rotineiras e desinteressantes, então, tenha em mente que essas tarefas são de responsabilidade dos adultos, acima de qualquer coisa.

Enfim, antes de levar um cãozinho para a casa pense, reflita e discuta com a família. Nunca, em hipótese alguma, haja por impulso, pois o pet sentirá demais a sua falta se um dia for abandonado.