Como ensinar o pet a comunicar suas vontades

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Quando se trata da comunicação com os pets, muitas vezes, gostaríamos de ter a capacidade de conversar com eles, não é mesmo? Principalmente, nos momentos nos quais o animal acaba tendo um comportamento inadequado e, nestes casos, seria muito mais fácil explicar verbalmente para ele que não pode fazer aquilo, do que dar uma “bronca” e esperar que não aconteça novamente.

Além disso, existem as situações em que o animal está pedindo por algo e nós não fazemos ideia do que seja. Será que ele quer passear? Quer um petisco? Está pedindo carinho?

Não existe situação mais frustrante do que não compreender as vontades dos peludos. Mas, felizmente, é possível, sim, ensinar o animal a se comunicar melhor conosco, facilitando a compreensão para ambas as partes.

“Os pets estão sempre aprendendo sinais e tentando se comunicar com as pessoas e seus donos, mas, muitas vezes, não conseguimos parar para observá-los. A melhor maneira de estreitar essa comunicação seria pensar como eles”, explica o adestrador da Cão Cidadão, Tiago Mesquita.

Algumas pessoas acham que o pet pode compreender o que nós esperamos deles sem realizar qualquer tipo de treinamento prévio. No entanto, quando elas não recebem a reação que esperam, ficam frustradas. Para que essa comunicação aconteça sem qualquer problema, é preciso dedicação. “Estudar o comportamento dos pets e fazer exercícios de adestramento ajuda a aprofundar o entrosamento entre o dono e o animal”, comenta Thiago.

Para alcançar esses objetivos, não é necessário que você seja um profissional. Qualquer tutor que demonstre interesse, habilidade e dedicação, consegue treinar seu cachorro de forma a tornar a comunicação o mais fácil possível.

“Naturalmente, os animais nos dão pistas todos os dias de que estão com vontade de fazer alguma coisa. Há aqueles cães que pulam atrás da porta para alcançar sua guia de passeio, também tem aqueles que ficam sentados olhando para um pote de petisco tentando convencer o seu tutor a dar um para ele”, explica o adestrador.

No entanto, esses comportamentos precisam ser capturados pelo tutor. Se o cão começa a latir para o saco de ração toda vez que estiver com fome e o dono prontamente atendê-lo, essa atitude acaba estabelecendo uma comunicação entre os dois. Quando os donos atendem a essas vontades, associando com comandos verbais ou gestuais, os pets tendem a aumentar a frequência do comportamento.

Ensinar e treinar comandos como o senta, deita, fica, junto, não, entre outros, também é uma boa forma de colocar em prática essa comunicação, além de estreitar a relação entre o dono e o pet.

Em alguns casos, é necessário o auxílio de adestradores profissionais. Porém, realizar esses exercícios em casa, ajuda o dono a entender com mais clareza as características do seu bichinho e a encontrar maneiras de chamar a sua atenção, tornando o aprendizado muito mais tranquilo e divertido.

Como em todo treinamento, é importante ter paciência, pois essa comunicação não se torna perfeita da noite para o dia. Exige tempo e muita dedicação, mas no final tudo vale a pena para tornar a convivência com o seu amigão ainda melhor!

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Cuidados ao introduzir um novo membro à família

Photo credit: Claudio Gennari ..."Cogli l'attimo ferma il tempo" / Foter / CC BY
Photo credit: Claudio Gennari …”Cogli l’attimo ferma il tempo” / Foter / CC BY

Por Carlos Antoniolli, adestrador da equipe Cão Cidadão. 

O mais importante, quando pensamos em introduzir um novo membro à família, é ter controle sobre o cãozinho já existente, no que se refere à obediência, educação e liderança. Muitos proprietários se enganam ao achar que alguns problemas comportamentais (destruição de móveis, roupas, sapatos) irá se resolver adquirindo outro cãozinho. Se não forem identificadas as causas e resolverem esses comportamentos, correrá o risco de tê-los em dobro.

O mais seguro é formar casais. Com isso, a possibilidade de brigas é bem menor. Caso queira manter o mesmo sexo, é importante se atentar quanto aos cães com porte e temperamentos mais submissos. Caso já tenha um cão de grande porte, introduza um de médio porte e que seja de temperamento submisso. Importante também é não extrapolar as diferenças, ou seja, introduzir um Dog Alemão ou Rottweiler, cães que ultrapassam os 50 kg, em uma matilha composta por Yorkshire ou Maltês, pois uma pequena brincadeira poderá causar danos terríveis.

Os primeiros contatos devem ser feitos com total segurança, tanto para os cães, quanto para as pessoas envolvidas. Procure sempre um ambiente neutro e, de preferência, muito agradável para ambos. Por exemplo, uma praça. Faça aproximações gradativas e crie associações positivas, ou seja, estimule as brincadeiras, ofereça um petisco especial quando estiverem próximos ou se observando, e repreenda qualquer atitude de dominância ou agressividade.

Se tiverem controle sobre o cãozinho que já vive na casa, não terá problema em repreendê-lo, pois, normalmente, serão eles que tentarão se impor. Continue as associações positivas na casa, só ofereça agrados quando estiverem juntos – nunca deixe de dar carinho para um deles por razão do outro. É muito natural os cães sentirem ciúmes e cabe a nós interagirmos de forma a não estimularmos esse sentimento.

Utilize sempre o reforço positivo.

Fonte: Publicado no Portal Simba Lovers. 

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Adestramento de cães e a melhora na comunicação

Photo credit: liverpoolhls / Foter / CC BY
Photo credit: liverpoolhls / Foter / CC BY

Por Malu Araújo, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão. 

Muitos adestradores já ouviram clientes falarem que não precisam ensinar muitos comandos ao cachorro, porque eles não querem ter um cão de circo ou um robô. Mas, o adestramento de cães não significa simplesmente ensinar comandos para fazer truques para mostrar aos amigos e familiares. Eles são úteis no dia a dia e, com eles, os cachorros conseguem se comunicar melhor com os donos.

O comando “senta”, por exemplo, ajuda a evitar que os cães pulem nas visitas, e se ele não pula, recebe atenção e carinho. Serve também para os cães aprenderem a esperar para atravessar a rua. Sentar é útil em diversas situações. Já o “dar a pata”, apesar de parecer que não tem utilidade, pode ser uma ótima forma de ensinar o cachorro a pedir alguma coisa sem latir ou chamar a atenção do dono. Também pode ser utilizado para cortar as unhas.

Outro comando que parece ser apenas bonitinho é o “fingir de morto”. Mas, principalmente para quem tem cães de grande porte, esse comando pode auxiliar em uma consulta com o veterinário. O cão não é obrigado a deitar de lado e ser contido, ele faz porque conhece o movimento e não se assusta em ficar na posição de morto. Afinal, quando ele aprendeu a ficar nessa posição, ele adorou porque ganhava petiscos!

Se o cachorro sabe comandos, como o “busca” e o “solta”, quando ele quiser brincar, ele pode buscar e levar a bolinha até o dono. Quando ele pega algum objeto proibido e sabe “o solta”, o dono pode pedir, que ele obedecerá.

Comandos auxiliam na comunicação entre humanos e cães, então, não pense em adestramento somente quando o cachorro tiver algum problema de comportamento.

Fonte: PetShop Magazine.

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Ter um ou mais cachorros? Vantagens e desvantagens

Photo credit: Jelly Dude / Foter / CC BY
Photo credit: Jelly Dude / Foter / CC BY

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal.

Muitos proprietários de cães perguntam se devem ou não comprar um segundo cão. Mostramos os prós e os contras de cada alternativa

Amenizar a solidão
Como animais sociais que são, os cães não gostam de ficar sozinhos. Embora sintam a falta do dono, a companhia de outro cão ameniza bem a solidão. Mas, por outro lado, infelizmente, nem todo cão aprende a substituir a companhia de um ser humano pela de outro cão. Principalmente quando não foi sociabilizado adequadamente com outros cães.

A bagunça aumenta ou diminui?
A destrutividade canina tanto pode aumentar quanto diminuir com a vinda de um segundo cão. Se os dois brincarem juntos, o estrago que produzirão será menor do que se um deles for deixado sozinho. Mas, na maioria das vezes, um dos cães incentiva o outro a fazer coisas erradas!

Quando sozinho, em geral, o cão fica desmotivado e inativo. Pouco destrói, portanto. Nesse caso, se a presença de outro cão estimular o primeiro a agir durante a ausência das pessoas, a bagunça será maior do que quando o único cão era deixado sozinho. Mas é preciso lembrar que mais bagunça é também mais alegria e mais bem-estar para o cão.

Pode haver briga
É normal e aceitável que haja alguma agressividade entre os cães que vivem numa mesma casa. Mas, em certos casos, as brigas resultam em machucados sérios que podem, inclusive, levar à morte.

Quanto mais cães houver, maior a chance de sair uma briga séria. Ter só dois cães é muito mais seguro do que ter três, quatro, etc. Em grupos grandes, muitas vezes o cão que está perdendo a briga é atacado pelos demais e, nesse caso, a conseqüência costuma ser grave.

Para reduzir as chances de brigas sérias, é preciso ter um bom controle sobre os cães e fazer a escolha correta dos indivíduos que comporão o grupo. Muitas pessoas acham que filhotes da mesma ninhada não brigarão quando adultos, assim como mãe e filha, pai e filho, etc. Esse é um conceito errado.

O risco de um macho brigar com uma fêmea é menor do que o de dois exemplares de mesmo sexo brigarem, mas o casal deverá ser separado duas vezes por ano quando a fêmea entrar no cio, se o macho não for castrado e se não se quer reproduzi-los. A separação pode ser bastante inconveniente – o macho costuma ficar desesperado para chegar na fêmea.

Se houver possibilidade de ocorrerem brigas, os proprietários não podem deixar brinquedos e ossos muito atraentes à disposição dos cães. A restrição dependerá de como é o convívio dos cães e de como eles expressam sua agressividade possessiva.

Ciúmes e competitividade
Quando se tem mais de um cão, ciúmes e competitividade são comuns, principalmente visando ganhar a atenção do dono. Para conseguir manter os cães sob controle é preciso demonstrar segurança e firmeza e ter liderança sobre eles.

Exemplares ciumentos podem se tornar agressivos quando disputam um objeto ou a atenção de alguém. A competitividade sem controle aumenta drasticamente os comportamentos indesejados, como pular nos donos e nas visitas, correr atrás do gato da casa, etc. Mas, por outro lado, a competitividade pode levar cães sem apetite a comer mais e cães medrosos a se tornarem mais corajosos.

Cão velhinho X novato
Muitas vezes um filhote faz o cão velhinho voltar a brincar, a comer com mais apetite e a disputar o carinho de seus donos. Mas é preciso ter cuidado para não deixar o mais velho de lado e para não permitir que o filhote o incomode demais. Devemos limitar o acesso do filhote aos locais preferidos pelo veterano, assim como repreender as brincadeiras indesejadas, para garantir sossego ao cão mais velho.

Educação do segundo cão
Sempre pergunto para as pessoas se é o primeiro ou o segundo cão que mais se parece com gente. A resposta costuma ser a mesma: o primeiro! Isso ocorre porque a nossa influência na educação e no comportamento do cão é muito maior quando não há outra referência canina. Se você estiver pensando em ter um segundo cão, prepare-se, portanto, para o novo cão ser mais parecido com cachorro e menos com gente. O primeiro cão costuma entender melhor o que nós falamos e fazemos, procura mais a atenção de pessoas do que de outros cães e costuma ser menos possessivo com seus brinquedos.

Conclusão

Sou a favor de se ter mais de um cão – com companhia a vida fica muito mais ativa e estimulante. Mas o proprietário precisa escolher adequadamente o outro cão e também ser ou se tornar um bom líder de matilha.

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Oito dicas para o cachorro parar de cavar o jardim

Photo credit: blumenbiene / Foter / CC BY
Photo credit: blumenbiene / Foter / CC BY

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal.

Muitas vezes, uma dica basta para resolver o problema das escavações caninas. Mas, para saber qual é essa dica, é preciso saber antes o que leva o cão a cavoucar.

1. Crie cantinhos excepcionais
Por instinto, o cão dá uma cavadinha onde irá se deitar – costuma fazer isso até em sofás e pisos frios! Normalmente, após a cavadinha, dá umas rodadas e se deita. Muitos cães gostam de deitar-se em lugares frescos do jardim ou que permitam acompanhar o movimento da casa ou da rua. O problema é que, muitas vezes, há um canteiro de flores ou grama justamente nesses lugares. O truque é preparar cantinhos perfeitos para o cão, levando em consideração o que ele mais deseja. Às vezes, até sugiro uma pequena reforma paisagística.

2. Gaste o excesso de energia
Quanto mais energia o cão tiver, maiores as chances de ele cavar grandes buracos. Uma maneira de controlar o excesso de energia é levá-lo para passear diariamente e/ou exercitá-lo bastante, com brincadeiras.

3. Combata o tédio
Cães também ficam entediados! Gostam de passear, caçar, brincar, etc., e não de ficar isolados em um quintal. Crie atividades para tornar a vida do seu cão mais interessante. Nem que seja escondendo petiscos no jardim para ele encontrar. Ler artigos sobre enriquecimento ambiental e comportamental ajuda a ter idéias para entreter o cão.

4. Evite que enterre objetos
Enterrar ossos naturais e alimentos para consumir mais tarde também faz parte do instinto canino. Muitos cães enterram apenas alguns tipos de objetos. Se o seu fizer isso, não deixe de lhe dar os objetos daquele tipo. Mas, em vez de entregá-los, mantenha-os amarrados numa corda. Assim, ele não poderá levá-los para enterrar. Um jeito de evitar que o cão se enrosque na corda é pendurar o objeto de modo a não encostar no chão. Esse método é útil também para combater a possessividade canina por determinados objetos.

5. Prepare um cantinho para grávidas
Cadelas prestes a parir ou com gravidez psicológica procuram cavar um ninho para os filhotes. Nesses casos, devemos preparar cantinhos perfeitos para elas. E, quando a gravidez for psicológica, pode-se, ainda, tratar a fêmea com inibidores de hormônio (consulte seu veterinário).

6. Torne desagradável desenterrar
Se o cão cava lugares específicos, antes de tapar os buracos encha-os com os próprios cocôs dele. É praticamente certo que isso o fará desistir de cavar aquele local. Com o tempo, você irá minando todos os lugares mais cavados. Essa é a minha dica preferida!

7. Reestruture seu jardim
Procure adaptar o estilo do seu jardim à presença canina. Às vezes, algumas pequenas alterações podem evitar muita dor de cabeça e proporcionar menos estresse no convívio. Pedras nos lugares em que o cão cava, assim como cercas e telas, podem, muitas vezes, ser a melhor solução. Um dos meus clientes resolveu o problema com telas postas no solo dos canteiros que o cachorro cavava. Nessa alternativa, caso se queira ocultar a tela, basta jogar um pouco de terra por cima. Ou esperar que as plantas cresçam. Há, porém, o inconveniente de ser preciso retirar a tela ou cortá-la, para plantar nova muda. Em alguns casos, sugiro construir uma caixa de areia no jardim para o cão poder se divertir, cavando. Afinal, cavar é um comportamento normal e saudável.

8. Só dê bronca durante a ação errada
Nem pense em dar bronca no cão se não for no exato momento do comportamento inadequado. Está mais que comprovado: bronca fora do momento exato, além de não funcionar, pode deixar o cão confuso, o que aumenta as chances de surgirem problemas de comportamento. A melhor ocasião para repreender o cão é quando ele começa a cavar um lugar proibido. Nesse momento, procure fazê-lo sentir desconforto. Jogue um pouco de água nele ou faça um ruído que o assuste, por exemplo. Mas só faça isso se ele não for medroso nem inseguro. Algumas pessoas conversam com o cão quando ele erra. Tentam explicar que agiu incorretamente. Não faça isso. O cão pode gostar dessa atenção e começar a cavar na expectativa de receber mais!

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Motivando o cachorro a aprender a obedecer ? – Parte 2

Photo credit: sleepyneko / Foter / CC BY-SA
Photo credit: sleepyneko / Foter / CC BY-SA

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. 

Voz aguda, cão mais feliz
Está comprovado cientificamente que as vozes mais agudas são as que surtem o melhor resultado quando se elogia um cão. Portanto, machões, deixem de frescura e comecem a dizer as palavras de estímulo aos seus cães da maneira que eles mais gostam! A dica é experimentar falar com eles de diversos modos, para ver com qual parecem mais felizes e animados.

Postura importa
Abaixar-se ao festejar o cão também o torna mais alegre. Principalmente se ele puder lamber o nosso rosto! Quando está feliz, o cão normalmente gosta de ficar perto da cara do seu parceiro humano. Por isso, muitos condutores o premiam, no agility (esporte canino), deixando-o pular no colo e, muitas vezes, permitem lambidas no rosto. É preciso, porém, evitar esse tipo de intimidade com os cães agressivos, pois podem atacar mesmo ao receber carinhos e elogios.

Não recompensar a desobediência
Muitas vezes premiamos o cão justamente quando ele escolhe não atender ao nosso comando. Parece óbvio, mas, se ele não obedecer, vale estarmos atentos para não lhe dar biscoito, brinquedo ou seja lá o que ele quiser.

Outro caso muito comum é a pessoa oferecer petisco ou recompensa para conseguir algo do cão que está desobedecendo, como ao querer tirá-lo de casa quando se recusa a sair. Quem usa essa estratégia, em pouco tempo, terá um cão que preferirá obedecer só quando alguém oferecer algo bem interessante para ele.

Não punir a obediência
É preciso associar a obediência a coisas e situações prazerosas e não a punições. Voltar de um passeio, tomar banho, ter que engolir remédio são punições para a maioria dos cães. Portanto, o cão que brinca no parque e atende ao chamado do dono, se for preso na guia logo em seguida e levado para casa, se sentirá punido. E não terá a menor motivação para obedecer novamente.

Como agir, então, para dar remédio ao cão ou para levá-lo embora depois de um passeio no parque? Pode-se chamá-lo diversas vezes e recompensá-lo, cada vez que vier, com algo que adore, como um brinquedo, carinho ou petisco. Só depois disso, prende-se o cão na guia. A brincadeira continua por um pouco mais de tempo, antes de ele ser levado para casa ou para onde lhe será dado o remédio. Dessa maneira, a frustração de ir embora ou de tomar remédio se diluirá nas diversas vezes em que o cão for recompensado. Haverá, também, maior distância temporal entre a obediência e a “punição”.

Nem sempre recompensar
Devemos mostrar ao cão que nem sempre ele será recompensado, mas que não lhe faltarão chances para ganhar algo que o agrade. Isso é importante, pois evita que desista de obedecer. É como quando o carro de uma pessoa pega sempre na primeira tentativa enquanto o de outra só pega às vezes. Ao falhar a partida, a segunda pessoa tentará acionar a ignição por muito mais tempo, por acreditar que a qualquer momento o motor voltará a funcionar, enquanto a outra estranhará a situação e desistirá muito mais rapidamente.

Só convém começar a recompensar alternadamente o cão quando ele estiver razoavelmente adestrado. Caso contrário, poderá ficar confuso e desanimar.

Recompensas em qualquer momento e lugar
É comum ouvir a reclamação de que o cão só obedece na área onde estão guardados os seus biscoitos ou quando há algo do interesse dele na mão da pessoa que dá ordem. O truque é você fazê-lo acreditar que poderá ser recompensado em qualquer lugar e a qualquer momento, mesmo quando não houver nada nas suas mãos.

Para conseguir isso, deixe petiscos em diversos pontos da casa e esconda alguns deles no bolso. Use-os para surpreender o cão em momentos nos quais ele não espera ganhar recompensa. Em questão de dias, no máximo, o seu aluno estará obedecendo em qualquer ambiente.

Não parecer disputa de poder
Um cão dominante pode recusar obediência até mesmo quando o prato dele, cheio de comida, estiver nas mãos do dono. Se isso acontecer, não deverá ser forçado a obedecer e nem deverá levar bronca. A pessoa simplesmente irá embora, sem demonstrar chateação nem irritação, depois de ter deixado o prato em cima de um lugar fora do alcance do cão.

Uma nova chance será dada depois de algum tempo, que pode ser de até poucos minutos. Assim, ele associará a obediência com a oportunidade de obter o que deseja, em vez de associá-la com perda de poder.

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Motivando o cachorro a aprender a obedecer ? – Parte 1

Photo credit: http://www.petsadviser.com / Foter / CC BY
Photo credit: http://www.petsadviser.com / Foter / CC BY

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. 

É muito mais prazeroso ensinar um aluno motivado. Ele nos olha com atenção, procura fazer a parte dele da maneira correta e não desanima nem desiste facilmente. Também é gostoso ver alguém desenvolver uma atividade com perfeição e prazer. Por causa da enorme contribuição da motivação para o aprendizado e para a sua retenção, existem diversas técnicas para empresários, pais e professores motivarem seus funcionários, filhos ou alunos, por exemplo.

Mas, até onde eu sei, não há nada específico sobre como motivar cães a gostar de aprender e a sentir prazer em ser obedientes. Neste artigo, procuro transmitir os conhecimentos mais importantes que acumulei a partir de muitos erros e acertos e de bastante estudo sobre o comportamento animal.

Repetir o que é bom, evitar o que é ruim
Partiremos do princípio de que o cão procura fazer o que lhe traz prazer e evitar o que é incômodo para ele. Assim, quando ele obedece, é porque quer ganhar algo que deseja, como atenção, carinho e petiscos, ou porque quer evitar o desconforto de uma repreensão, por exemplo. Sempre há um interesse envolvido, e isso é normal e natural!

Sem a expectativa da troca, seja para ganhar algo gostoso, seja para evitar algo ruim, o cão não se sentirá motivado a obedecer. Ele pode, portanto, obedecer ao comando “senta” para ganhar carinho, petisco ou para evitar o desconforto de ter alguém pressionando a traseira dele ou apertando seu pescoço com a guia.

Prazer ou desconforto
Quando causamos uma sensação desagradável no cão, para forçá-lo a nos obedecer, associamos um sentimento de desconforto a tudo o que ele está percebendo. Com isso, o cão pode deixar de gostar do local onde é adestrado, da coleira que usa e até da pessoa que o adestra.

Mesmo que o forçamento seja funcional, para motivar o cão a obedecer, não o é para ensiná-lo a gostar de aprender, gostar de quem o treina e do local onde isso acontece. Por que, então, alguns cães ensinados com reforços negativos amam tanto seus treinadores? Porque os associam também com sair para passear, receber atenção e carinho. Mas esses cães ficariam mais motivados a aprender e sentiriam mais prazer em obedecer ao adestrador se ele usasse técnicas mais positivas.

Evite frustrações
Um dos maiores inimigos da motivação é a frustração. Seja do cão, seja do treinador, o qual, ao ficar frustrado, pode contribuir para a desmotivação do animal. Geralmente, a frustração ocorre quando o cão não consegue fazer o que desejamos. Em geral, porque foi submetido a um treino mais difícil do que seria necessário. Por exemplo, para executar o comando “deita”, é preciso que o cão faça uma seqüência de posições intermediárias.

Se, ao começar a treinar esse comando, ele já tiver de fazer a seqüência completa de movimentos, é mais provável que desista antes de terminar. E sairá frustrado por não ter conseguido abocanhar o petisco que viu na mão do treinador. Ele se lembrará disso e, no próximo treino, estará menos motivado a fazer aquele exercício.

Estabeleça metas fáceis de serem atingidas e recompense o cão sempre que ele as alcançar. No caso do comando “deita”, por exemplo, dê petisco a cada movimento que o cão fizer. Dessa maneira, o objetivo final será atingido com maior rapidez e com muito menos frustrações.

Pagamento justo
Cães também têm seu preço! A recompensa pela execução de comandos que requerem maior esforço para serem atendidos deve ser maior do que a normal. Assim, o cão estará motivado a obedecer a qualquer comando em qualquer situação. Caso contrário, ele irá avaliar a situação e decidir se obedecerá ou não.

O preço pode variar de acordo com a situação. Por exemplo, vale muito mais o cão atender ao “vem” quando chamado num parque cheio de cheiros e de cachorros para brincar, do que quando chamado dentro de casa, sem a concorrência de outro estímulo. Também vale mais o atendimento a comandos dos quais o cão gosta menos. É o caso do “deita” e do “morto”, quando comparados com o “senta” e o “dá a pata”.

O cão que avalia constantemente se deve ou não obedecer perde a motivação e responde aos comandos com mais lentidão e menor interesse. Por isso, procure recompensá-lo de modo que ele se sinta cada vez mais interessado em obedecer. No próximo artigo, darei mais dicas de como motivar o cão a obedecer e a se comportar.

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O que molda o comportamento dos cachorros

Photo credit: Desfolio / Foter / CC BY-ND
Photo credit: Desfolio / Foter / CC BY-ND

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. 

Diversos fatores podem influenciar o modo como um cão age. Saiba quais são.

Raça ou criação?
A pergunta que mais ouço é: o que determina o comportamento de um cão? A raça ou o modo de criá-lo? A resposta quase sempre frustra porque não é simples. As pessoas gostariam que ela fosse simples e, de preferência, que confirmasse o que pensam. Mas a tentativa de simplificá-la demais pode resultar em preconceitos relacionados com o comportamento das pessoas ou das raças de cães.

Temperamento
Podemos dizer que o temperamento reflete a maneira como o cão sente as coisas. Reações como medo, curiosidade e agressividade diante de um estranho são influenciadas pelo temperamento. Um cão medroso, por exemplo, tenderá a se encolher diante de situações novas ou que considere perigosas. A partir de uma pequena diferença de temperamento, podem ser desenvolvidos comportamentos completamente distintos.

Entre dois cães que têm medo de outros cães, um poderá ficar mais medroso se nunca interagir com exemplares da espécie e o outro poderá, aos poucos, perder a fobia caso passe por experiências positivas. Da mesma forma, se dois cães ficarem atrás de um portão em ocasiões diferentes, o mais agressivo poderá se sentir provocado pelos passantes que se assustam ao vê-lo, enquanto o mais dócil poderá receber carinho dessas pessoas. Com o tempo, as diferenças entre os dois ficarão mais evidentes. Um se tornará bem agressivo e o outro, bastante dócil.

Tipos de temperamento
O maior estudo que conheço sobre a classificação de cães por tipos de temperamento levou em consideração mais de 15.000 exemplares. Foram determinadas as seguintes classes: brincalhões, curiosos ou medrosos, interessados em perseguir coisas, sociáveis e agressivos.

De acordo com as classes de temperamento nas quais um cão se enquadra, é possível saber como ele se comportará diante de estímulos. Por exemplo, um cão brincalhão e medroso brincará quando estiver em lugar conhecido, mas ficará acuado em ambiente desconhecido.

Efeitos da raça
Na média, cães de raças diferentes podem ter comportamentos distintos. Muitos mais Labradores correm atrás de bolinhas do que Akitas. Por quê? Porque, na média, correr atrás de objetos é mais típico do temperamento dos Labradores. Goldens Retrievers costumam ser mais sociáveis com estranhos do que Rottweilers. Portanto, a raça à qual o cão pertence pode ter, sim, influência no comportamento.

Mas há muitas exceções. Sempre que definimos o temperamento de uma raça, devemos ter em mente que é na média. Em nenhuma raça todos os indivíduos têm o mesmo temperamento. Rottweilers mansos e Goldens Retrievers agressivos não são tão raros quanto se costuma imaginar.

Educação e ambiente
Não devemos subestimar o poder do ambiente sobre o comportamento dos animais. Um cão pode aprender a controlar o temperamento agressivo ao receber educação. O exemplar de temperamento medroso pode deixar de temer gente se tiver contato com muitas pessoas de maneira correta e se as associar a coisas boas. É possível mudar com facilidade alguns comportamentos pela educação, mas outros são dificílimos de alterar. Transformar em corajoso um cão com temperamento medroso, quando possível, exige muito trabalho.

Quanto antes se percebe como é o temperamento de um cão, tanto maiores as chances de controlar sua influência sobre o comportamento dele. Essa avaliação, em conjunto com a adoção de um programa específico de adestramento, pode ajudar a evitar problemas futuros para o cão e para a família.

Função original
Parece óbvio que cães de guarda sejam mais agressivos e que cães de caça gostem de perseguir coisas, por exemplo. Mas, por mais estranho que possa parecer, não é o que demonstram os estudos recentes sobre comportamento. Ou seja, dizer que uma raça tem este ou aquele temperamento por causa do grupo em que está inserida — guarda, caça, etc. –, já era!

A explicação mais plausível é que, nas últimas décadas, a seleção artificial feita pelo ser humano modificou muitas aptidões originais de raças. Como exemplo, podemos citar Dobermanns guias de cego nos Estados Unidos, função na qual o cão não pode demonstrar nenhuma agressividade, apesar de o Dobermann ter sido desenvolvido inicialmente para atuar na guarda.

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Como ensinar seu cachorro a expressar desejos

Photo credit: Canfield3 / Foter / CC BY-ND
Photo credit: Canfield3 / Foter / CC BY-ND

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. 

Há milhares de anos, homem e cão vivem uma relação estreita. Os cães mais eficientes nas atividades em parceria, como caça, companhia e guarda, eram os que se comunicavam melhor e foram os selecionados para procriar. Isso pode ter aumentado a inteligência da espécie e desenvolvido a sua comunicação com os seres humanos.

Como o cão se comunica com o homem
São muitas as possibilidades de os cães se comunicarem com os humanos. Desde por sinais típicos da espécie, como latir, chorar, rosnar, mostrar os dentes e abanar a cauda, até por sinais aprendidos durante a relação com o proprietário. É o que podemos notar no seguinte depoimento, dado por um dono cão: “Se ele quiser ossinhos que ficam num armário da cozinha e eu estiver na sala, me cutuca com a pata e tenta me levar para a cozinha. Quando chego lá, ele bate com a pata no armário para deixar claro o que quer. Quando mostro que entendi, fica todo feliz e, em geral, senta para esperar que eu dê o que pediu”.

Para entender melhor como acontece a comunicação entre cão e pessoas da casa, colhemos mais de quatro mil relatos relacionados ao assunto. Embora possam não exprimir exatamente a realidade, mostram pontos importantes sobre o comportamento canino e sobre como o ser humano o interpreta.

Como evolui a comunicação
A maioria dos proprietários acaba criando sem querer, um sistema de sinais que permite ao cão expressar desejos e pedir objetos e atividades. Mas como isso ocorre? Quando um proprietário vê o cão lambendo as últimas gotas de água do bebedouro, coloca mais água no pote. Com o tempo, o cachorro percebe que pode pedir água simplesmente lambendo o porte. Não é difícil imaginar que, por meio do mesmo processo, o cão aprenda a pedir comida, brinquedo, etc.

Dicas para ensinar o cão a pedir o que deseja
Ao compreender o processo que permite ao cão se comunicar, podemos criar situações propícias para que a comunicação se desenvolva. Primeiro, procure evitar que os sinais produzidos pelo cão sejam muito parecidos, dificultando a interpretação. Para saber se ele sta com sede ou fome ao encostar o focinho no pote vazio, use potes diferentes para dar água e comida. Pelo mesmo motivo, deixe a guia para passear em local diferente do dos biscoitos, já que o cão se aproximará da guia para pedir passeio e dos petiscos quando estiver interessado neles.

Crie situações em que o cão possa “pedir” o que deseja. Por exemplo, coloque menos comida no prato dele. E quando ele estiver lambendo os farelinhos das sobras, ponha mais. Aos poucos, o cão lamberá o prato para fazer um pedido. Outro treino é perguntar ao cão que chega perto da guia se quer passear e, em seguida, levá-lo para dar uma volta. Assim, ele perceberá que pode influenciar com atitudes o comportamento do dono

Cuidado para não ser totalmente manipulado pelo cão
Ensinar um cão a se comunicar não significa se tornar escravo dele. Ou seja, não é porque o cão pediu determinada coisa que você precisa servi-lo. Com o tempo, ele percebe o que pode pedir e quando. Minha cadela Sofia, por exemplo, sabe que existe chance de sairmos para passear quando estou me vestindo.

Sempre que começo a me calçar, Sofia corre para o painel eletrônico e aperta um dos oito compartimentos do painel (veja foto), aquele que corresponde a “PASSEAR” (nesse momento, uma gravação diz a palavra “Passear”). Mas na maioria das vezes eu não posso levá-lo comigo e tenho de dizer “Passear, não!”. Há ocasiões em que ela insiste, mas em geral desiste e vai deitar-se no sofá predileto.

A comunicação mais eficiente com nosso animal é muito gostosa. Por isso, recomendo a todos os proprietários de cães que ponham em prática um programa nesse sentido.

Resumo

– O cão tem predisposição genética para se comunicar com o ser humano.
– Você pode criar sinais para permitir ao seu cão que peça objetos e atividades a você.
– Durante o treino, quando o cão se aproximar do prato de comida, coloque mais alguns grãos de ração. Quando ele lamber as últimas gotas de água do pote, ponha mais água. Quando ele manifestar interesse em pegar a coleira, leve-o para passear.
– Se você não quiser fazer a atividade relacionada ao sinal produzido pelo cão, diga simplesmente “não”.

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Usando o laser na comunicação com o cachorro

Photo credit: elisa416 / Foter / CC BY-ND
Photo credit: elisa416 / Foter / CC BY-ND

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal.

Desde pequeno, Oliver, um cãozinho da raça Teckel, não atendia a chamados e nem parecia ligar para qualquer tipo de bronca. Seus donos experimentaram de tudo para educá-lo. Na tentativa de reprimi-lo, foram instruídos a mudar o tom de voz, a bater um jornal no chão, a gritar, mas nada adiantava. Oliver simplesmente abanava o rabo enquanto os familiares berravam com ele por ter feito coisa errada.

Cansada de ser ignorada por Oliver, Marina, a proprietária, resolveu tentar descobrir o que estava acontecendo. Levou-o a uma consulta com o veterinário e tudo ficou claro: o cão era completamente surdo.

Depois do susto causado pela notícia – ninguém na família imaginava que o problema estivesse relacionado à audição de Oliver – veio a pergunta: como educá-lo, já que não ouvia?

Havia a possibilidade de adotar a comunicação por gestos, mas isso só funcionaria quando Oliver estivesse olhando para quem pretendesse lhe dar comando, recurso insuficiente para educar um cão. Era exatamente quando estivesse entretido com uma peraltice ou se distraindo depois de fazer arte que Oliver deveria perceber a intervenção humana por meio de uma bronca, para deixar de repetir a má-criação no futuro.

Criando um novo sistema de sinais

Para obter comunicação eficiente com o cão sem o uso de mensagens sonoras, imaginamos adotar dois sinais luminosos. Um era a bolinha vermelha produzida pelas canetinhas a laser, para chamar a atenção do cão bem como direcioná-lo para lugares específicos. O outro consistia em piscar a luz branca de lanterna comum e associar o sinal ao significado repreensivo do “não”.

Para alegria geral, Oliver aprendeu em apenas cerca de 20 minutos a reagir às luzes. Púnhamos um petisco no chão, sem que ele visse, e movimentávamos a bolinha luminosa para conduzi-lo ao lugar onde estava o alimento, o qual funcionava como prêmio para estimular o cumprimento da missão. O “vem” foi treinado facilmente. Bastava apontar o laser para um local visível por Oliver e trazer o cão até nós pela bolinha luminosa. Assim que ele se aproximava, era recompensado com petisco.

Para relacionar a piscada de luz branca com o “não”, colocamos um prato em local acessível para Oliver e, quando ele vinha “roubar” a comida, o impedíamos e piscávamos a lanterna, ao mesmo tempo em que borrifávamos água na cara dele. A frustração de Oliver por não conseguir pegar a comida e o desconforto físico causado pela água provocaram o resultado desejado e a associação deu certo. Para Oliver desistir da idéia de “roubar”, passou a ser suficiente piscar a luz da lanterna quando ele se aproximava da comida.

Com a ajuda dos sinais luminosos, Oliver e seus donos vão aprender a se comunicar cada vez melhor e, quem sabe, inspirar outros donos de cães a fazer o mesmo.

Possibilidades do laser

As dicas aqui apresentadas podem ser aproveitadas com cães em geral, com ou sem problemas auditivos, e são adequadas para adoção por pessoas mudas. O laser permite também criar possibilidades como apontar com precisão objetos para ensinar o cão a buscá-los e treinar cães de guarda a vistoriar lugares indicados pela bolinha de luz.

Alguns cuidados com o laser

Vale lembrar que a bolinha vermelha produzida pelo laser pode deixar o cão “maluco”, tentando caçá-la. Quando isso acontecer, evite mover a luz rápido demais para estimular ainda mais a tentativa de caça, o que pode deixar o cão excitado demais e faze-lo perder a concentração, atrapalhando o aprendizado de comandos como o “busca” e o “vem”. Outro cuidado é não direcionar o laser para os olhos do cão, para não haver risco de prejudicar a visão dele.

Resumo das dicas

  1. O uso de sinais luminosos permite melhorar a comunicação com o cão. Canetinhas a laser são ótimas para apontar locais e objetos.
  2. A má-criação do seu cão pode estar associada a deficiências auditivas.
  3. Para ensinar o cão a seguir a luz do laser, esconda petiscos e aponte-os com a bolinha luminosa.
  4. Nunca direcione o laser para o olho do cão.
  5. Evite movimentos bruscos com o laser se o cão estiver tentando caçar a bolinha de luz.

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