Saiba como fazer a sociabilização de cães e gatos

Saiba como fazer a sociabilização de cães e gatos

Muitas pessoas acreditam que cães e gatos são espécies inimigas, incapazes de conviverem juntas em harmonia. Mas, isso não é verdade. Claro que cães e gatos têm suas diferenças comportamentais e algumas vezes acabam se estranhando por conta disso, mas quando esses animais são bem sociabilizados desde filhotes, a relação entre as duas espécies pode ser muito pacífica e de amizade.

O que é sociabilização?

A sociabilização é um processo muito importante pelo qual os filhotes devem passar durante seu crescimento para que, quando adultos, se relacionem de forma mais positiva com outros animais, pessoas, objetos e situações do dia a dia. A melhor fase para garantir uma boa sociabilização vai dos zero aos três meses de idade, pois é nessa etapa do desenvolvimento que o animalzinho está mais aberto a novas experiências.

Nesse período, os tutores devem aproveitar para apresentar ao animal (com paciência e sem forçá-lo a nada) os mais diferentes tipos de pessoas, animais, objetos, barulhos e situações. Dessa forma, ao crescer, o bichinho irá lidar muito melhor com outros seres e situações inusitadas, que não sejam tão comuns ao seu dia a dia.

Quando a sociabilização não acontece de forma adequada, alguns filhotes podem se tornar medrosos, reativos ou até mesmo agressivos quando adultos, pois eles não aprenderam desde cedo a conviver com diferentes estímulos e, então, não sabem como reagir ao novo.

Cães e gatos bem sociabilizados, acostumados com a presença de outros animais, de diferentes espécies, têm muito mais chances de conviverem de forma harmoniosa com outros bichinhos. Isso facilita muito o processo de uma adaptação futura.

Como sociabilizar cães e gatos?

A forma mais fácil de garantir que cães e gatos convivam de forma harmoniosa é criando os dois juntos desde filhotes, pois, como já dissemos, nessa fase eles estão mais abertos a novas experiências e vão se acostumar um com o outro desde muito cedo.

Porém, se você já tem um animal adulto em casa – seja cão ou gato – e decidiu agora que quer acolher um novo amiguinho, o ideal é que ambos tenham sido bem sociabilizados desde pequenos.

Caso você não tenha certeza que isso tenha ocorrido da maneira correta dos zero aos três meses dos bichinhos, confira as dicas a seguir, pois elas irão te ajudar a realizar o processo de adaptação da melhor maneira possível.

Passo a passo para apresentar cães e gatos

Para evitar ciúmes excessivo, é recomendável que o morador mais antigo da casa tenha alguns privilégios. Ou seja, o bichinho novo é quem deve ser mantido em local separado enquanto os dois ainda não estiverem prontos para conviverem tranquilamente juntos.

Na hora de começar a apresentação, é muito importante que você garanta a segurança dos animais. Então, deixe o gato dentro de uma caixa de transporte e o cão seguro com guia. Deixe portas e janelas fechadas para evitar que os bichos fujam com medo.

Com os dois animais seguros, coloque-os no mesmo ambiente e próximos, assim eles poderão começar a se acostumar com a presença e cheiro um dos outro. Comece a dar petiscos, fazer carinho e acalmá-los. Quando você perceber que os dois estão tranquilos um com a presença do outro, se ignorando e prestando mais a atenção nos petiscos, você pode abrir a portinha da caixa de transporte e deixar o gato sair se ele se sentir a vontade. O cão deve ser mantido na guia o tempo todo.

Observe os dois animais, como eles se comportam. Se o cão se agitar e ir para cima do gato, repreenda-o imediatamente. Continue brincando e dando atenção para os dois e espere até que eles fiquem calmos e tranquilos novamente.

Depois disso, comece a brincar com o gato e tente fazer ele correr de um lado para o outro. O cão deve se manter calmo e não ir para cima do gato. Caso ele tente fazer isso, repreenda-o mais uma vez. De novo, espere até que todos se acalmem para continuar o processo.

Se os dois animais aparentarem estar confortáveis na presença um do outro, você pode retirar a guia do cachorro e deixar que cão e gato fiquem no mesmo ambiente com sua supervisão constante e atenta para evitar qualquer problema.

Repita todo esses processo quantas vezes forem necessárias para que os animais fiquem tranquilos um na presença do outro. Ao longo do tempo, você irá perceber se os dois estão preparados para poderem ficar juntos no mesmo local sem a presença de alguém os supervisionando.

Caso você precise de ajuda profissional para estabelecer essa relação, entre em contato com a Cão Cidadão. Temos profissionais capacitados para acompanhar esse processo para que ele seja o mais tranquilo possível para você e seus animais. Agende uma visita gratuita e saiba mais sobre nosso trabalho.

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Como apresentar um cão a outro?

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Por Tatiane Abe, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Cães são animais sociais, ou seja, que vivem em grupo. Dessa forma, é bastante importante promovermos encontros saudáveis aos nossos peludos, para que possam realizar seus comportamentos naturais, desfrutando de brincadeiras divertidas com outros amigos de quatro patas.

Para que isso ocorra de forma tranquila durante toda a vida do pet, é essencial que se inicie o processo de sociabilização desde muito cedo – antes dos três meses.

Como nesta fase o pet ainda não está devidamente imunizado, a sociabilização do filhote deve ser feita em ambientes fechados e conhecidos, como a casa de um amigo que tenha cães tranquilos e que estejam vacinados, vermifugados e com o antiparasitário em dia.

Quando for apresentar o filhote a outro cão, mantenha-o na guia, para que consiga controlá-lo caso fique muito eufórico. Ao ficar tranquilo, pode ir se aproximando aos poucos do outro cão, fazendo associações positivas, elogiando-o e recompensando o pet com algum petisco que ele goste.

Sempre deixe o filhote cheirar a parte traseira do outro cão e vice-versa, nunca frente a frente. Este processo deve ser realizado diversas vezes com a maior quantidade de cães possíveis, diminuindo a probabilidade de o amigo se tornar medroso ou agressivo mais tarde com outros animais.

No caso de cachorros adultos que não foram devidamente sociabilizados, também deve-se fazer a associação positiva da presença de outros pets, com petiscos e elogios, mas somente quando o companheiro não demonstrar comportamentos agressivos.

Neste caso, também é importante fazer aproximações graduais com cães tranquilos.

Só permita que seu cão se aproxime do outro se ele estiver calmo e sem puxar a guia, depois deixe-o cheirar a parte traseira do outro cachorro.

Caso precise de ajuda para sociabilizar o seu pet, contate um especialista em comportamento animal de sua confiança.

 

 

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Sociabilização de filhotes: por que apresentá-los ao mundo desde cedo?

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Por Allexandre Coutto, adestrador e franqueado da Cão Cidadão

Quando idealizamos um bichinho de estimação, normalmente pensamos em um animal calmo, companheiro, valente, dócil.

Mas não existe fórmula mágica para isso. Para que ele não seja um pet reativo a barulhos, pessoas e animais, ou medroso para andar na rua, de carro ou ir ao pet shop é preciso sociabilizá-lo desde cedo.

Até os três meses de vida o animal está mais receptivo a adquirir novas experiências. Então, se começarmos a sociabilizar nosso cão ainda filhote, mais rápido ele irá interagir com pessoas, animais, objetos, barulhos e situações.

Sabemos que neste período o peludinho ainda está indefeso por não ter tomado todas as vacinas, mas é possível realizar essa atividade com o novo amigo de forma segura.

Com pessoas

Quanto mais pessoas de diversos tipos seu filhote conhecer, melhor. A sociabilização tem que abranger o máximo de características, como idades (bebes, crianças, adultos e idosos), etnias (brancos, afrodescendentes, ruivos e loiros), gênero (homem e mulher), comportamentos (pessoas que falam alto, calmas, que fazem movimentos bruscos), além de pessoas magras, obesas, cabeludas ou carecas, com barba e por aí vai.

Sei que existe um leque muito extenso de tipos de pessoas e não conseguiremos dar conta do recado, mas quanto maior for a quantidade e tipos mais seu cão estará familiarizado e sociabilizado.

A apresentação tem de ser de maneira agradável e segura. Uma das melhores formas é chamar amigos na sua casa para conhecer o filhote e deixá-lo interagir com brinquedos. Assim, a sociabilização será positiva para o cão.

Com animais

Temos que apresentar todos os tipos de cães para o novo amigo: macho, fêmea, pequeno, grande, peludo, pelo curto, branco, marrom, preto, calmo, agitado etc.

A apresentação do seu filhote tem de ser com cães conhecidos, que você sabe quenão oferecerão nenhum tipo de risco ao seu peludinho.

Preferencialmente animais de amigos, parentes e conhecidos. Esse encontro pode ser em sua casa ou em um local que seja limpo para evitar risco de doenças.

Uma outra boa sociabilização que pode ser feita é levar seu cão no colo ao parque deixando ele ver outros cãezinhos.

Com objetos, barulhos e situações

A apresentação de objetos é importantíssima para que o filhote não cresça com medo deles.

Exemplos: aspirador de pó, secador de cabelo, vassoura, carros, motos, ônibus, buzina, fogos.

Podemos aproximar esses objetos aos poucos, primeiro à distância, proporcionando uma situação de brincadeira, carinho e comidinhas gostosas, assim, ele entenderá que com a aproximação coisas boas acontecem.

O mesmo vale para acostumar o seu filhote a andar de carro. Quanto maior o número de situações apresentadas neste período, melhor o seu cão será quando adulto.

Lembre-se de que toda sociabilização de filhote tem de ser de uma maneira legal e positiva, pois, se o cão ficar assustado, pode se traumatizar e levar o trauma para o resto da vida.

Além disso, não se esqueça de consultar, antes de sociabilizar, o seu veterinário de confiança para que ele esteja ciente do que será feito com o pet.

Fonte:  Eu Amo Bicho (www.euamobicho.com)

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Perdendo espaço

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“O Fredericksen era filho único, mas há alguns meses adotamos a Meg que tem oito anos; ambos são Buldogues Ingleses. Depois de seis meses conosco ele começou a ficar agressivo: primeiro mordeu o meu marido e depois me agrediu três vezes (todas graves). Não sei mais como agir, pois estou em pânico. Meu marido passa a semana fora e fica só eu e os dois. Tudo é motivo para ele mudar o temperamento. Fiquei triste pelo fato de o veterinário ter falado que temos que bater nele e eu não concordo. Estou arrasada, pois com outras pessoas ele é amável. Por favor, o que devo fazer?”

Por Marina Marinho, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Oi, Luiza! Tudo bem?

O Fred começou a ficar agressivo depois da chegada da Meg, muito provavelmente porque perdeu o espaço que antes era só dele.

O cão, quando divide recursos (água, comida, carinho, atenção etc), geralmente acaba desenvolvendo uma certa defesa e, para se defender, ele ataca!

O ideal, nessa situação, é tentar entender qual o real gatilho para esses ataques. Geralmente a chegada de outro pet acaba desencadeando esse tipo de comportamento, então, é preciso fazer associação positiva com o Fred, entregando petiscos sempre que agir normalmente (sem ataques e, de preferência, na presença da Meg).

Mas para que isso aconteça com segurança é necessário o uso de uma guia e uma coleira e, preferencialmente, colocá-la em um ponto fixo para que ele não tenha sucesso de modo algum.

É preciso fazer treinos diários para que ele associe a presença de vocês a algo muito gostoso (petiscos são ideais).

Quando os ataques acontecem com frequência, podemos entender que o cão está tendo sucesso e isso faz com que a frequência desse comportamento aumente.

Portanto, a ajuda de um bom profissional é uma ótima opção.

Bater nunca é a melhor saída!

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É possível sociabilizar cães adultos?

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Por Karina Pongracz, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Pesando em trazer um outro animal para a casa? Ou vai visitar um amigo que já tem um peludo na casa dele? Encontro de cães costumam ser frustrantes?

Cães sociáveis, que frequentam parques ou creches, já têm um ponto a favor, mas, mesmo com cães tranquilos, podem estranhar ter outro pet em sua casa.

Então, o local ideal para esse primeiro encontro é em um ambiente neutro. No caso, seria fora da residência. O ideal é sair para dar um passeio com os cães e apresentá-los na rua, em um parque ou na pracinha. É preciso ficar atento, pois, para que isso dê certo, é necessário apresentá-los de forma gradual, com muita paciência para evitar futuras brigas.

Dê uma volta com o seu cão e peça para o tutor do outro animal se aproximar e caminhar com você. Perceba se os pets estão à vontade, se algum deles não está com medo ou tenso. Elogie e faça carinho no seu cachorro. Evite dar muita atenção ao outro, para não gerar ciúme.

Deixe que eles se aproximem com calma e continue elogiando e sempre recompensando! Eles irão se cheirar e, talvez, iniciar uma brincadeira. É importante recompensar muito o animal nesse momento, com carinho e petisco. Mostre que a presença do outro é algo muito agradável.

Ao notar um clima tenso, recue e só ofereça um petisco quando o outro se aproximar, para que ele perceba a presença do amigo como algo legal! Se vocês forem para um ambiente fechado, para a casa de algum dos cães, faça com que ambos entrem juntos e espere um tempo para soltá-los da guia. Uma dica bacana é retirar objetos que possam causar um desentendimento entre eles, assim como ossos, comida ou brinquedos, e ofereça esses itens aos poucos, sempre com supervisão, para ver se isso gera algum desconforto. Caso tenha algum conflito, não deixe esses objetos no local.

Aos poucos, deixe-os passar cada vez mais tempo sozinhos. Aumente esse período gradativamente. Podemos fazer com que eles se familiarizem um com o cheiro do outro usando panos, cobertores ou toalhas, que devem ser levemente esfregados no animal para que ele fique cheio de “informações” e, depois, associamos este cheiro positivamente, deixando em lugares estratégicos, como na caminha do pet e próximo à comida.

O mais importe: nunca force a aproximação quando eles não estiverem à vontade e seguros. As associações positivas devem ser feitas a fim de que ele entenda que não perderá a sua atenção por causa do novo amigo, mas que ele ganhará muito com isso.

Respeite os limites e o tempo de cada animal.

Fonte: Cachorro Perdido.

 

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Cães e gatos podem ser amigos?

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A convivência entre cães e gatos não é mais tão difícil quando se pensava, e o mito de que eles são inimigos já perdeu a validade há muito tempo. Porém, em certas situações, é possível que alguns conflitos aconteçam, caso os pets não sejam treinados da maneira correta para conviverem em harmonia.

Esse foi o caso da cliente Luciana Vilela. Em um primeiro momento, Luciana procurou a Cão Cidadão para ajudá-la com o comportamento dos cães, que apresentavam sinais de agressividade, medo e falta de sociabilização, porém, o trabalho acabou se estendendo quando a tutora resolveu adotar novos peludos, mas, dessa vez, de outra espécie. “Após se planejar e tirar as dúvidas, ela adotou dois gatos irmãos de três meses de idade. Foi aí que começamos as aulas de sociabilização”, conta a adestradora da equipe Cão Cidadão, Nathália Camillo.

Sociabilização

A apresentação entre os animais é o primeiro passo para garantir a boa convivência e a amizade entre eles. Esse foi o pensamento da adestradora, que, além de treinar os cães com seus problemas comportamentais individuais, iniciou um treino de sociabilização com os felinos também. “Começamos as aulas com apresentações individuais dos cães aos gatinhos dentro da caixa de transporte. Utilizamos muito reforço positivo para ambos, sempre respeitando a zona de conforto de cada um”, relembra Nathália.

Aos poucos, os gatos se acostumaram com a presença dos cães e cada peludo foi progredindo individualmente. Isso só foi possível por conta do método de Adestramento Inteligente, técnica criada pelo zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, usada pelos profissionais da Cão Cidadão. Essa técnica se baseia em valorizar as atitudes corretas do pet e não as erradas, criando associações positivas entre os bichinhos. “Em apenas três semanas já conseguimos deixar todos soltos na sala por várias horas, mas com a supervisão dos tutores”, explica a adestradora.

Envolvimento

Para alcançar esses resultados e criar um ambiente tranquilo e harmonioso para os pets, os tutores também tiveram sua (grande) parcela de responsabilidade, uma vez que é preciso dar continuidade aos treinamentos, mesmo sem a presença do profissional. “Me envolvi 100% no adestramento. As orientações da Nathália sempre me ajudam muito. Muitas vezes, uma dica simples faz toda diferença”, afirma a cliente Luciana.

“Receber os vídeos dos treinos de sucesso durante a semana é muito recompensador. Ainda estamos caminhando, mas nosso objetivo é deixar todos à vontade e com acesso total ao apartamento”, finaliza Nathália.

Dica

A ajuda de um adestrador é indispensável. Com o adestramento, é possível minimizar e até eliminar problemas de comportamento dos animais!

Gostou desta dica? Se quiser contratar os profissionais em comportamento animal para realizar o adestramento, fale com a Central de Atendimento da Cão Cidadão, pelos telefones: 11 3571-8138 (São Paulo) e 11 4003-1410 (demais localidades).

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Sociabilização: apresente o mundo ao filhote

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A sociabilização faz parte do processo de desenvolvimento dos pets e é a maneira mais assertiva para apresentá-los aos estímulos do mundo, como outros animais, sons diferentes, pessoas, carros, objetos etc.

Os bichinhos que não passaram por essa fase de adaptação podem apresentar, com o tempo, dificuldade em lidar com situações corriqueiras, além de se tornarem adultos mais medrosos e inseguros.

Como ocorre?

No geral, recomenda-se que a sociabilização seja feita entre o 2º e o 3º mês de vida do animal. Isso porque é nessa fase que o cérebro está aberto a novas experiências e o pet pronto para interagir em situações que ainda são desconhecidas.

“Todos esses novos estímulos estão soltos na mente do pet e a sociabilização nada mais é do que organizar essas novidades e ensinar o animal a maneira correta de se portar em determinadas situações”, diz Joilva Duarte, adestradora da equipe Cão Cidadão.

Contudo, pets de qualquer idade podem ser sociabilizados, caso não tenham passado por essa fase quando filhotes. “A sociabilização pode e deve ser feita com todos os animais, independentemente da idade”, orienta a adestradora. “No caso dos mais velhos, existe uma dificuldade um pouco maior, pois eles já estão com certos comportamentos condicionados”, comenta Joilva.

Associações positivas

Procure associar os objetos e as situações que o pet têm medo a coisas boas e que ele goste, como, por exemplo, petiscos gostosos, carinho ou brinquedos.

“A ideia é que se faça um contracondicionamento, ensinando ao animal uma nova maneira de lidar com as situações”, orienta a adestradora.

Tenha em mente que a exposição a essas situações deve ser gradual e feita com calma e muita paciência, sempre respeitando o limite do animal.

Você também pode contar com um profissional de adestramento para ajudá-lo no processo de sociabilização do seu bicho de estimação.

Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui.

Gostou desta dica? Se quiser saber mais sobre como adestrar o seu cão, ou contratar um de nossos profissionais, entre em contato com a Central de Atendimento da Cão Cidadão, pelos telefones:11 3571.8138 (São Paulo) e 11 4003.1410 (demais localidades).

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Brigas entre cães desconhecidos

https://www.flickr.com/photos/jganderson/2932918933/
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As brigas entre cães são um problema relativamente comum e podem acontecer por diversos motivos: territorialismo, ciúme, medo, associação com perda e muito mais. Entre as principais causas desse problema, podemos destacar a sociabilização feita da maneira errada.

A sociabilização nada mais é do que apresentar o seu cão a diversos estímulos e situações diferentes, para que ele aprenda a lidar com elas da melhor forma possível. É uma maneira de fazer com que ele conheça o mundo, as pessoas e os animais, e aprenda a conviver em harmonia com cada uma dessas coisas. Assim, se feita da maneira correta, será mais fácil para ele conhecer outros cães e pessoas diferentes.

Infelizmente, nem todos os cães passam por esse processo e acabam estranhando outros cachorros e situações com as quais não estão acostumados, causando brigas e reações agressivas todas as vezes que se encontra em uma situação na qual ele se sente desconfortável.

Esse processo de adaptação deve acontecer durante os primeiros três meses de vida do animal, pois isso contribui não só para a convivência dele com outros animais e pessoas, mas também para o seu bem-estar, pois evitará que ele sinta medo ou desconforto em certas situações.

Alguns cães são mais medrosos do que outros, porém, com a sociabilização feita da maneira correta, é possível minimizar esses efeitos. Neste artigo, você pode saber um pouco mais sobre o assunto e conferir dicas para realizar esse processo da melhor maneira com o pet.

No caso das brigas entre cães desconhecidos, muitas vezes as pessoas se esquecem de que uma boa apresentação entre os animais e o comportamento do dono em relação a situação influenciam (e muito) na maneira como o bicho encara esses momentos.

A pergunta é: como você reage quando está passeando com o seu cachorro e outros animais se aproximam? Se a resposta for ficar apreensivo e tenso, puxar a coleira e se preparar para conter o cão, está aí o problema. Cães captam muito facilmente o estado de espírito dos donos e reagem de acordo com a situação. Se você está nervoso quando algum cão desconhecido se aproxima, o seu pet perceberá o sinal de perigo no ar e ficará agressivo quando se encontrar com outros bichinhos.

Sendo assim, é imprescindível que você mantenha a calma e aja naturalmente durante esses encontros, pois o seu cão ficará mais calmo se perceber que você também está tranquilo. Além disso, é possível realizar treinos, ensinando o pet a associar a presença de outros animais com coisas positivas e que ele goste.

Para isso, procure utilizar brinquedos ou petiscos e, quando estiverem passeando e avistarem outro animal vindo na sua direção, chame a atenção do seu cão e mostre o brinquedo favorito dele, ou ofereça uma guloseima gostosa, tirando a atenção dele do outro bichinho. A repetição desse treino fará com que o seu pet associe a presença de outros animais a coisas das quais ele curte.

É importante destacar que a sociabilização pode ser aprimorada em qualquer momento da vida do pet, pois os cães são animais que estão em constante aprendizado. Basta dedicação, carinho e paciência!

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.

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Sociabilização: tudo o que você precisa saber

https://pixabay.com/pt/c%C3%A3o-divers%C3%A3o-jogar-floresta-ver%C3%A3o-678073/
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Seu pet tem problemas para lidar com certas situações? Ele não aceita algumas pessoas e tem pavor de objetos específicos? Isso pode significar que a sociabilização dele não foi feita corretamente.

O sonho de todo tutor é ter um pet que seja tranquilo e sociável, que não tenha problemas com outros animais e que fique tranquilo quando pessoas diferentes aparecem em casa. Infelizmente, essa não é a realidade de todos os animais de estimação, porém, se a sociabilização for feita corretamente, tudo isso pode ser conquistado.

Além de contribuir com a convívio em família, uma boa sociabilização contribui para o bem-estar do seu cãozinho, pois ajuda a evitar problemas comportamentais, além de medos. O cão bem sociabilizado é mais feliz e saudável.

Como faço isso?

A fase mais importante da vida dos cães é entre o 2º e 3º meses de vida, pois é o momento em que eles estão descobrindo o mundo. É nessa fase que a sociabilização deve ser realizada, pois o peludo estará mais aberto a novidades, tornando o processo de apresentação ao mundo muito mais fácil e favorável.

Até os 50 dias de vida, é imprescindível que o animal fique com sua ninhada. Os primeiros meses da vida do cãozinho devem ser usados para que ele aprenda a “etiqueta canina” com a sua mãe e seus irmãos, ou seja, como comer, brincar, quando parar de brincar, morder sem machucar e assim por diante.

Esse processo é muito importante, pois é quando o filhote se acostuma com tudo o que ele terá que lidar durante a vida adulta: pessoas diferentes umas das outras, automóveis, outros animais.

Tudo o que for novo para o peludo deve ser associado a coisas boas, como petiscos, carinho e um brinquedo legal, para que o pet entenda que essas situações não apresentam perigo. Esses estímulos devem ser feitos gradualmente, para que ele possa se acostumar com calma, tudo no seu tempo.

É preciso lembrar que a sociabilização não garante que o animal não apresente problemas comportamentais no futuro. É fato que pets bem sociabilizados são menos propensos a desenvolver comportamentos agressivos, porém, a sociabilização não é uma garantia de que isso não vai acontecer.

Cães sociáveis têm uma qualidade de vida muito maior do que aqueles que não passaram por esse processo. Por isso, se planeja adotar um filhote, coloque a sociabilização como prioridade em sua lista de afazeres.

Procurar ajuda de um profissional de comportamento é fundamental para auxiliar nesse processo. Depois, é só curtir o seu peludinho! Boa sorte.

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Sociabilização e sua importância no desenvolvimento de um cão!

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Por Carlos Antoniolli, adestrador da equipe Cão Cidadão.

Sociabilizar é o processo de se tornar sociável, ou seja, estar apto a viver em sociedade! Redundâncias a parte, pensando em tornar um cão sociável, é fazer com que o mesmo interaja e se adapta a diversas situações do dia a dia de uma forma natural e tranquila.

Na fase inicial da vida do cão, ou seja, nos seus primeiros 3 meses de vida a atividade cerebral está em pleno desenvolvimento e o que apreender nesta fase irá agregar para o resto de sua vida. Por isso, entendemos que essa é a fase primordial no que se refere à sociabilização. Se, neste período, o animal for exposto a diversos estímulos de uma forma gradual e associar a algo positivo (ex. fogos, trovões, pessoas e animais diversos), a probabilidade de levar essa associação para o resto de sua vida é grande.

É verdade também que nesta fase o animalzinho está, em seu aspecto imunológico, mais fragilizado, que é justamente a fase da vacinação. Mas não tenha este argumento como justificativas para não fazer a sociabilização, pois muitos cães passam perfeitamente a fase crítica imunológica e quando adultos são abandonados ou morrem por apresentarem níveis de fobias altíssimos.

Por exemplo, são os cães que se desesperam intensamente com fogos de artifícios, podendo até se colocarem em perigo de morte para fugirem do barulho. Algumas dicas seguras para aplicar o processo de sociabilização, no que se refere às doenças, é instalar em seus dispositivos (Smartphones, celulares, tablets, computadores…) algum aplicativo que emita sons do dia a dia (sons de ambulância, fogos, latidos, miados, aplausos e etc…) e gradativamente ir aumentando o som até que o cãozinho esteja bem familiarizado e tranquilo.

Outra dica é levar o cãozinho no parque, shopping e etc no colo, e deixar que as pessoas o toquem em seu dorso (costas) e que associe positivamente o ambiente e as pessoas. Lembrando que nesta fase ele receberá e compreenderá intensamente esses estímulos e este deverá ser aplicado gradativamente, respeitando a sensibilidade individual do cãozinho. A qualidade de vida de seu cãozinho está intimamente ligada ao grau de sociabilização… cães mais sociáveis, cães e donos mais felizes!!!

Fonte: Publicado no Portal Simba Lovers. 

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