O que pode desencadear ciúme nos pets?

Photo credit: sonstroem / Foter.com / CC BY
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O ciúme canino pode ser gerado por diversos motivos e, infelizmente, pode ter consequências sérias, por isso, não se pode ignorar esse problema e esperar que passe com o tempo. Isso pode agravar ainda mais a situação!

A simples presença de outro cão ou de outra pessoa na casa, por exemplo, pode desencadear esse comportamento. Isso geralmente acontece quando o cão sente que seu espaço ou recursos que considera muito valiosos – comida, água, brinquedos ou atenção do dono – estão sendo ameaçados e ele corre o risco de perdê-los.

Ciúme entre cães

Esse caso é muito comum quando se tem mais de um cachorro em casa e, muitas vezes, os donos contribuem para essa reação ciumenta do amigo. Sabia disso? Digamos, por exemplo, que você esteja brincando e dando carinho a um deles, quando o outro chega. Imediatamente, você deixa de dar atenção a um dos peludos, pois pensa – “já brinquei bastante com esse, agora é a vez do outro”. É aí que mora o perigo!

Ao fazer isso, você faz com que o cão associe a aproximação do outro animal a perda de atenção e do carinho gostoso que ele estava recebendo, o que faz com que ele se torne agressivo.

Guarde os petiscos mais gostosos, a brincadeira mais divertida e o melhor carinho para quando ambos estiverem juntos. Assim, o pet que é mais ciumento relacionará a presença do amiguinho a coisas boas e que ele adora, fazendo com que o ciúme diminua. O ideal, nessa situação, é dar a mesma atenção e interação tanto para um, quanto para outro e, se possível, ao mesmo tempo.

É muito importante não recompensar o animal quando ele apresentar agressividade. Se ele começar a rosnar, latir ou mostrar os dentes quando o outro pet se aproximar, não dê bronca e nem dê carinho. Isso faz com que o ciumento associe a bronca e a falta de atenção com a chegada do outro, o que piora a situação. Nesse caso, ignore os dois.

Ciúmes de outras pessoas

O mesmo ciúme que explicamos em relação a outro animal, o cão pode manifestar com outra pessoa. Nesses casos, se o pet percebe que a outra pessoa se afasta quando ele demonstra agressividade, ele começará a usar dessa artimanha para controlar quem pode ou não chegar próximo de quem ele protege ou tem ciúme. Você não deve permitir isso!

Quando o marido, filho, esposa ou outras pessoas da casa chegarem, não deixe de dar atenção ao animal. Juntos, brinquem com ele, elogiem, façam uma festa, para que ele entenda que não perderá a atenção e os agrados, mas que vai ganhar tudo em dobro. A chave para lidar com o ciúme é a paciência, fazer com que o cão entenda que não há nada a perder com a aproximação da pessoa, ao contrário.

Dicas

• Se necessária, a bronca deve vir diretamente de quem o cachorro está tentando “proteger”. Se a pessoa que ele não gosta repreendê-lo, isso fará com que ele associe o sentimento ruim a ele, piorando a situação.

• Não deixe de dar atenção ao cão ciumento quando o outro pet se aproximar. Dê carinho de forma igual para ambos.

• Recompense o cão quando ele apresentar o comportamento desejado e não ameaçar o outro animalzinho. Isso fará com que ele entenda que pode esperar somente coisas boas da presença de outros animais ou pessoas.

 

Como agir com pets que rejeitam a ração

https://www.flickr.com/photos/sanjoy/3253247315/
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“Alexandre Rossi, tudo bem? Somos fãs de vocês e está de parabéns pelo seu trabalho que tanto ajuda os animais! Uma cachorrinha que morava na rua, teve os seus filhotinhos no lote de uma vizinha e nós ficamos um deles. É a Nina, nossa alegria. Espoleta tipo a Estopinha. rsrsr Adora dar jump rsrsr O problema que ela não fica querendo comer ração e, às vezes, quando come algo diferente, o pelo fica feio e começa cair. O que pode ser feito para ela acostumar somente com a ração? Muito obrigada e um beijão a todos!” – Alexandra.

“Olá doutor Alexandre, tudo bem? Ótimo. Doutor, tenho uma cadelinha da raça poodle, ela tem uma grande dificuldade para comer, principalmente ração (olha que compro ração boa, pedigree) pois bem, ela é muito ruim para comer a ração desde recém-nascida, quando eu a comprei, gosta muito de frango e carne bovina e outros, há um tempo eu a levei para o veterinário, foi feito alguns exames, não deu nada de mais, ele recomendou que eu desse pra ela, um estimulante de apetite (apevitin), remédio para humano, criança, então, ela toma esse remédio duas vezes por dia, assim, depois de alguns minutos, ela acaba comendo um pouco da ração, muito pouco, e além disso, ela dorme muito durante o dia, mais ama passear, brincar correr, ela não gorda, bem magrinha o pelo deixa ela bem cheia, em casa sem fazer nada só dorme, a região que moramos é muito quente, não sei se tem algo a ver com isso, doutor o que você me diria, como faço para mudar essa situação, fazer com que ela tenha mais interesse na ração dela. desde já muito grato.” – Emanuel Campos, dono da Mel, de 1 ano e 3 meses.

“Liz é uma mini maltês de 3 quilos, saudável, elétrica e brincalhona. muito brava. Chega a me morder quando sou eu quem da banho nela. No pet, ela se comporta melhor. Ultimamente, não come ração de jeito nenhum, mesmo que eu a deixe por dias sem outro alimento. Só come presunto, patezinho de carne (que tenho que dar na boca dela) e carne assada. Quando sai pra passear, late muito e corre, o que faz com que não aproveite o passeio calmamente. Tenho que usar duas coleira porque da peitoral ela escapa. Fico preocupada por essa alimentação errada dela. Sei que a culpa é minha, mas confesso que não lembro como essa situação se desenrolou pra chegar nesse grau. Estou muito aflita. Por favor me ajudem a corrigir os erros e a educá-la.” – Regiani, dona da Liz, de 2 anos e 8 meses.

Por Oliver So, adestrador da equipe Cão Cidadão

Olá, Alexandra, Emanuel e Regiani! Quando um cão não está se alimentando direito ou a sua saúde está sendo prejudicada pela alimentação incorreta, a primeira coisa que devemos fazer é consultar o médico veterinário. Ele avaliará a necessidade de se fazer exames para investigar o que pode estar estragando o apetite do animal. Somente depois que ele descartar ou tratar eventuais problemas na saúde do seu cão é que devemos considerar a parte comportamental.

Um erro muito comum é deixar a ração sempre à disposição. Além de o alimento perder a qualidade, a ração não será um recurso tão valorizado pelo cão, afinal, ele a tem sempre que quiser. Dessa forma, também fica mais difícil saber qual é a quantidade exata ele está comendo por refeição e essa informação é muito importante para controlar o peso dele e, consequentemente, sua qualidade de vida. Por isso, defina com o médico veterinário a quantidade correta, a frequência e o tipo de ração, para criar uma rotina de alimentação correta.

Outro erro frequente é oferecer ao animal outros alimentos além da ração. Se, ao receber a ração, ele recusar e acabar ganhando, entre as refeições, alimentos nossos ou petiscos para cães, ele poderá ficar seletivo, pois sabe que não passará fome e, ao recusar a ração, mais tarde receberá alimentos mais interessantes.

O nosso comportamento durante as refeições dele também pode influenciar na aceitação da ração. Se ficarmos muito insistentes, ele pode se sentir desconfortável. Ou, se ficarmos dando muita atenção quando ele não come, o cão pode acabar sendo reforçado a não comer, por gostar de receber carinho. Deixe-o à vontade para comer, e dê atenção e elogios sempre após o término da refeição.

Algumas considerações finais:
> Mantenha o seu cão ativo no dia a dia: brincadeiras, brinquedos interativos para pegar comida e passeios são exemplos de atividades para estimular o apetite do seu bichinho.
> Você pode acrescentar algo à ração para aumentar o interesse do seu animal. Mas, lembre-se de que isso deve ser temporário, e você deve ir diminuindo a quantidade desse estimulante gradativamente, até ficar apenas a ração para ele comer.
> Além das rações, a alimentação natural é outra opção para alimentar o seu cão. Se tiver interesse, consulte o médico veterinário de sua confiança ou um nutrólogo veterinário, para oferecer uma dieta balanceada para o seu amiguinho peludo.
> Em regiões ou épocas mais quentes, é natural que o cão coma um pouco menos. É uma resposta do corpo para não prejudicar a digestão e ajudar a controlar a temperatura corporal.

Fonte: Portal do Dog

Agressividade por território

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Quando se fala de agressividade em cães, é preciso ter muita atenção. O número de acidentes provocados por esse problema é assustador, pois existem várias raças que podem machucar um ser humano com muita facilidade, por isso, é necessário tratar esse aspecto do animal com extremo cuidado.

A agressividade é transmitida, em parte, pela genética e, por isso, deve-se prestar muita atenção às características do animal antes de adotá-lo. Existem raças mais ou menos agressivas e dentro de cada raça existem cães mais agressivos que outros.

Além disso, alguns outros fatores também podem influenciar esse comportamento, como a criação e o meio ambiente em que o pet vive. Mesmo os filhotes pertencentes a raças que são consideradas agressivas, se tratados e treinados da maneira correta, podem se tornar ótimos cães, que jamais colocarão alguém em risco.

Agressividade por território ou dominância?

A agressividade por territorialismo pode, muitas vezes, ser confundida com a agressividade por dominância, pois ambas manifestam-se da mesma maneira. As duas são causadas por motivos muito parecidos, porém, existem algumas diferenças importantes sobre o comportamento do animal.

No caso da agressividade por dominância, o cachorro sente que não existe um líder dentro da casa, por isso, ele próprio assume essa função. O animal acaba se tornando um pet sem limites, que não suporta ser contrariado e que usa o ataque como forma de defender seu posto. Já os cães territorialistas querem defender um determinado local que consideram deles.

No caso da agressividade por territorialismo, o comportamento se deve a espécie. Os cães são animais naturalmente protetores e defensivos, principalmente de seus territórios e filhotes. Esse tipo de comportamento acontece quando o cachorro sente que o local em que ele acredita ser seu está sendo ameaçado. Nesses casos, o pet pode aceitar, em um momento, a presença de outro cão em seu território, e, logo em seguida, sentir que o outro animal está tentando tomar o seu local, o que pode levar a uma briga entre eles.

Como lidar com a agressividade

• Antes de qualquer coisa, é preciso identificar o tipo de agressividade para só então tratá-la. A ajuda de um profissional, nesses casos, é fundamental, pois ele poderá encontrar a solução correta para a situação.

• Se o seu pet apresentar comportamento agressivo, jamais recompense-o por isso. Cada vez que seu cão utilizar esse tipo de comportamento contra você ou alguém da sua família, faça com que ele seja frustrado.

• Evite qualquer tipo de disputa física ou brincadeiras que deixem o cão muito agitado e estressado.

• Não bata em seu cão e não ameace-o fisicamente, em nenhuma circunstância.

• Seja um bom líder. Conquiste o respeito do animal e jamais use violência para corrigi-lo. Tenha autoridade, mas não abuse dela.

Como ensinar o pet a comunicar suas vontades

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Quando se trata da comunicação com os pets, muitas vezes, gostaríamos de ter a capacidade de conversar com eles, não é mesmo? Principalmente, nos momentos nos quais o animal acaba tendo um comportamento inadequado e, nestes casos, seria muito mais fácil explicar verbalmente para ele que não pode fazer aquilo, do que dar uma “bronca” e esperar que não aconteça novamente.

Além disso, existem as situações em que o animal está pedindo por algo e nós não fazemos ideia do que seja. Será que ele quer passear? Quer um petisco? Está pedindo carinho?

Não existe situação mais frustrante do que não compreender as vontades dos peludos. Mas, felizmente, é possível, sim, ensinar o animal a se comunicar melhor conosco, facilitando a compreensão para ambas as partes.

“Os pets estão sempre aprendendo sinais e tentando se comunicar com as pessoas e seus donos, mas, muitas vezes, não conseguimos parar para observá-los. A melhor maneira de estreitar essa comunicação seria pensar como eles”, explica o adestrador da Cão Cidadão, Tiago Mesquita.

Algumas pessoas acham que o pet pode compreender o que nós esperamos deles sem realizar qualquer tipo de treinamento prévio. No entanto, quando elas não recebem a reação que esperam, ficam frustradas. Para que essa comunicação aconteça sem qualquer problema, é preciso dedicação. “Estudar o comportamento dos pets e fazer exercícios de adestramento ajuda a aprofundar o entrosamento entre o dono e o animal”, comenta Thiago.

Para alcançar esses objetivos, não é necessário que você seja um profissional. Qualquer tutor que demonstre interesse, habilidade e dedicação, consegue treinar seu cachorro de forma a tornar a comunicação o mais fácil possível.

“Naturalmente, os animais nos dão pistas todos os dias de que estão com vontade de fazer alguma coisa. Há aqueles cães que pulam atrás da porta para alcançar sua guia de passeio, também tem aqueles que ficam sentados olhando para um pote de petisco tentando convencer o seu tutor a dar um para ele”, explica o adestrador.

No entanto, esses comportamentos precisam ser capturados pelo tutor. Se o cão começa a latir para o saco de ração toda vez que estiver com fome e o dono prontamente atendê-lo, essa atitude acaba estabelecendo uma comunicação entre os dois. Quando os donos atendem a essas vontades, associando com comandos verbais ou gestuais, os pets tendem a aumentar a frequência do comportamento.

Ensinar e treinar comandos como o senta, deita, fica, junto, não, entre outros, também é uma boa forma de colocar em prática essa comunicação, além de estreitar a relação entre o dono e o pet.

Em alguns casos, é necessário o auxílio de adestradores profissionais. Porém, realizar esses exercícios em casa, ajuda o dono a entender com mais clareza as características do seu bichinho e a encontrar maneiras de chamar a sua atenção, tornando o aprendizado muito mais tranquilo e divertido.

Como em todo treinamento, é importante ter paciência, pois essa comunicação não se torna perfeita da noite para o dia. Exige tempo e muita dedicação, mas no final tudo vale a pena para tornar a convivência com o seu amigão ainda melhor!

O exercício ideal para fazer com o seu cão

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Por Malu Araújo, adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão.

Um levantamento do Kenel Clube de São Paulo — grupo que registra aproximadamente 40 mil cachorros por ano, encomendado pela VEJA SP, apontou as 15 raças de cães mais populares de donos paulistas. Para animar o seu projeto Verão 2016 e, de quebra, fazer companhia para o seu mascote no treino, listamos as melhores atividades físicas para praticar com cada raça. É importante ficar atento aos horários das práticas, pois, com o aumento de temperatura o ideal é treinar até às 10 horas ou depois das 16 horas.

Yorkshire Terrier
“O york tem um temperamento ótimo e consegue, com facilidade, acompanhar a dona em uma aula de Balé, por exemplo”, sugere Malu Araújo, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Buldogue francês
Originário da França, a raça gosta de contato humano, é bem companheira e ativa. Porém, é preciso tomar cuidado com a intensidade dos exercícios, os buldogues franceses têm focinho achatado, o que dificulta a respiração e troca de calor. “Eles são ótimos para uma partida leve de futebol”, recomenda Malu.

Spitz Alemão anão
Também conhecido como Lulu da Pomerânia, é protetor (às vezes invocado), mas consegue acompanhar o dono na prática de Stand Up Paddle (SUP).

Shih-tzu
De porte pequeno e menos agitado, se dá bem com crianças, adultos e idosos. O Shih-tzu pode ser uma ótima companhia de treino para sedentários que querem começar de maneira leve uma caminhada. “Os cães dessa raça podem apresentar uma evolução gradativa em uma caminhada leve com idosos ou sedentários”, indica a adestradora.

Schnauzer miniatura
É uma raça animada e extrovertida. “São ótimos para um passeio de patins ao ar livre”, diz Malu.

Rottweiler
Valente e fiel, os cachorros dessa raça são ótimos cães de guarda e respondem bem a uma corrida de alta intensidade, se tiver condicionamento físico adequado.

Pug
Por conta do focinho achatado, assim como outros cães de porte pequeno, não aguenta exercícios físicos intensos. Mas isso não é desculpa para o sedentarismo. “Eles são bem agitados. O melhor é fazer uma caminhada, mas preste atenção com relação ao horário e a temperatura”, aconselha a consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Maltês
Carente, esses cães não gostam de passar muitas horas sozinho. “Também são ótimos companheiros para praticantes de SUP”, diz Malu.

Lhasa Apso
É companheiro e independente, ótimo para quem pratica ioga em casa.

Labrador Retriever
É dócil e muito agitado. “Os labradores adoram água, então, são ótimas companhias para uma natação, por exemplo”, fala a especialista.

Golden Retriever
Tem o temperamento simpático e obediente e podem ser ótimos para um passeio de bicicleta. “Porém, é preciso tomar cuidado. Usar um adaptador de coleira para a prática vai prenevir acidentes”, aconselha Malu.

Fila Brasileiro
De porte grande, temperamento forte e fiel à família, esses cães podem acompanhar o dono em uma corrida intensa, se tiver condicionamento físico.

Cavalier King Charles Spaniel
São dóceis, tolerantes e pacientes. Primos da raça cocker (caçadores de patos), se dão muito bem em atividades que exijam resistência e agilidade. “Eles adoram água e podem ser uma companhia em uma aula hidroginástica”, diz a profissional.

Buldogue Inglês
“Esses cãezinhos cansam rápido, mas ainda assim são bagunceiros. Mas aguentam uma caminhada leve de 30 minutos, no horário da manhã, por exemplo”, fala Malu.

Border Collie
É um cão de pastoreio, inteligente e que necessita de atividade física frequente. “Com certeza essa raça pode jogar tênis, pois são malucos por bolinha e trabalhos repetitivos”, conclui a consultora comportamental de animais.

Vira-lata
A verdade é que todo cãozinho pode ser o seu melhor amigo! E com os vira-latas não poderia ser diferente, eles são ótimos parceiros. “Por serem uma mistura de raças, é preciso se atentar às características físicas e temperamento dos vira-latas. Os de porte pequeno e focinho curto podem praticar um alongamento. Enquanto os mais agitados podem sair com os tutores para uma trilha ou participar, de alguma forma, de exercícios de circo”, conclui a adestradora.

Fonte: M de Mulher.

Liderança: a importância do respeito e dos bons exemplos

dicas_interna_liderancaQuando se fala sobre treinamento, um dos aspectos mais importante é a questão da liderança. Conquistá-la não é difícil, porém, ser um ótimo líder demanda dedicação, conhecimento e atenção. Quanto maior o laço entre você e o seu cão, maior o respeito e carinho ele sentirá por você e mais fácil será o adestramento.

Seja um bom líder!

Um líder perfeito só passa bons exemplos aos seus subordinados e não exige respeito – o ganha! Para isso, é preciso evitar brincadeiras que incentivem a agressividade, ou criem disputas entre você e o seu cão. Muitas dessas brincadeiras podem deixar o cão ansioso, agitado e receoso, o que pode resultar em disputas de força – se o pet achar que tem condições, pode até partir para o ataque em uma situação em que ele se sinta acuado ou ameaçado.

Para evitar esses conflitos, respeite os limites do seu cão, para que ele possa respeitar os seus e obedecer as regras que você criar. Um bom líder é coerente em suas regras e não precisa usar da violência ou entrar em disputas físicas para conseguir respeito.

Aplicando a liderança no dia a dia

Na hora da diversão, assuma o controle da situação do início ao fim. Use sinais que mostrem ao seu pet que aquilo é uma brincadeira, como, por exemplo, um gesto para convidá-lo a ter aquele momento com você. O objetivo é transformar essas atividades empolgantes em uma forma de exercitar o animal e gastar um pouco da energia acumulada.

As opções são diversas, basta escolher algo que o seu cão goste e que seja interessante para vocês fazerem juntos. Jogar a bolinha e brincar de cabo de guerra são algumas delas, mas preste atenção nas reações do pet: se ele começar a ficar agressivo, rosnar ou a mostrar os dentes e ficar agitado demais, termine a brincadeira na hora.

Por último, se o cão respeitar os limites estabelecidos por você e se comportar, elogie-o. Assim, além de mostrar liderança, dará a ele a recompensa de receber sua atenção, que é o que ele mais gosta!

Fonte: Livro Adestramento Inteligente, de Alexandre Rossi.

Valor da troca

Foto: Bob Haarmans
Foto: Bob Haarmans

Muitas pessoas acreditam que seu cachorro obedecerá a elas e mudará seu comportamento em troca de um simples afago ou de uma palavra carinhosa. Pelo fato de serem muito afetivos, esse agrado é suficiente para alguns cães, levando em conta sua índole e o grande valor que dão para os donos, mas isso não se aplica em todos os casos ou a todas as situações. Por isso, usamos a técnica da troca!

O que é a troca?

A troca é muito importante na hora do treinamento, pois incentiva o animal a mudar o comportamento, simplesmente pelo fato de querer muito que está sendo oferecido a ele. Muitas vezes, o que parece uma troca incrível para você, pode não ser tão interessante para o seu cão e, por isso, é indispensável que você preste muita atenção em tudo o que ele mais gosta: o brinquedo favorito, o petisco que ele mais adora e etc. Na hora do treinamento, essas trocas devem valer a pena para o seu pet, justificando a mudança de atitude pelo prêmio ou recompensa oferecido. Ah, e elas devem ser positivas do ponto de vista do animal, e não do dono!

Como aplicar no treino

Antes de qualquer coisa, é preciso saber que os cachorros estão sempre aprendendo, por isso, não obrigue o animal a obedecer em troca de qualquer coisa. Isso diminui o valor da troca e retarda o treinamento. Quando se der conta de que aquela troca não vale a pena para o seu cão, não insista. Procure outras estratégias e objetos que tenham um valor maior para ele.

Imagine que o seu cão está brincando com outros, a diversão é grande e, de repente, você o chama. Ele responde ao seu chamado imediatamente e, quando chega junto de você, ganha apenas um biscoitinho que ele não vê a mínima graça. Quando isso acontece, o cachorro entende que cometeu um erro, que não deveria ter atendido ao chamado, pois perdeu o tempo de brincar em troca de um petisco sem graça. Isso prejudica o treinamento e diminui as chances de seu cachorro responder aos comandos rapidamente.

Recompensas

Existem inúmeros objetos e atividades que podem ser utilizados, mas as trocas mais eficazes se dão com as coisas que o cão já demonstra grande interesse, como petiscos, passeios, brinquedos ou um passeio de carro.

Petiscos e ração podem ser utilizados como recompensa, principalmente em casos de treinamentos mais intensivos. Algumas pessoas se preocupam em desequilibrar a dieta do cão, mas isso pode ser facilmente evitado se separarmos a ração na quantidade que ele deve comer em cada refeição e usarmos essa porção durante o treino.

Objetos como bolas, kongs, bichinhos e ossinhos costumam deixar o cão muito animado, muito mais do que quando oferecemos um petisco, e devemos tirar vantagem disso para melhorar o desempenho e a rapidez com que ele executa um comando. Lembre-se: a melhor recompensa é sempre o que o seu cão mais deseja naquele momento.

Fonte: livro Adestramento Inteligente, de Alexandre Rossi.

Gatos também podem aprender comandos

Photo credit: taymtaym / Foter.com / CC BY
Photo credit: taymtaym / Foter.com / CC BY

Por Oliver So, adestrador da Cão Cidadão.

Todo mundo já abandonou aquela ideia de que os gatos são independentes e se satisfazem sozinhos, certo? Se não, é bom rever seus conceitos. Os gatos também precisam de interação com as pessoas da casa, entretenimento e estímulos para brincar, se exercitar e ter uma vida saudável. Entre as muitas atividades que podemos proporcionar ao nosso bichano, ensinar comandos é uma bastante interessante e desafiadora.

Os comandos são formas lúdicas de estimular física e mentalmente o seu gatinho, além de melhorar a relação entre você e ele. Dependendo do gato e da situação, alguns comandos podem também ser bastante úteis. Mas, antes de começar a tentar os comandos com ele, é preciso pensar em algumas coisas:

Descubra e separe um petisco que ele tenha muito interesse. Essa será a recompensa dele por ter feito o comando que você pretende que ele execute. Conforme o gatinho for aprendendo, você não vai mais precisar usar sempre esse mesmo petisco.
Tenha paciência e não tente forçar o gatinho a fazer o comando que você quer. Forçar vai tornar a atividade um incômodo, não uma interação prazerosa. Fazer sessões curtas de treino também é importante para que o gato não perca a motivação.
Todos os comandos precisam de repetição para serem bem assimilados pelo animal. Quanto mais ele treinar, melhor vai aprender – respeitando a questão da motivação citada acima.
Primeiro, ensine o comando e, depois que ele já souber fazer, comece a associar com um comando verbal. Começar já falando “Senta”, por exemplo, não vai fazer com que ele entenda.
Seu gato não pode se sentir com medo, ou incomodado pela sua aproximação ou toque. Se você tem um bichinho não sociável ou agressivo em casa, precisará treiná-lo antes de ensinar os comandos para evitar acidentes.
Tenha um marcador de acerto: um clicker, equipamento encontrado em pet shops que emite um estalo, ou faça um estalo com a boca. Se for fazer com a boca, prefira um som que você não faça normalmente no seu cotidiano. Esse estalo vai ter o mesmo significado que um elogio “Muito bem, você acertou!”, porém muito mais rápido e preciso.

Pronto, você já pode começar a treinar o seu gatinho. Vamos usar a indução para ensinar qual comportamento estamos querendo que ele faça. Tente esses comandos básicos:

SENTA

Segure o petisco com os dedos e o posicione um pouco acima do focinho. Devagar, vá levando a sua mão com o petisco para trás, de modo que ele tenha que levantar a cabeça para acompanhar. Essa será a indução para que ele se sente. Assim que ele sentar, faça o estalo com a boca ou clicker para indicar o acerto e libere o petisco como recompensa.

DAR A PATA

Como o gato usa as patas naturalmente para pegar coisas interessantes, vamos aproveitar. Deixe o petisco na palma da mão e a posicione na frente do gato. Se ele tentar pegar com a boca, afaste a mão. Se ele usar a pata para tentar pegar o petisco, faça o estalo assim que ele encostar na sua mão e libere o petisco para ele. Tenha cuidado com as unhas do gato para não se machucar, principalmente se ele estiver muito empolgado com o petisco.

DEITA

A indução é parecida com a do SENTA. Segure o petisco com os dedos e o posicione em frente ao focinho. Devagar, vá levando a sua mão com o petisco para baixo, até encostar no chão. Assim que ele se deitar, basta fazer o estalo e recompensar.

SOBE

Com o seu gato próximo a um móvel ou prateleira, segure o petisco com os dedos e leve a sua mão para cima do objeto que quer que o seu gato suba. Assim que ele subir, faça o estalo e recompense. Ensinar o DESCE é muito parecido, porém, induzindo a descer do objeto.

Entendendo a lógica desses comandos simples, você conseguirá desenvolver seus próprios treinos e comandos com seu bichano. Então, comece agora mesmo a treiná-lo e aproveitar essa atividade divertida e interativa com ele. Bons treinos!

Fonte: Petz

Como ajudar o pet a superar o medo de tosa?

Photo credit: latteda / Foter.com / CC BY
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Por Malu Araújo, adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão.

O cachorro não entende o que é todo aquele barulho produzido pelas máquinas e secadores do petshop, o porquê de tanto manuseio do banhista, que o vira para lá e para cá, a razão de ficar molhado e com cheiro diferente. Por isso, é comum alguns deles terem medo dessa situação! Mas, quem é que não gosta de ter o seu pet cheirosinho? Então, não se preocupe, pois é possível lidar com esse dia sem tanto estresse!

Em casa, onde o pet está mais tranquilo e relaxado, é o melhor local para acostumá-lo com as coisas que envolvem o banho. Faça uma massagem no cão, simulando a parte em que ele é ensaboado e ofereça para ele um petisco bem gostoso. Depois, você pode acostumá-lo ao toque da toalha, fazendo carinho nele e, posteriormente, imitando o movimento de secar.

O secador de cabelo também é importante no processo, então, não deixe para acostumar o pet apenas no dia do banho, quando ele estiver todo molhado. Você pode mantê-lo sempre por perto e, quando for secar o seu cabelo, apontar o jato alguns segundinhos para ele e à distância. Vá se aproximando devagar e aumentando o tempo também. Enquanto você faz isso, dar um petisco para o animal tornará tudo mais fácil e agradável.

A escovação também é muito importante, e não apenas no petshop. A maioria dos cães precisa ser escovada de tempos em tempos, dependendo do tipo de pelo. Da mesma forma que o secador, não deixe para escová-lo inteiro em um único momento. Pegue um pedacinho de petisco, uma fruta ou algo que ele goste bastante e, com uma mão, ofereça para ele, com a outra, você passa a escova devagar. Caso tenha algum nó, não puxe para desembaraçar. Passe a escova com calma até desfazer o nó.

Você não deve tosar seu pet ou cortar as unhas se não tiver conhecimento sobre isso, mas pode usar alguma ferramenta parecida, para acostumá-lo com o som e a aparência dos equipamentos. Faça carinho nele, mexa nas patas, imitando o que o tosador faria para que ele perca o medo e se acostume com a situação.

Tudo que é previsível e faz parte da rotina do cão ou do gato vai deixar o pet mais tranquilo e habituado, melhorando a situação para todos: você, seu bichinho e o tosador!

Fonte: Mercearia do Animal

Dúvida: comandos são importantes no dia a dia com o pet?

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“Bom dia, eu queria saber como faço para ensinar minha cachorra BABI a dar a patinha?” – Antonia, dona da Babi, de cinco meses.

“Olá tenho a seguinte dificuldade com a Fiora, ela tem problemas com limites, tanto para não sair para fora do portão, quanto para não entrar em casa. quando abrimos o portão para entrar com o carro, ela sai e as vezes correndo, quase foi atropelada algumas duas vezes. Agradeceria por dica de como impor limite de espaço. Obrigado.” – Luan Henrique, dono da Fiora, de quatro meses.

“Nosso Jack é um cãozinho muito amoroso e lindo, quando o adotamos tinha três meses e estava um pouco debilitado com bastante carrapatos e vermes, veio de uma ninhada de cinco filhotes, ele era o mais franzino e fraco, todos diziam que ele iria morrer, o levamos à veterinária e tratamos de tudo, vacinamos e o enchemos de carinho, no período das vacinas ele teve um problema na pele que estourou todo seu corpo, (dermatite) ficou muito feio, mas com um tratamento muito sério ficou logo tudo bem. Por causa desse problema demos muito dengo para ele e o deixamos muito à vontade, cometendo alguns “erros”, como por exemplo, subir na cama, no sofá, comer comidas caseiras, quando não queria a ração, hoje estamos tentando corrigir esses erros, pois ele não come ração sem que esteja misturada com arroz e frango ou arroz e carne, não obedece quando pedimos para ele não subir ou descer das camas e do sofá, e olhe que ele tem sua própria caminha, pois não sabemos como lidar com essa situação. Gostaríamos de sua ajuda no sentido de fazer com que nosso cãozinho não suba mais nas camas, no sofá e coma ração, pois esta difícil fazermos isso sozinhos. Sim não posse deixar de relatar que ele é ciumento, mas muito dócil. Agradecemos sua atenção, com todo carinho, família Silva. Ah, não poderia deixar de fazer elogios a linda cadelinha Estopinha, abraços!!!” – Suzanete Nascimento Cunha Silva, dona do Jack, de 1 ano e 10 meses.

Por Laraue Motta, adestradora da equipe Cão Cidadão.

Olá Antônia, Luan e Suzanete! Obrigada por acompanharem o nosso trabalho e por enviarem as dúvidas de vocês! Vamos tentar ajudá-los!
Quando falamos em adestramento, muita gente ainda pensa naquele cão robotizado ou apenas em cães de guarda, que são bastante treinados. A verdade é que o adestramento de animais pode ter vários focos e o mais importante deles para os pets é a educação, para que sejam animais agradáveis e mais fáceis de conviver. O estímulo mental que o treinamento proporciona pode até ajudar a evitar alguns problemas de comportamento causados por tédio, falta de atividade ou de interação com os donos.
Ensinar comandos para o cão é uma atividade divertida, tanto para o animal quanto para o dono. Além disso, quando você propõe um novo aprendizado, o animal se depara com um problema a ser resolvido, em troca de uma recompensa – e essa troca requer atenção, foco e concentração, resultando em um gasto de energia surpreendente. Por isso, ensinar e treinar comandos pode ajudar a deixar um cão mais tranquilo ou até substituir o gasto energético de um passeio, quando for um dia chuvoso e não der para ir pra rua, por exemplo. Lembrando que passeios são importantes e necessários e não devem deixar de acontecer!

Alguns comandos são fáceis de serem ensinados e podem ser muito úteis no dia a dia. Para fazer o cãozinho aprender a dar a pata, por exemplo, o dono deve pegar um petisco na mão, pedir para que ele se sente e, de frente para o cão, fazer com que ele siga, com o focinho, o cheiro do petisco que está na mão, inclinando-a para o lado.

Se você quiser que ele dê a pata direita, estando de frente com ele, incline a mão para a sua direita, o que fará o cão querer pegar o petisco e, ao se inclinar, sairá do eixo de equilíbrio, apoiando a pata na sua mão. No momento em que ele puser a pata em você, recompense-o com o petisco e repita algumas vezes, até que ele já dê a pata quando você oferecer a mão, mesmo sem petisco. Quando isso acontecer, comece a dizer PATA e oferecer a mão em seguida. Esse comando parece muito simples, mas ajudará o cãozinho a desenvolver melhor a sua parte motora e ele passará a usar a patinha com mais facilidade em outras situações.

Que os cãezinhos sabem exatamente o que fazer para manipular seus donos, todo mundo já sabe, não é mesmo? Eles fazem carinha de dó, vão aos pouquinhos dando um jeitinho e quando nos damos conta, já estão fazendo exatamente o que a gente queria que eles não fizessem. Por esse motivo, quando o cão tem certa liberdade que o dono quer cortar, é muito mais difícil que o proprietário seja firme em sua decisão do que o cão aprender a nova regra.

Eles aprendem, mas vão tentar fazer o que antes era permitido, e o dono deve se policiar para que o cão não o vença pelo cansaço. Essa situação é muito comum quando o cão podia subir na cama e no sofá, mas agora não pode mais. Para ajudá-lo a lidar melhor com isso, você pode ensiná-lo os comandos de SOBE e DESCE, para conseguir tirá-lo quando necessário, sem que ele se sinta prejudicado na história. É fácil: com um petisco, você pode induzi-lo a subir na cama jogando um pedacinho em cima e falando SOBE, o cão será recompensado com o petisco que foi jogado na cama.

O mesmo deve ser feito com o DESCE, jogando o petisco no chão e falando DESCE, e o deixando pegar o que foi jogado. Com as repetições, passe apenas a apontar para cama ou chão, e dar o comando. Só após o cão executar, você entrega a recompensa. Com isso, já será mais fácil para que ele entenda alguns limites. Se o cãozinho não puder subir, é interessante ensiná-lo o NÃO e, quando ele já tiver entendido bem o NÃO, ao demonstrar interesse em subir, o dono diz NÃO (de forma firme, não brava) e ele já saberá que não deve fazer. Funcionará melhor ainda se o cãozinho for recompensado pela desistência de subir quando o dono não autorizar.

Para ensinar o NÃO, você pode pegar um petisco, colocar no chão e avisar que não pode pegar. Com a mão, impeça que ele pegue e, quando desistir, recompense-o. Se for um cão muito teimoso, uma borrifadinha de água no focinho pode ajudá-lo a entender que não deve pegar o petisco do chão. Na desistência, recompense-o! Outra dica para que o cão não queira ficar no sofá ou na cama, é ele ter a própria caminha dele bem gostosa! Uma cama em um tamanho correto, macia, atrativa e próxima ao local de convívio com o dono ajudará muito. Deite com o cão na caminha dele, deixe uma camiseta velha com o seu cheiro, incentive-o a brincar e a roer ossinhos nela e a posicione próxima ao sofá ou da sua cama. Uma caminha muito querida pode fazê-lo pensar duas vezes antes de não querer usá-la.

Fugir pelo portão é um problema seríssimo, pois, coloca diretamente em risco a integridade do cão, de pessoas e de outros animais, podendo causar graves acidentes. Em casas onde o cão fica na garagem, é extremamente importante que ele aprenda a sair apenas com autorização e que, independentemente de o portão estar aberto, ele não deve sair sozinho. Para ensiná-lo a não sair, o dono pode treinar com o cão o comando FICA da seguinte forma: com o portão ainda fechado, o cão deve aprender a ficar sentadinho, lá no fundo da garagem, o mais longe do portão possível por algum tempo. O início do treino deve durar poucos segundos.

Coloque o cão sentado, abra a mão como em gesto de “pare” e diga FICA. Recompense-o após um ou dois segundos e, aos poucos, vá aumentando o tempo de permanência. Quando o cão já conseguir esperar um tempinho, vá testando se distanciar aos poucos, e quando se reaproximar, recompense-o, liberando do FICA. Depois de muito treino, os estímulos devem ir aumentando sempre gradativamente e o comando sempre recompensado. Você pode treinar a abrir e fechar o portão, depois deixar um pouco aberto enquanto o cão espera, e depois começar a tirar o carro da garagem e colocar de volta.

É importante treinar situações como alguém correndo na rua, motos passando, outro cão, enfim, o que for estimulante para o cachorro. E sempre, sempre recompensar bastante por ele ter ficado. Esse treino com o portão aberto deve ser feito com o cão em uma guia presa em um ponto fixo, de forma que, se ele tentar sair, não possa escapar. No caso dos cães mais teimosos, o uso de uma bronca ao passar (fugido) pelo portão pode salvar a vida do cão. Nesse caso, não há um comando, mas um treino onde o cão fica preso em um ponto fixo, mas com distância suficiente para passar pelo limite do portão e, no momento exato em que estiver passando para fora, chacoalhar uma lata com barulho ou estourar biribinhas no chão fará o cão levar um susto e ele ficará receoso em passar por ali novamente.

É fundamental mostrar ao cão que, passar pelo portão quando estiver na guia, ao lado do dono, não tem problema, mas, sozinho, ele não deve passar nunca. Outro treino interessante nessa situação é criar um comando que o cão entenda que deve se afastar na direção oposta sempre que o portão se abre. Quando for abrir o portão, use algum comando como PARA TRÁS e jogue um petisco na direção oposta, abra e feche o portão quando o cão estiver longe e, ao fechar, chame-o para próximo do portão. Ele deve entender que, se o portão estiver abrindo, deve se afastar e, quando estiver fechado, pode estar mais perto. Todos os treinos em que o cão tiver acesso direto à rua devem ser feitos com a segurança de uma guia presa em um ponto fixo!

Fonte: Portal do Dog.