Quando um cão ataca a sua família

flickr.com/Steve Garner
flickr.com/Steve Garner

Por Oliver So, adestrador da equipe Cão Cidadão.

Uma família recebe um cãozinho em casa com tudo o que ele tem direito: água, comida, caminha, brinquedos e muito amor. Mesmo assim, ele começa a evitar as pessoas e a ficar pelos cantos. Como a família quer muito que o novo amigo peludo se sinta mais integrado e amado, se esforça para mantê-lo sempre por perto, faz carinho e o coloca no colo. Até que o cão ataca um membro da família. Essa situação pode parecer absurda, mas acontece com mais frequência do que imaginamos.

Mas como pode um cão atacar aqueles que só dão amor e carinho para ele? Isso significa que os cães não são confiáveis? Claro que são. Eles costumam dar sinais de que estão desconfortáveis – bocejam, lambem o focinho, evitam contato visual, mostram os dentes, rosnam, entre outros. É preciso conhecer bem o seu animal para poder tratá-lo como ele precisa ser tratado: com respeito.

Cada cão tem características individuais. Mesmo animais de uma mesma raça ou ninhada podem ter perfis comportamentais completamente diferentes. Alguns são medrosos, podem ter um problema crônico de saúde, foram maltratados antes de chegar na sua casa, outros apenas não gostam de ficar no colo sendo acariciados ou podem até estar se sentindo ameaçados.

Normalmente, os cães tendem a evitar conflitos. As alternativas ao ataque são a fuga de determinada situação ou a paralisação – o cão simplesmente para e “se entrega”. O ideal é que o animal viva em um ambiente em que não precise atacar, fugir ou paralisar. Agir de uma dessas formas significa que ele está vivendo sob grande estresse. Portanto, aqui vão algumas dicas para lidar da melhor forma com essa situação:

• Tenha bastante paciência e persistência para treinar. Associe as situações em que o animal fica desconfortável ou estressado com coisas agradáveis, como petiscos gostosos e brincadeiras. Ele poderá ficar mais confiante e se acostumar ou, ao menos, passar a tolerar tais situações.

• Consulte regularmente um veterinário para avaliar o bichinho. Problemas comportamentais, inclusive ataques, podem ser originados por problemas de saúde.

• Nunca ter acontecido um ataque não é garantia de que nunca acontecerá. Se os limites do cão não forem respeitados, ele poderá atacar.

• Não espere que um cão seja igual a outro que você já teve. Se seu bichinho atual não gosta de ficar no colo, por exemplo, não insista.

#Especial de Natal: exemplos de lealdade

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Quando chega esta época do ano, todos nós começamos a pensar sobre os momentos que passaram e tudo o que aconteceu ao longo dos meses. Momentos bons e ruins, mas que ficaram marcados para sempre. Quem tem um cãozinho em casa sabe bem que, além de companheiros, eles rendem boas risadas e momentos muito especiais. São exemplos de lealdade.

É claro que, às vezes, eles podem fazer aquela arte, mas, com carinho, paciência e reforço positivo é possível mostrar ao amigo o que ele pode ou não fazer e, assim, se relacionar de forma mais equilibrada e feliz com ele. Nós, da Cão Cidadão, acreditamos muito nisso. Ao longo de 2015, ajudamos donos e animais a conviverem de forma mais saudável, para que juntos pudessem ter muitos histórias de companheirismo para contar. Como essas abaixo, confira!

Owney, o cachorro do Correio

A relação entre os carteiros e os cães é polêmica há séculos, porém, esse longo relacionamento teve uma reviravolta. Em 1888, na agência de correios de Albany, Nova York (EUA), era comum ver um pequeno cachorro rodeando o local. Atraído pelo cheiro e texturas das bolsas dos carteiros, mesmo depois de ter sido deixado por seu dono, o animal continuou voltando à agência e acabou sendo adotado como mascote não-oficial da Railway Post Office.

Com o passar dos anos, Owney começou a acompanhar os trens de entrega e os carteiros, ganhando medalhas para cada grande jornada feita por ele. Em 1895, o cachorro fez uma volta ao mundo, viajando com as bolsas pelos trens e navios com destinos como a Ásia e Europa, antes de retornar a Albany. O animal era considerado um amuleto da sorte, pois, em uma época em que os trens sofriam diversos acidentes, nas jornadas que Owney realizou, os acidentes jamais aconteceram.

Fido

Fido foi adotado por um italiano durante a II Guerra Mundial. Ele esperava pelo dono no ponto de ônibus, todos os dias. Durante um bombardeio, o dono de Fido foi morto, mas isso não o impediu de continuar indo até o ponto de ônibus para esperá-lo voltar para casa, todos os dias, durante 14 anos.

Essas histórias são surpreendentes, não é mesmo? São momentos como esses que reforçam como os animais são leais e companheiros.

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