Adestramento Inteligente: tudo sobre a metodologia criada por Alexandre Rossi

Adestramento Inteligente: tudo sobre a metodologia criada por Alexandre Rossi

Ter um animal de estimação é muito bom! Mas, alguns problemas de comportamento podem transformar uma linda relação de amor em um pesadelo. Por isso, é muito importante educar os bichinhos para que nossa relação com eles seja sempre harmoniosa e positiva.

Nos adestramentos realizados pela Cão Cidadão, nós utilizamos o método Adestramento Inteligente e neste artigo você vai entender tudo sobre essa metodologia.

O que é Adestramento Inteligente

O Adestramento Inteligente é um método para educar animais baseado no reforço positivo de comportamentos desejados. Com esse método, sempre que o bichinho realizar uma ação correta ou esperada ele será recompensado.

Essa metodologia traz benefícios tanto para o aprendizado dos animais, quanto para os tutores dos bichinhos, que aprendem a lidar com os pets de uma maneira mais calma e clara, gerando resultados cada vez mais positivos.

Como surgiu a metodologia de Adestramento Inteligente?

O Adestramento Inteligente é uma metodologia desenvolvida pelo Alexandre Rossi. Formado em Zootecnia pela Universidade de São Paulo (USP) e graduando de Medicina Veterinária, possui especialização em Comportamento Animal e obteve o primeiro título de especialista na área na Universidade de Queensland (Austrália), em 1997.

Alexandre começou a se interessar por comportamento animal aos seis anos, observando seus peixes no aquário. Nessa época, ele ensinou os peixes a fazerem alguns truques, como passar por argolas e a tocar pequenos sinos na hora de comer. Mais tarde, esses treinamentos se estenderam a coelhos, hamsters e a bichos de estimação de amigos.

Após se especializar na área, Alexandre Rossi trabalhou e desenvolveu pesquisas em zoológicos de diversos países, adquirindo experiência no adestramento das mais variadas espécies de animais.

No Kruger Park, na África do Sul, por exemplo, ele participou de pesquisas e projetos de reabilitação de animais selvagens com o objetivo de ajudá-los a retomar à natureza.

Na Austrália, ele trabalhou sociabilizando cangurus e outros animais que viviam em parques e apresentavam comportamento agressivo com relação a humanos.

Foi em razão dessas experiências que ele acabou desenvolvendo o método Adestramento Inteligente, ao treinar cães pastores de ovelhas que, além de cuidar do rebanho, exerciam diversas atividades longe de seus tutores durante jornadas exaustivas de trabalho.

Hoje, Alexandre Rossi leciona técnicas contemporâneas de adestramento e participa frequentemente como palestrante em eventos reconhecidos na área. Ele também é o fundador da Cão Cidadão.

Quais animais podem ser adestrados com esse método?

Qualquer animal pode ser educado pelo Adestramento Inteligente, como gatos, papagaios, peixes etc. Utilizando a metodologia, é possível, por exemplo, ensinar gatos obedecerem a comandos, papagaios a não bicarem pessoas, e peixes a realizarem pequenos malabarismos.

O especialista, Alexandre Rossi, já utilizou o Adestramento Inteligente para educar até mesmo porcos, elefantes e girafas!

Seja qual for a espécie, o importante é que o adestrador busque entender os instintos e comportamentos do animal para que possa agir da melhor maneira possível a fim de melhorar a comunicação com os humanos e, assim, ensiná-los formas de conviver melhor com seus tutores e em sociedade.

Por que adotar o método Adestramento Inteligente?

Muito mais do que ensinar um animal de estimação a realizar alguns truques, o adestramento tem o objetivo de integrar o bichinho da melhor maneira possível na sociedade e oferecer a ele – e ao seu tutor – melhor qualidade de vida e de relacionamento.

Ao aprender a respeitar a autoridade de seu tutor e o que pode ou não fazer, o animal passa a ter uma convivência muito melhor com a sua família, evitando aborrecimentos e frustrações. Com isso, o bichinho tem a oportunidade de ficar mais tempo perto de seus tutores, recebendo atenção e carinho, que é tudo o que eles querem.

Por outro lado, os tutores dos animais também começam a entender melhor o comportamento de seus bichos, seus instintos, e passam a respeitar mais as características próprias do pet.

Com essa relação de respeito mútuo, a convivência se torna mais harmônica e o laço afetivo entre o animal e os humanos fica mais forte.

Quando optar pelo método Adestramento Inteligente?

Os animais de estimação podem ser ensinados desde o primeiro momento que eles chegam à casa dos tutores. E, quanto antes você começar a adestrá-lo, mais fácil será esse processo, pois os filhotes aprendem tudo com mais rapidez e facilidade.

Existem outros tipos de adestramento?

Sim, existem vários tipos de adestramento de animais. Alguns dos mais conhecidos são:

Adestramento tradicional de cachorros:

O objetivo dessa modalidade de treinamento é reforçar a figura do tutor do animal como a autoridade na relação.

Nesse tipo de adestramento, não são utilizadas recompensas para comportamentos positivos, mas repreensões para que o animal entenda que o líder da matilha é o seu tutor. Demonstrações de afeto só ocorrem quando o pet já apresenta uma postura calma e submissa.

Treinamento de agilidade

Também conhecido como agility, esse treinamento é voltado para treinar cães para competições de agilidade, onde o animal tem que passar por vários obstáculos no menor tempo possível.

A vantagem de adestrar seu cão nessa categoria é que ele gasta bastante energia e se diverte bastante nos treinos. Isso pode fazer com que ele abandone hábitos ruins que tenha desenvolvido por ficar entediado.

Adestramento para cães de guarda

Nessa modalidade de treinamento, o cachorro é ensinado a atacar segundo o comando de seu tutor. É muito importante que os responsáveis pelo cão participem do treinamento para que possam controlar o animal em casa.

Como aplicar o método Adestramento Inteligente

Como já dissemos, o Adestramento Inteligente se baseia no reforço positivo do comportamento do animal. Portanto, sempre que seu animal realizar uma ação da forma como deseja, ele será recompensado.

E o que pode ser considerada uma recompensa? Isso varia muito de animal para animal e de acordo com as situações, mas geralmente são elogios, carinho, brinquedo, petiscos e passeios.

Nenhum tipo de violência é admitido durante o Adestramento Inteligente, nem mesmo quando o animal age de forma indesejada. Ações repreensivas não resolvem o comportamento negativo e podem fazer com que o animal desenvolva uma personalidade agressiva. As recompensas, ao contrário, estimulam o aprendizado, deixam o pet mais feliz e geram uma relação de afeto com o tutor.

Quando o animal tiver um comportamento indesejado, você deve repreender imediatamente, mas sem agredi-lo ou assustá-lo. Falar um “não” firme ou utilizar um objeto que faça barulho quando ele estiver fazendo algo errado, ignorar o animal quando ele começar a se exceder em alguma brincadeira ou então aplicar uma substância com gosto amargo no pé do sofá para que ele não roa, são exemplos de como repreender o bichinho sem agredi-lo.

Um dos fundamentos do Adestramento Inteligente é a paciência. Ser paciente é fundamental para o sucesso do treinamento, pois para que o animal aprenda um truque, como agir ou o que não fazer, você precisará repetir várias vezes a ação e dar a recompensa (ou repreender o comportamento).

Quem deve aplicar o método?

Com um pouco de conhecimento sobre o comportamento animal e a metodologia de Adestramento Inteligente, qualquer pessoa pode treinar um bichinho. Entretanto, o ideal é adestrar o animal com profissionais especializados que tenham uma ampla experiência, desta forma os resultados tendem a ser mais positivos e duradouros.

Por isso, recomendamos sempre que os interessados em adestrar seus animais busquem adestradores qualificados, com boas referências e experiência comprovada na área.

Quanto tempo leva para o cachorro ser adestrado?

Para definir por quanto tempo um animal precisa ser adestrado, uma série de fatores precisam ser avaliados por um especialista. O tempo para que o cão seja bem treinado varia muito de caso a caso. Por isso, agende uma visita gratuita, converse com um de nossos adestradores e saiba mais sobre nosso método e planos.

Quanto custa adestrar um cachorro?

Adestrar seu cachorro pode ser considerado um investimento. Além de você evitar comportamentos negativos (como medo excessivo ou agressividade) que podem resultar em danos físicos tanto para sua família quanto para o animal, um pet bem treinado também causa menos prejuízos em sua casa. Isso porque, ele aprenderá, desde pequeno, que não pode fazer xixi fora do lugar, roer móveis ou estraçalhar outros objetos que não sejam os seus brinquedos.

Na Cão Cidadão, o serviço de adestramento é cobrado por aula, de 40 minutos cada, independentemente do número de cachorros a serem treinados. Nossos planos têm custo a partir de R$ 93 por aula. Para mais detalhes, clique aqui.

Como escolher a melhor opção de adestramento para o meu animal?

Para que você e seu animal tenham a melhor experiência possível no processo de adestramento, alguns pontos devem ser observados antes de contratar esse serviço:

Referências do profissional

Antes de contratar um adestrador, se informe sobre esse profissional e busque referências. Procure saber se ele possui formação na área, quantos anos de experiência ele já tem, se ele está atualizado em relação às técnicas mais modernas de treinamento etc.

Método a ser utilizado no adestramento

Existem diversos métodos para o adestramento de animais. Procure saber qual é o utilizado pelo profissional que você deseja contratar e avalie se será confortável para você e seu bichinho.

Participação do tutor nos treinamentos

A participação do tutor durante o processo de treinamento do animal é muito importante, afinal, desenvolver uma boa relação entre o bichinho e seu tutor é um dos objetivos do adestramento. O profissional deve ensinar o responsável a como educar o pet e incentivá-lo a reconhecer a sua liderança. Dessa forma, estimulará a criação de laços de afeto e respeito que durarão por toda a vida.

Além disso, o responsável pelo animal e deve supervisionar o trabalho feito pelo adestrador para garantir que ele está sendo tratado de forma adequada.

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É possível adestrar mais de um cachorro ao mesmo tempo?

É possível adestrar mais de um cachorro ao mesmo tempo?

Você tem dois ou mais cachorros e deseja adestrá-los mas não sabe o que fazer ou por qual deles começar? Que tal treiná-los ao mesmo tempo? Considera uma missão impossível? Mas não é.

Assim como para adestrar um cão, ao treinar dois você precisará de tempo, dedicação e paciência. A diferença é que você precisará entender que cada cão é um indivíduo e, por isso, é preciso trabalhar cada um entendendo sua personalidade. Porém, com algumas dicas, educar seus dois bichinhos ao mesmo tempo pode ser mais simples do que você imagina.

Entenda as especificidades de cada cão

Antes de começar o adestramento – e até mesmo durante o processo – entenda e reconheça a personalidade de cada um. Tente identificar o que cada um gosta, o que os incomoda, quais são os comportamentos negativos e positivos que cada um apresenta, se um é mais agitado que o outro etc. Observe também as semelhanças comportamentais que eles apresentam.

Com base nessa observação ficará mais fácil saber o que você poderá usar para ajudar durante o treinamento e o que evitar. Por exemplo, se os dois cães adoram um determinado petisco, use-o para recompensar comportamentos positivos. Se um deles não gosta de barulhos muito alto, esse pode ser o seu jeito de repreender o comportamento negativo desse animal, mas talvez você precise encontrar outra forma para inibir o do outro animal. Se eles ficam mais bem comportados depois de passear, escolha esses horários para realizar o adestramento.

Acostume os cachorros a conviverem de forma harmoniosa

Você, sua família e seus animais de estimação são um grupo e os cães precisam entender que você é o líder e que eles devem ter uma boa relação, de carinho e respeito, todo mundo – inclusive entre eles.

Acostume e eduque seus cachorros para que eles interajam de forma civilizada entre eles, sem brigas. Se eles forem filhotes, é mais fácil se acostumarem a viver juntos. Se forem adultos, é importante apresentar os animais uns aos outros com calma e paciência, para evitar problemas.

Se eles já se dão bem, faça as atividades diárias com eles juntos, como passear, brincar, alimentar, escovar, etc. Assim, eles estarão acostumados a estar com você e dividir sua atenção sempre e isso pode ajudar no processo de adestramento em conjunto.

Ensine os comportamentos adequados e comandos aos cães ao mesmo tempo

Com os cães já acostumados a viverem juntos e a dividirem sua atenção, você pode começar o adestramento dos dois ao mesmo tempo. Pense como se você fosse o professor e estivesse dando aula para uma turma.

Com dos cães calmos e prestando atenção em você, ensine um comando e sempre que seu cão fizer o que você deseja recompense o comportamento com um petisco e carinho. Faça com que cada um repita a ação desejada e recompense individualmente.

O bom de treinar os cachorros ao mesmo tempo é que um serve de exemplo para o outro. Assim, se um cão aprender mais rápido que o outro, as chances de o companheiro repetir o comportamento desejado é grande.

Se um dos animais tiver um comportamento indesejado, você pode repreendê-lo, mas evite ficar acariciando muito o outro cachorro nesse momento para não gerar ciúmes ou rivalidade. Ou seja, se deu bronca em um, não dê atenção excessiva para o outro.

Caso você tenha dificuldades para ensinar seus cachorros, você pode contar com a ajuda de um profissional. Na Cão Cidadão, o valor do adestramento é calculado por aula, independente da quantidade de alunos. Agende uma visita gratuita e saiba mais sobre nossa metodologia.

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Como acalmar cachorros com medo de fogos de artifício?

Em épocas festivas é muito comum o uso de fogos e rojões durante comemorações. Porém, alguns cachorros mais sensíveis e medrosos acabam se estressando muito nessas situações, e em alguns casos, o pânico é tão grande que, ao tentarem se proteger, os bichinhos podem se machucar, fugir ou até mesmo terem sérios problemas de saúde.

Para evitar esse tipo de problema, algumas dicas podem ajudar seu cãozinho a passar por esse período de uma forma muito mais tranquila.

Por que eles têm medo de fogos de artifício e rojões?
Cães têm a audição muito mais sensível que a de humanos e barulhos muito altos costumam incomodá-los.

Além disso, para eles, sons altos podem significar perigo. Estrondos, como os de um rojão ou fogos, passam a ideia de que algo grande se aproxima. Na natureza, sons desse tipo podem representar uma árvore caindo, uma tempestade muito forte se aproximando ou até mesmo um desmoronamento. Faz parte do instinto de sobrevivência do animal fugir ou se esconder quando ouvem esses barulhos, pois, assim, eles teriam mais chances de sobreviver caso algum desastre acontecesse.

O que fazer para diminuir esse medo nos cachorros?

1. Sociabilização e dessensibilização

Em primeiro lugar, devemos lembrar da importância de realizar uma boa sociabilização dos filhotes para que eles não cresçam com medo de pessoas, outros animais, barulhos ou situações do dia a dia.

Mas, se o seu cachorro já não é mais filhotinho e ele tem muito medo de fogos de artifício, rojões ou outros sons, você também pode treiná-lo para que, aos poucos, ele se acostume com esse tipo de barulho. Para isso, você irá precisar de um gravação do ruído que causa medo no cão para realizar a dessensibilização.

Em um dia tranquilo, com o cachorro bem relaxado e calmo, coloque o som do barulho do qual seu bichinho tem medo para tocar, em volume baixo, e brinque com ele normalmente, faça bastante carinho, dê petiscos. Com o tempo, vá aumentando o volume devagar e continue agradando o e mostrando que aquele barulho não representa perigo nenhum.

É muito importante respeitar sempre o limite do animal. Caso ele se assuste, volte a abaixar o volume e comece de novo.

Caso sinta necessidade, você pode contratar um adestrador profissional para lhe ajudar com esse treinamento.

2. Prepare um espaço seguro para o cachorro

Se o seu cachorro já procura um lugar específico em sua casa para se abrigar quando está com medo, permita que ele fique lá enquanto tiver barulho de fogos e rojões. Um ambiente associado a uma pessoa que ele tem mais afinidade, que tenha bastante o cheiro das pessoas da casa, também pode ajudá-lo a se sentir mais seguro.

Crie um espaço no qual ele possa ficar tranquilo, com janelas e portas fechadas para minimizar o som externo e impedir que o cãozinho fuja para a rua. Você pode, ainda, colocar uma música ou deixar a TV ligada para mascarar ainda mais os ruídos que o assustam.

É importe que quando sabemos que haverá barulhos que podem assustar o bichinho, que eles fiquem de coleira com identificação. Assim, caso ele escape de sua casa por estar assustado, ficará mais fácil dele ser localizado e levado de volta para você.

3. Mude a sua reação

Quando seu cachorro ouvir um barulho que o assuste, ao invés de se abaixar e ficar preocupado com ele, mude a sua reação. Esse comportamento aflito passa para o seu cão a sensação de que você também está com medo do barulho e isso pode piorar a situação.

Ao invés disso, tente mostrar que está tudo bem. Comemore o barulho com ele, faça carinho, jogue uma bolinha para ele, dê um petisco. Com isso, aos poucos ele passará a associar o barulho que o assustava com uma situação mais prazerosa.

4. Procure um veterinário

Em alguns casos, o medo de fogos de artifício é tão grande que o cachorro baba, treme, fica extremamente agitado, podendo se colocar em risco e até mesmo desenvolver algum tipo de doença. Nesses casos, é possível utilizar uma medicação para acalmar o animal durante os períodos nos quais ele ficará exposto aos sons que tem medo.

Entretanto, somente um veterinário é capaz de avaliar a necessidade e prescrever algum medicamento para esse fim. Nunca dê remédios aos cachorros sem a prescrição médica.

Além disso, caso seu veterinário considere melhor que o seu cãozinho tome medicação para se acalmar, é preciso testar o efeito do remédio antes do dia no qual o cachorro ficará exposto aos fogos e rojões. Dessa forma é possível avaliar sua reação e evitar complicações inesperadas na hora da utilização.

Seguindo essas dicas com certeza você e seu amiguinho poderão curtir as comemorações muito mais tranquilos e sossegados.

Se você seguiu estas orientações e ainda assim o pet não melhorou, procure a ajuda de um especialista em comportamento animal para minimizar o estresse do seu bichinho. Fale conosco!

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5 coisas que você precisa saber sobre cachorros filhotes

5 coisas que você precisa saber sobre cachorros filhotes

 

Depois de pensar muito sobre o assunto e sonhar com esse dia, finalmente você e o seu filhote de cachorro estão em casa. Com certeza você e sua família esperam vivenciar momentos felizes e agradáveis na companhia do cãozinho.

Mas, para que esse sonho não se torne um pesadelo, é importante que você se informe sobre algumas características e cuidados básicos que precisará ter com o filhote. Neste artigo a gente te conta 5 coisas que você precisa saber sobre seu novo amiguinho.

1. Cada raça tem características comportamentais e necessidades distintas

Você sabe quais são as características comportamentais e necessidades específicas da raça do seu filhote? Se você ainda não pesquisou sobre esse assunto, o momento é agora. Entenda o que você deve esperar do seu cachorro e prepare-se para não ter problemas futuros.

Se a raça do seu filhote é mais agitada, já crie uma estratégia para que ele possa gastar energia durante passeios e brincadeiras, por exemplo. Por outro lado, se for uma raça que tem tendência ao sedentarismo e obesidade, já comece a pensar em formas de incentivar seu filhote a sempre se exercitar. Dessa forma você evita problemas comportamentais e até mesmo de saúde no futuro.

2. Não há idade mínima para começar a adestrar um cachorro

Muitas pessoas ainda acreditam que é preciso esperar o cachorrinho chegar a uma certa idade para começar a adestrá-lo, mas isso é um mito. Filhotes podem ser ensinados desde o primeiro dia que chegam a sua casa.

Começar o treinamento desde cedo é importante para que o animalzinho não desenvolva hábitos indesejados, como fazer xixi fora do lugar adequado ou morder objetos e móveis da casa. Ensinar um filhote de cachorro é fácil, só requer um pouco de tempo e paciência. O momento dedicado à educação do filhote é uma ótima oportunidade para criar uma relação de afeto e confiança entre o animal e o seu dono.

Assista agora algumas dicas de como começar a treinar seu cachorro em casa. Caso sinta a necessidade, você pode contratar um especialista em adestramento para te ajudar nessa missão.

Passo a passo para educar filhotes de cães

3. Cuidados com a saúde do pet desde pequeno são essenciais

Nenhum animalzinho está livre do risco de ter algum problema de saúde. Porém, muitas doenças podem ser evitadas com cuidados básicos com a saúde do animal. Com os filhotes, é importante vaciná-los corretamente e manter um ambiente limpo, seguro e livre de pulgas e carrapatos.

Durante os três primeiros meses de vida, período em que ele deve tomar as vacinas recomendadas, você pode levar o filhote para passear no colo ou em um carrinho, e deve evitar que ele entre em contato com animais que você não conhece. Por ele não estar totalmente imune, os riscos dele contrair uma doença é muito alto. No entanto esta também é uma fase muito importante, assunto do próximo tópico.

4. Sociabilizar o filhote é importante

Não tem jeito. Para que seu cachorro não seja reativo e tenha medo de objetos e situações comuns do dia a dia, é preciso sociabilizar o filhote desde de cedo.

Dos zero aos três meses de idade é a fase em que o cãozinho está mais aberto a novas experiências. Por isso, devemos aproveitar esse período para apresentá-lo ao maior tipo diferente de pessoas, objetos, barulhos e situações diferentes. Essas interações devem ser feitas de maneira agradável, de maneira que o animalzinho se sinta seguro. Forçar o cachorro a uma situação desagradável para ele pode gerar traumas. Por isso, tenha paciência e deixe ele interagir com situações, pessoas e objetos novos no tempo dele. Veja aqui dicas de como socializar o filhote em diversas situações.

5. Filhotes reconhecem (ou não) a liderança do dono desde cedo

Na natureza, cachorros são seres sociais, que vivem em matilhas e precisam fazer parte de um grupo equilibrado, com um líder definido para seguir.

Em casa, o grupo do seu cachorro é você e sua família. Caso ele não reconheça alguém da casa como seu líder, ele certamente irá tentar dominar o ambiente e as situações. Isso pode gerar problemas de comportamento e até mesmo agressividade.

Por isso, é importante que seu filhote reconheça seu dono como um líder. Assim, ele irá respeitar e entender os limites impostos e se tornará mais obediente e dócil na vida adulta.

Adestrar o cachorro desde pequeno, com carinho e recompensando bons comportamentos, é uma ótima forma de desenvolver essa relação com o animal. Desse jeito você criará uma ligação com seu bichinho baseada no afeto, confiança e respeito que irá durar por toda a vida.

Se você quiser saber mais sobre como educar o seu filhote, conheça o curso online ministrado pelo Alexandre Rossi: Passo a passo para educar filhotes de cães.

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O que considerar ao escolher um serviço de adestramento?

O que considerar ao escolher um serviço de adestramento?

Muito mais do que ensinar um animal de estimação a realizar alguns truques, o adestramento tem o objetivo de integrar o bichinho da melhor maneira possível na sociedade e oferecer a ele – e ao seu dono – melhor qualidade de vida e de relacionamento.

Por isso, é muito importante escolher bem o profissional que irá adestrar seu pet. Confira, a seguir, alguns pontos que devem ser observados antes de contratar um serviço de adestramento.

Referências do profissional

Antes de contratar um adestrador, se informe sobre esse profissional e busque referências. Procure saber se ele possui formação na área, quantos anos de experiência ele já tem, se ele está atualizado em relação às técnicas mais modernas de treinamento, etc.

Converse também com outros tutores que já contrataram o serviço desse profissional para saber o que eles acharam da experiência, se foi satisfatória para o animal e seu dono.

Observe também a interação entre o seu animal e o adestrador. Um parece gostar do outro? O adestrador demonstra ter carinho pelos animais e paciência?

Avaliar todos esses pontos antes da contratação do serviço podem evitar muitas frustrações e dores de cabeça no futuro.

Método a ser utilizado no adestramento

Existem diversos métodos para o adestramento de animais. Procure saber qual é o utilizado pelo profissional que você deseja contratar e avalie se será confortável para você e seu bichinho.

Um dos métodos mais conhecidos (e eficientes) é o reforço positivo. Com essa metodologia, cada vez que o animal executa uma ação de forma correta ele recebe uma recompensa – carinho, petisco, elogios etc.

Na Cão Cidadão, utilizamos o método adestramento inteligente, que se baseia no reforço positivo para educar o pet, mas, por ser dinâmico, outras técnicas podem ser inseridas no processo de ensino para obter melhores resultados.

Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui.

Participação do dono nos treinamentos

A participação do dono durante o processo de treinamento do animal é muito importante, afinal, desenvolver uma boa relação entre o bichinho e seu proprietário é um dos objetivos do adestramento. O profissional deve ensinar o dono como educar o pet e incentivar o animal a reconhecer a liderança de seu tutor. Dessa forma, estimulará a criação de laços de afeto e respeito que durarão por toda a vida.

Além disso, o dono é responsável pelo animal e deve supervisionar o trabalho feito pelo adestrador para garantir que ele está sendo tratado de forma adequada.

Melhora no comportamento do animal

Um bom processo educativo de um animal leva tempo, não acontece da noite para o dia. Porém, é preciso que o dono observe se há melhoras no comportamento do animal e avalie se o trabalho do adestrador tem gerado o resultado esperado. Caso contrário, o proprietário pode conversar com o profissional sobre uma possível tentativa de mudança nas técnicas e estratégias utilizadas para o adestramento ou até mesmo considerar a troca do adestrador.

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Qual o melhor momento para adestrar um filhote de cachorro?

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Eles são fofos, alegres e muito brincalhões. Filhotes sempre trazem alegria por onde passam. Porém, algumas vezes, essa felicidade pode ser substituída por frustração quando o cãozinho passa a apresentar alguns comportamentos indesejados. A boa notícia é que essa situação pode ser corrigida com a ajuda do adestramento.

É comum surgirem muitas dúvidas sobre esse assunto, principalmente relacionada aos filhotes. Qual o melhor momento para adestrar um cachorro? É preciso esperar uma idade certa ou é melhor começar o quanto antes? Essas e outras perguntas serão respondidas a seguir.

Quando começar a adestrar um filhote de cachorro?

Apesar de muitas pessoas acreditarem que é preciso esperar o filhote atingir uma certa idade para começar a treiná-lo, a verdade é que animais de estimação podem ser ensinados desde o primeiro momento que eles chegam à casa dos donos. E, quanto antes você começar a adestrá-lo, mais fácil será esse processo, pois os filhotes – assim como as crianças – são como esponjas e aprendem tudo com mais rapidez e facilidade.

Enquanto o cãozinho não tomar todas as vacinas necessárias, você pode começar a ensinar comandos e noções básicas de bom comportamento em sua própria casa, usando o método de adestramento inteligente, com reforços positivos, utilizado pela Cão Cidadão. Assim, já é possível evitar que o animal faça xixi fora do lugar, morda objetos não apropriados e faça pequenos truques. Depois de realizar a vacinação adequada, o cachorro pode ser levado para outros locais para aprimorar sua aprendizagem e conviver com outros animais.

A vacinação de filhotes pode gerar muitas dúvidas. Conheça a série de vídeos do Alexandre Rossi sobre o assunto:

Vantagens de adestrar seu cão desde filhote

Começar a educar os animais ainda filhotes tem diversas vantagens. Além deles aprenderem mais rapidamente, no começo da vida os cãezinhos ainda são como um folha de papel em branco, pois não criaram manias e hábitos indesejados. Com isso, é mais fácil ensiná-los a se comportarem da melhor forma para conviver harmonicamente com você e sua família.

Além disso, quando o adestramento se inicia desde cedo, o cachorro passa a aceitar mais facilmente a liderança total de seu dono, evitando que no futuro ele se torne um animal muito dominante, com tendências à agressividade.

A falta de coordenação motora dos filhotes também facilita na hora de aprender alguns truques. Como ainda têm dificuldade de andar para trás, por exemplo, sempre que colocamos um petisco acima de sua cabeça ele tende a se sentar para conseguir olhar para cima. Ao recompensá-lo nesse momento, ele irá começar a aprender a repetir essa ação quando solicitado.

Por último, mas não menos importante, quando você realiza o treinamento de seu cão desde as primeiras semanas de vida, cria-se um forte laço de afeto e carinho com o animal. E essa é a melhor forma de começar uma relação que deverá durar por muitos e muitos anos.

E então, pronto para começar a adestrar seu novo amigo? Se precisar de ajuda durante este processo, a Cão Cidadão conta com uma equipe especializada em adestramento de animais, que atende em domicílio. Agende uma visita gratuita e conheça mais sobre nossa metodologia.

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Minha cadela está grávida, e agora?

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Por Nathália Camillo, adestradora e franqueada Cão Cidadão

Não há dúvidas de que todos os nossos pets merecem ser cercados de carinho e atenção! E quando descobrimos que nossa cadelinha está grávida, esse carinho e atenção devem ser redobrados.

Assim como nós, humanos, os cachorros também apresentam alterações hormonais durante a gravidez que podem influenciar em seu comportamento durante o período e até mesmo depois do nascimento dos filhotes.

Uma cadela que se encontra grávida pode ficar mais calma, mais agitada ou até mesmo mais agressiva, por tanto, é preciso ter paciência e saber como lidar com cada situação.

Para garantirmos uma gestação tranquila e saudável, devemos nos preocupar principalmente com o bem-estar e saúde das nossas futuras mamães, deixando-as sempre confortáveis e felizes.

Os passeios e brincadeiras continuam sendo indispensáveis nesta época, para distrair um pouco e exercitar os músculos, além de ajudarem a evitar o estresse das cadelas prenhas. Porém, os passeios devem ser mais curtos e em horários em que o sol não esteja quente. As brincadeiras podem ser feitas tanto dentro quanto fora de casa.

É importante também o acompanhamento de um veterinário durante todo o período gestacional, para verificar não só a nutrição e a saúde da mamãe, mas também o desenvolvimento dos filhotes.

Quando estiver próximo ao período do parto, podemos preparar um local para que sua cadelinha possa ter seus filhotes com todo o conforto. Então, você pode escolher um lugarzinho mais escondido, onde não faça frio e não haja tanta circulação de pessoas ou animais. Ali, ela vai se sentir mais segura. Depois de escolher o local, monte uma caminha ou “ninho” para ela ali, com cobertores e almofadinhas para ela se deitar e ficar quentinha junto aos filhotes.

A gravidez, por si só, já altera o estado normal do cachorro, tendendo a deixá-los mais desconfortáveis, portanto, todos esses cuidados vão ajudar a sua cadelinha a ter uma gestação menos estressada e mais tranquila, para que a chegada dos filhotes seja algo natural e prazeroso para toda a família!

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5 dicas para saber lidar com agressividade

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Por Thalita Galizia, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Antes de falarmos sobre os tipos de agressividade, precisamos entender o que ela significa.

Para a maioria das espécies, o comportamento agressivo torna-se fundamental para a sobrevivência. Esse tipo de comportamento é, em parte, inato, podendo surgir em algumas situações ou fases da vida, como para defender seu território, filhotes, comida ou até mesmo sua posição hierárquica.

Cães machos, principalmente no período de sua puberdade, podem começar a brigar com outros cães do mesmo sexo. Os filhotes também podem se tornar agressivos ao disputarem o leite da mãe.

A agressividade pode ser dividida em classes, sendo elas territorial, possessiva, por medo ou por dominância.

Territorial      

Os cães são animais que naturalmente protegem e defendem o seu habitat e seus filhotes ou quem vivenele.

Esse tipo de comportamento pode ocorrer se o cão sentir que alguma ameaça ronda o território dele.

Para que ele não fique agressivo, sempre faça associação positiva com algo que o seu cão goste muito, podendo ser um petisco, um brinquedo.

Toda vez que alguém ou algum outro animal estiver no território do seu pet, recompense-o pelo bom comportamento.

Agressividade por dominância

Quando o cão tem muita liberdade e nenhum limite, há possibilidade dele se colocar como líder.

O cão quando assume essa função, passa a mandar em seus donos, não lidando bem com frustrações e tendo reações agressivas quando contrariado. Ele pode rosnar quando estiver com algo na boca, ou quando o dono pedir que ele desça de um sofá ou cama por exemplo.

A melhor maneira de  lidar com esse comportamento é ter atitudes de liderança e postura. Isso não significa bater no cachorro para ele “aprender” qual é o lugar dele, mas sim colocar em prática alguns exercícios.

Por exemplo, quando você for sair com ele para passear, ensine-o a sentar e a esperar que você abra a porta e passe primeiro, para depois ele sair.

Agressividade por posse

Sempre que alguém chega, o cão defende seus brinquedos, caminha ou até mesmo sua comida pode ser que ele tenha associado a presença de uma pessoa com perda, por exemplo, se o dono chega perto e o cão está comendo e rosna, ao tirar a comida para evitar que o cão  fique mais agressivo, o dono só estará reforçando negativamente e confirmando que o cão estava certo: toda vez que alguém chega, ele perde algo.

A maneira mais eficaz de lidar com essa situação é mostrar que não é uma competição, ao se aproximar da comida, por exemplo, caso ele não tenha tido nenhuma atitude agressiva, jogue um petisco. Aos poucos, seu pet vai aprender que a aproximação das pessoas deixa a comida dele mais gostosa.

Agressividade por medo

Esse tipo de agressividade geralmente ocorre quando o processo de socialização não é feito corretamente ou então decorrente de algum trauma psicológico. Algumas raças que tenham uma pré-disposição genética ao medo, também podem ficar agressivas.

Ao introduzirmos um cão em nosso convívio, é de nossa responsabilidade criarmos boas associações em relação as nossas atividades do dia a dia.

O medo é um sentimento essencial para a evolução e sobrevivência da espécie, ou seja, um cão exposto a esse sentimento recebe um estimulo fisiológico e o hormônio adrenalina se espalha pela corrente sanguínea, ocorrendo um aumento no batimento cardíaco, consequentemente aumenta a irrigação o sangue oxigenado nos tecidos musculares e o cão pode ter          as seguintes reações, fuga ou ataque.

Normalmente a primeira reação dos cães é a fuga e tentam evitar contato com a pessoa que esta lhe causando estresse. Porém, como muitas vezes os sinais corporais são ignorados e os tutores acabam não respeitando o limite que o cão esta pedindo, ele muitas vezes precisa de uma outra alternativa, então ele ataca, rosna e late. Nesse caso se ele obteve sucesso em afastar o agente causador do estresse, passará a repetir esse comportamento sempre.

Para lidar com um cão medroso, podemos fazer um treino de dessensibilização, antes que o cão entre no estado de agressividade, mantenha uma distância segura e vá recompensando a sua presença com algo que ele goste, vá se aproximando aos poucos, sempre respeitando os limites dele. Vá fazendo esse treino, até que você consiga chegar perto do cão e interagir com ele.

Agressividade por transferência

Quando o cão não consegue atingir o objetivo dele, acaba atacando o que tem por perto dele, por exemplo, quando ele esta no portão de casa e passa um gato ou outro cão, como ele não consegue alcançar o fator estressante, automaticamente ele morde quem estiver por perto, ou o tutor ou outro cão que convive com ele.

Para que esse comportamento não mais ocorra, coloque regras e limites e deixe que seu cão saiba lidar com a frustração, estimulando a sua liderança, ensine comandos que o ajudem a ter um autocontrole  e a entender a sua posição dentro da matilha.

Como lidar com as agressividades

  1. Procure ajuda de um profissional, ele ajudará a identificar o tipo de agressividade que seu pet pode ter.
  2. Não recompense o comportamento agressivo, cada vez que ele mostrar esse comportamento frustre-o.
  3. Nunca bata no seu pet ou ameace-o fisicamente.
  4. Evite qualquer tipo de atividade que tende a deixar o seu amigo estressado ou muito agitado.
  5. Tenha  a liderança, conquiste-a de forma positiva e recompensadora, nunca com violência.

Se precisar, conte com a ajuda de um especialista.

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Como apresentar um cão a outro?

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Por Tatiane Abe, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Cães são animais sociais, ou seja, que vivem em grupo. Dessa forma, é bastante importante promovermos encontros saudáveis aos nossos peludos, para que possam realizar seus comportamentos naturais, desfrutando de brincadeiras divertidas com outros amigos de quatro patas.

Para que isso ocorra de forma tranquila durante toda a vida do pet, é essencial que se inicie o processo de sociabilização desde muito cedo – antes dos três meses.

Como nesta fase o pet ainda não está devidamente imunizado, a sociabilização do filhote deve ser feita em ambientes fechados e conhecidos, como a casa de um amigo que tenha cães tranquilos e que estejam vacinados, vermifugados e com o antiparasitário em dia.

Quando for apresentar o filhote a outro cão, mantenha-o na guia, para que consiga controlá-lo caso fique muito eufórico. Ao ficar tranquilo, pode ir se aproximando aos poucos do outro cão, fazendo associações positivas, elogiando-o e recompensando o pet com algum petisco que ele goste.

Sempre deixe o filhote cheirar a parte traseira do outro cão e vice-versa, nunca frente a frente. Este processo deve ser realizado diversas vezes com a maior quantidade de cães possíveis, diminuindo a probabilidade de o amigo se tornar medroso ou agressivo mais tarde com outros animais.

No caso de cachorros adultos que não foram devidamente sociabilizados, também deve-se fazer a associação positiva da presença de outros pets, com petiscos e elogios, mas somente quando o companheiro não demonstrar comportamentos agressivos.

Neste caso, também é importante fazer aproximações graduais com cães tranquilos.

Só permita que seu cão se aproxime do outro se ele estiver calmo e sem puxar a guia, depois deixe-o cheirar a parte traseira do outro cachorro.

Caso precise de ajuda para sociabilizar o seu pet, contate um especialista em comportamento animal de sua confiança.

 

 

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Destruição de objetos tem jeito?

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Por Nathália Camillo, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Quando aquele filhotinho fofo nos olha até esquecemos de seu poder destrutivo. Mas eles vão crescendo, destruindo e isso acaba nos fazendo questionar: o que fazer para que isso não vire um hábito que pode acompanhá-lo até a vida adulta?

É importante, para podermos entender o porquê das destruições, que saibamos sobre as mudanças físicas e psicológicas que ocorrem em todo filhote. O cãozinho, não tendo mãos, reconhece seu mundo através do focinho, absorvendo os delicados odores exalados no ambiente, através de seus potentes ouvidos, captando os mínimos barulhos, e através de sua boca, sentindo os gostos e texturas dos objetos que o rodeiam.

Após o desmame, a curiosidade invade o cãozinho e ele parte para uma exploração detalhada do local onde vive e absolutamente tudo o que encontra deve ser explorado de todas as formas possíveis.

Nessa fase é importante que o animal tenha à disposição brinquedos de diferentes formas e texturas, mas que sejam todos apropriados para sua espécie e idade, e que os objetos que ele não pode morder sejam deixados fora de seu alcance.

A partir dos quatro meses, o filhote começa a troca dos dentes de “leite” para os fixos, assim como acontece com os humanos, e o desconforto e a coceira que sente nas gengivas é igual aos das nossas próprias crianças. Então, é muito importante darmos para eles brinquedos congelados com ração ou petiscos liberados pelo veterinário. O gelo ajuda a diminuir a inflamação nas gengivas e, consequentemente, a vontade incontrolável de roer qualquer coisa que apareça em sua frente.

Outro fator importante na destruição é o gasto de energia. Cada animal tem um nível de energia. Precisamos gastar não somente sua energia física, mas também a energia mental desses peludos.

Os brinquedos interativos, que são aqueles que colocamos ração ou petiscos dentro e, ao rodarem, eles dispensam pelo chão, ajudam muito o animal a gastar mais tempo na alimentação tentando descobrir como retirar o alimento dali. Com isso, o animal gasta energia física e mental junto.

Para complementar, passeios diários e bem estruturados, aqueles em que tutor e cão voltam cansados e felizes, fecham a lista para termos um cãozinho saudável física e psicologicamente, além de manterem os nossos chinelos e móveis inteiros e sem marcas de dentes.

Procure ajuda de um adestrador caso tenha dificuldade com o treinamento.

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