Ensine seu cão a brincar de caça ao tesouro

Sempre falamos por aqui da importância de proporcionar atividades físicas e mentais para aumentar a qualidade de vida dos cães, não é mesmo?! E hoje, falaremos de uma brincadeira que estimula os pets das duas formas: a caça ao tesouro!

Essa simples atividade, além de divertir a família toda, ajuda o peludo a usar seus instintos naturais de faro e caça! E não são apenas os cachorros de determinadas raças que podem brincar, todos são capazes. Confira o passo a passo para ensiná-los:


➡ Escolha um local da casa sem objetos que quebrem ou ofereçam riscos ao animal.

➡ Peça o “fica” ao pet. Se ele não souber, peça para alguém segurá-lo ou prenda-o com uma coleira num ponto fixo ou atrás de um portãozinho pelo qual ele consiga te ver.


➡ Pegue alguns pedaços de petisco e os coloque, a princípio, em alguns locais bem à vista, como em cantos de parede, em cima do sofá ou perto da caminha.

➡ Use uma palavra de liberação como “procura” ou “ok” e incentive o peludo a ir atrás dos petiscos, apontando ou se posicionando perto deles.

➡ Cada vez que ele achar um pedacinho, elogie e dê carinho.

➡ Ao final da brincadeira, aumente a festa pra passar a mensagem que não há mais nada para procurar.

➡ Com a repetição e o uso de petiscos bem cheirosos, a tendência é que o cachorro passe a usar cada vez mais o faro e, assim, será possível realmente esconder os petiscos ou usar brinquedos no lugar deles.

Dicas para ensinar o cão a pegar o frisbee

Como sempre destacamos por aqui, a brincadeira é essencial para o desenvolvimento e bem-estar dos cães, ajudando a evitar problemas de comportamento e ainda estreitando o relacionamento com seus tutores.

Para quem tem pets mais agitados e atléticos (que costumam amar buscar bolinhas, por exemplo), o frisbee pode ser uma excelente forma de gastar a sua energia e, de quebra, proporcionar também um exercício divertido para a família toda! Confira a seguir algumas dicas:

➡ Comece com um frisbee mais maleável (como borracha) para evitar que o pet machuque a boca. Depois que ele estiver indo bem na captura, é possível trocar por um mais duro e resistente.

➡ Estimule o interesse do cão pelo objeto, fazendo movimentos divertidos e o incentivando a cheirar e pegar com a boca.

➡ Antes de iniciar a atividade, ensine o peludo a passar por trás das suas pernas, contornando-as, e se posicionar ao seu lado. Se precisar, use um petisco e insira um comando verbal como “por trás”.

➡ Depois, comece a brincadeira jogando o frisbee bem rente ao chão, para chamar atenção do cachorro e facilitar que o agarre.

➡ Peça ao pet o comando “por trás” e quando ele estiver chegando ao seu lado, jogue o frisbee numa altura razoável e vá aumentando aos poucos. Se sentir dificuldade, faça essa volta junto com o cachorro.

➡ Não se esqueça de elogiar e comemorar se ele conseguir pegar!

Cuidados com o pet no verão

As altas temperaturas do verão fazem com que a maioria dos tutores se sinta mais motivado a passear e fazer mais atividades ao ar livre com os seus peludos, o que é ótimo para a qualidade de vida da família toda. Contudo, a estação mais quente do ano também exige alguns cuidados especiais, confira abaixo:

➡ É essencial seguir as recomendações de passear apenas antes das 10h e após às 16h, além de sempre checar a temperatura do asfalto antes de sair. Também é importante ficar atento aos sinais do pet: se ele parece muito ofegante e procura sempre uma sombra, talvez seja hora de retornar para casa.

➡ Cães brancos de pelo curto ou com mucosas claras devem usar protetor solar ao serem expostos ao sol!

➡ Verifique com o veterinário antes de tosar o seu animal: existem muitas raças com subpelo feito para protegê-los do frio e do calor. Se for o caso, tosar pode prejudicar mais do que ajudar!

➡ Aumente a frequência da escovação para retirar os pelos mortos e, se o pet for entrar na piscina ou brincar com água, certifique-se de secar muito bem os pelos para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

➡ Em casa, o peludo deve ter um local fresco, arejado e coberto para se abrigar. Também é preciso evitar deixá-lo no carro, mesmo com o ar condicionado ligado.

➡ A água deve ser trocada com mais frequência e pode ser complementada com pedras de gelo. É possível ainda oferecer frutas e brinquedos recheados congelados.

➡ Por fim, o antiparasitário deve estar em dia, pois a incidência de pulgas e carrapatos aumenta nessa época por causa do calor. Recomendamos utilizar produtos como o Bravecto, da @MSDFamiliaPET, que protege durante todo o ciclo da pulga e carrapato, eliminando-os do pet e do ambiente.

Dicas para o cão não pular nas visitas

Para quem tem cães em casa, receber visitas pode ser um desafio. Afinal, é comum que eles pulem bastante, chegando por vezes a assustar e machucar as pessoas.

Mas a boa notícia é que esse comportamento pode ser reduzido com estratégias simples e um pouco de paciência e dedicação! Confira algumas dicas:

➡ Considere aumentar os exercícios físicos (como passeios e brincadeiras intensas) e mentais (como treino de comandos), assim como os itens de enriquecimento ambiental. Inclusive, é importante organizar a rotina para exercitar o pet um pouco antes de a visita chegar.

➡ Todos da casa devem passar a evitar os pulos (pulando para trás e virando de costas, por exemplo). Mesmo que o pet consiga pular, ele só deve ganhar atenção e carinho quando estiver com as quatro patas no chão.

➡ É essencial também que todos entrem na casa de forma calma, sem excitar demais o animal – sejam moradores ou convidados.

➡ Todas as vezes em que você chegar em casa, antes do pet pular, peça o comando “senta” e recompense bastante para que vire um hábito. Se ele ainda não souber o comando, pegue um petisco e segure um pouco acima da cabeça dele e, assim que sentar, dê um pedaço. É possível também ensiná-lo a ir buscar um brinquedo para afastá-lo da porta.

➡ Conte com a ajuda de um amigo para passar esses treinos para uma situação real de chegada de visitas.

➡ Se o cãozinho ainda estiver em treinamento, é recomendado usar um portãozinho ou a guia para impedi-lo de pular nos convidados assim que entrarem. Assim, o pet pode cheirá-las e ir se acalmando antes que tenha acesso completo.

Como montar o enxoval do novo pet

A chegada de um novo pet envolve a compra de alguns itens para o seu conforto e bem-estar. Apesar da empolgação e das inúmeras opções disponíveis, é muito mais importante pensar na funcionalidade na hora da escolha e não apenas no estilo.

Por isso, separamos algumas dicas de como escolher os produtos:

➡Caminha: escolha o tipo (caminha, casinha, toca ou colchonete) de acordo com o clima do local. Prefira também itens mais simples, pois filhotes tendem a estragar as coisas nessa fase.

➡Comedouro e bebedouro: se o cão tem pelos longos, os potes rasos e largos são melhores, enquanto que pets maiores podem se beneficiar de pratinhos mais altos. Inox e cerâmica são os materiais mais resistentes e higiênicos.

➡Coleira: os filhotes crescem rapidamente, então invista em um modelo simples e leve de pescoço para carregar uma medalhinha de identificação. É bom também adquirir um peitoral confortável e uma guia para iniciar os treinos de passeio.

➡Cercadinho ou portãozinho: devem ser altos e resistentes. A área designada para o pet deve ter um tamanho que permita que se coloque a caminha, brinquedos e potes de um lado e banheirinho do outro.

➡Alimentação: a mais indicada são rações super premium ou alimentação natural prescrita por nutrólogo, mas é importante continuar oferecendo a comida que ele já vinha comendo e aos poucos ir misturando e fazendo a troca.

➡Superfície para o banheiro: tapetes higiênicos costumam ser mais aceitos, mas muitas vezes os cães vão preferir o que usavam no primeiro local que viveram (comumente, o jornal).

➡Brinquedos de diferentes funções: recomendamos itens para roer (nylon e borracha são os melhores), brinquedos que soltam comida, bolinhas (maiores que o tamanho da boca do pet) e bichinho de pelúcia (com olhos de tecido). Não tenha apego ou gaste muito nisso, pois a ideia é que estraguem mesmo, por isso, devem ser supervisionados.

Seu cão não deixa outro animal chegar perto de você?

Muitos cães se mostram incomodados com a aproximação de outros animais de seus tutores, mostrando desde sinais leves de desconforto, como entrar na frente, até os mais graves, como rosnar e morder.

Mas o que costuma-se nomear como ciúme, para eles, na verdade, está associado à posse, ou seja, a necessidade de defender um recurso importante – no caso, nós!

Isso pode trazer muitos problemas para a convivência no dia a dia e também prejudicar seriamente o bem-estar do próprio animal. Por isso, separamos a seguir algumas dicas gerais para ajudar:

➡ Acostume- o a conviver com outros animais desde novinho, fazendo uma socialização associada com recompensas como petiscos e elogios.

➡ Se o pet já é mais velho, comece avaliando se as necessidades básicas estão sendo supridas, como atividades físicas e mentais diárias, além de acesso à enriquecimento ambiental. Um cão com energia acumulada é mais estressado e ansioso.

➡ Mostre que a presença de outro animal só rende coisas boas e não o contrário. Para isso, vá para um local com pets, fique numa distância segura e ofereça petiscos, diminuindo a distância gradativamente. Se o problema for dentro de casa, tenha o hábito de jogar uma guloseima para ele antes de se aproximar dos outros.

➡ Ensine comandos de obediência básica e limite, como “senta”, “deita”, “fica” e “não” para que possam ser usados nos momentos de possessividade. Insira o hábito de treinar em sua rotina para sempre exercitar o autocontrole dele.

➡ Enquanto ele ainda apresentar esse comportamento mesmo que em menor intensidade, não coloque-o em situações que possam ser gatilho. Só saia com coleira e guia (e focinheira, se necessário!) e evite interagir demais com outros animais.
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➡ E não deixe de contar com a ajuda de um profissional de comportamento animal para estruturar o treino da forma mais segura possível para todos!

Seu cão cheira o chão na presença de outros animais?

Farejar faz parte da natureza canina, mas se o seu cachorro avista outro peludo desconhecido e imediatamente cheira o chão, provavelmente ele está tentando se comunicar e passar a mensagem: “oi, está tudo bem, você não me conhece, mas eu não ofereço risco a você”.

Esse comportamento é um dos chamados Calming Signals (ou Sinais Apaziguadores), nomeados pela pesquisadora norueguesa Turid Rugaas, que identificou e compilou em um livro 30 sinais corporais que os cães usam para apaziguar conflitos de forma não agressiva.

No caso de cheirar o chão (ou moita, árvore ou o que aparecer primeiro!), a comportamentalista explica que, ao mesmo tempo em que é usado para evitar o contato visual – que não é bem recebido por cães inseguros ou não amistosos –, também convida o outro animal a explorar o ambiente, desviando o foco da aproximação.

Contudo, nem sempre o sinal será capaz de tranquilizar os pets. Por isso, se algum deles não parecer confortável e convidativo, é essencial que os tutores afastem seus peludos e o impeçam de se aproximar! Mesmo que nosso pet não tenha traços de agressividade, é também nossa responsabilidade observar todas as interações para impedir que acidentes aconteçam! ⠀

Gostou de conhecer esse aspecto da comunicação canina? Continue contando com a equipe da Cão Cidadão para entender ainda mais sobre seu melhor amigo!⠀

Seu cão sempre tenta fugir?

As principais causas que fazem um cão tentar fugir costumam ser o tédio e os instintos de caça e proteção. Existem ainda outros motivadores, como medo (de trovões e fogos, por exemplo), ansiedade de separação, desorientação e até mesmo uma fêmea no cio por perto, no caso dos machos. Ou seja, a intenção não é “nos abandonar”, mas sim, explorar ou simplesmente uma ação impensada.

Mas, obviamente, isso não significa que não devemos fazer de tudo para impedir! Afinal, os riscos da rua são muitos e nem sempre o animal saberá como voltar. Por isso, separamos a seguir algumas dicas para ajudar:

➡ Coloque uma medalhinha de identificação na coleira do pet (e nunca tire!).

➡ Dificulte as rotas de fuga: existem telas de proteção bem econômicas que podem ser instaladas em portões e ajudar a aumentar muros. Além disso, a família deve mudar os hábitos para impedir que o peludo possa acessar as portas de saída.

➡ Aumente as atividades físicas (de preferência passeio) e proporcione desafios mentais diários ao peludo, como treino de comandos e caça ao tesouro.

➡ Enriqueça o ambiente com variados itens: para roer, para “caçar o próprio alimento”, para farejar, para destruir… Faça um rodízio com regularidade.

➡ Diminua os estímulos que podem provocar uma fuga, por exemplo, restringindo o acesso do pet ao portão ou vedando janelas para reduzir o som de tempestades.

➡ Se o bairro tem muitos cães soltos, vale à pena conversar com o veterinário sobre a possibilidade de castração.

➡ Ensine o comando “fica” dentro de casa, depois na garagem com a porta fechada e depois na garagem com a porta aberta (mas com ele preso numa guia em ponto fixo). E não deixe de contar com a ajuda de um profissional da Cão Cidadão para te ajudar a conduzir esse treino!

Regras para circular com os cães

Apesar de os cães fazerem a cada dia mais parte das famílias e sociedade brasileiras, existem algumas leis que regulam a circulação deles. Afinal, não é todo mundo que gosta de animais, e essas pessoas precisam ser respeitadas! Além disso, é importante sermos tutores conscientes para evitarmos acidentes.

As mais conhecidas são as leis sobre o uso de enforcador e focinheira em animais ferozes, que existem em várias cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco. Em comum, elas exigem o uso do acessório em raças estigmatizadas como “violentas”, como Pit Bull, Fila, Dobermann e Rotweiller, por exemplo.

Por outro lado, não existe nenhuma lei em território nacional que proíba a circulação de pets tranquilos e de outras raças fora da coleira. Contudo, além dos perigos que o próprio cão estará exposto, como atropelamento e fuga, os cidadãos têm a responsabilidade civil de arcar com todos os danos causados por seus cães. Ou seja, a não ser em locais específicos, o mais recomendado é mantê-los seguros na coleira (já existem modelos de guia bem longos, para dar mais liberdade a eles!).

Em relação ao transporte público, muitas capitais, como Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Rio de Janeiro, permitem a circulação de cachorros de porte pequeno (até 10kg), dentro de caixas de transporte. Pets médios e grandes não são contemplados. Já se os peludos forem transportados em veículo próprio, o Código Brasileiro de Trânsito proíbe que eles fiquem soltos, no colo e/ou com a cabeça para fora da janela.

Independentemente de concordarmos ou não com as normas, é importante sempre procurar conhecê-las e segui-las, para que nossos pets possam ter cada vez mais acesso ao nosso dia a dia e lugares que frequentamos, como restaurantes, praias, hotéis e shoppings.

Dicas para reduzir os latidos dos cães.

Latir faz parte da natureza canina. Ou seja, dificilmente o comportamento pode ser 100% extinto – e nem seria saudável! Por outro lado, latidos em excesso podem indicar que o bem-estar do pet está comprometido e/ou que a comunicação com ele está falhando. Dessa forma, o foco deve ser em trabalhar para reduzir o estresse do peludo e redirecionar a sua energia para atividades que lhe proporcionem mais qualidade de vida! Por isso, confira a seguir algumas estratégias:⠀

➡ Comece visitando o veterinário para um check-up, uma vez que problemas de saúde podem fazer o animal ficar mais sensível e latir mais.

➡ Aumente a quantidade de passeios semanais e introduza outras atividades na rotina, como brincar de bolinha. Além disso, proporcione estímulos mentais como treino de comandos.⠀

➡ Enriqueça o ambiente para incentivá-lo a usar outros comportamentos além do latido. Brinquedos que soltam petisco (como Pet Ball e Kong) e caça ao tesouro são ótimas opções, além de itens para roer e até elementos naturais, como coco verde. Não se esqueça de supervisionar as primeiras interações!

➡ Não reforce o comportamento! Não ofereça petisco para o pet parar e evite falar com ele no momento do latido, mesmo que seja para dar bronca. Prefira ignorar ou distraí-lo, correndo para outro lugar, por exemplo.

➡ Ensine-o a te chamar de outra forma, tocando a patinha em sua perna, por exemplo. Para isso, dê muita atenção (e petiscos, se quiser!) sempre que ele fizer o movimento escolhido.⠀

➡ Por fim, não deixe de contar com a orientação de um profissional da equipe da Cão Cidadão para ajudar a identificar e montar um plano de treino completo para dessensibilizar os gatilhos dos latidos.