Você sabia que não é natural para o cão usar a guia?

dicas_interna-pet-na-pan

É fato que, para a segurança do próprio pet, é necessário que ele sempre utilize a coleira e a guia principalmente durante aquelas voltinhas no bairro. Esses acessórios são necessários, pois ajudam a manter o animal seguro e controlado.

Infelizmente, não são todos os pets que aceitam utilizar os utensílios de segurança facilmente, pois, para eles, não é natural ter algo acoplado ao seu corpo. “As pessoas percebem isso quando colocam pela primeira vez coleira e a guia em um cachorro e vão tentar levá-lo para passear. Por não compreender o que está acontecendo, o animal acaba fazendo força para o sentido oposto”, comenta o zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi.

Se o tutor se deixar levar pelo sentido proposto pelo cão, é possível que ele passe a ter essa atitude ruim sempre, já que, na cabeça dele, você permite que ele te puxe. O resultado pode ser bastante prejudicial: o pet pode se tornar cada vez mais rebelde na hora dos passeios.

Para evitar esse problema, é necessário ensiná-lo que vocês podem, sim, sair para passear, desde que ele ande ao seu lado. “A melhor forma de educar um cachorro, é ter algo que ele goste e queira muito”, aconselha Alexandre. “Pode ser uma brincadeira, um carinho ou um petisco. Esse é o momento de mostrar a ele que não há problema nenhum com a guia”, finaliza.

O importante é sempre manter o animal seguro. Lembre-se de que a responsabilidade pela vida do bichinho é sua.

Gostou desta dica? Se quiser contratar os profissionais em comportamento animal para realizar o adestramento, fale com a Central de Atendimento da Cão Cidadão, pelos telefones: 11 3571-8138 (São Paulo) e 11 4003-1410 (demais localidades).

Como saber se o cão está com frio?

dicas_interna-frio
https://www.flickr.com/photos/nathaninsandiego/6255819280/sizes/l

Com a frente fria que está chegando para derrubar as temperaturas em alguns estados do país, as blusas de frio começam a dar novamente o ar de sua graça e sair dos armários, a fim de esquentar os brasileiros. Mas, e os pets? Será que eles também sentem o frio que sentimos? Como descobrir?

Na verdade, os animais são protegidos por seus pelos e, por isso, sentem frio com muito menos intensidade que os humanos. De qualquer forma, é importante lembrar que ainda assim o pet sente frio e não é imune à doenças respiratórias e outras relacionadas ao inverno, por exemplo.

Dicas para cuidar com muito amor e aconchego do bichinho:

1. Como sei que meu pet está com frio?

“Uma das maneiras de descobrir se o animal está sofrendo de frio é prestar atenção se está tremendo ou se está procurando ficar bem encolhidinho”, alerta Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em adestramento e comportamento animal.

2. Posso colocar roupinhas no meu cãozinho?

Na maioria das vezes, mesmo que os pets não estejam apresentando nenhum dos sinais citados acima, os tutores, ao sentirem frio, imediatamente colocam uma roupinha no animal, para protegê-lo da friagem. Mas isso nem sempre é necessário. “A verdade é que a maioria dos cães, quando estão em atividades de adestramento, andando ou fazendo algum outro exercício, estão passando calor, principalmente quando estão com roupas”, comenta Alexandre.

Descobrir se o pet está incomodado com o calor é fácil, assim como no frio: basta prestar atenção nas atitudes dele, como observar a respiração e checar se ele está com a boca aberta e a língua um pouco para fora. “Colocar a roupinha no pet nesse momento não é ideal. É importante antes de deduzir se o bichinho está com frio ou calor, verificar, por meio de suas atitudes, o que de fato ele está sentindo”, finaliza Alexandre.

Atenção redobrada ao comportamento do animal é a chave para fazer a escolha acertada e oferecer ao bichinho bem-estar, saúde e segurança. Se ele apresentar resistência para se adaptar não somente às roupas, mas também aos acessórios úteis, o adestramento costuma ser um excelente exercício de dessensibilização.

Gostou desta dica? Se quiser saber mais sobre como adestrar o seu cão, ou contratar um de nossos profissionais, entre em contato com a Central de Atendimento da Cão Cidadão, pelos telefones: 11 3571.8138 (São Paulo) e 11 4003.1410 (demais localidades).

Festas de fim de ano e a ansiedade de separação

autor-tarsis-ramao

ansiedade

Os cães têm a princípio uma justificativa biológica para a ansiedade de separação. São animais sociais e que trazem na sua herança, desde que eram lobos, a necessidade de viverem em grupos, para caçarem, se defenderem e para garantirem sua sobrevivência. Então, é muito natural, que, ainda hoje, mesmo que domesticados, eles conservem essa necessidade de não querer ficar sozinhos.

Claro que, para alguns cães, isso pode ser mais acentuado por várias razões: desde uma separação precoce da ninhada no nascimento até o reforço dessa necessidade de companhia pelo próprio dono, acentuando essa hiper vinculação.

Diagnosticamos a ansiedade de separação a partir de vários comportamentos que o cão demonstra quando está sozinho ou na ausência de uma determinada pessoa da casa: comportamentos compulsivos, lambedura excessiva (automutilação), latidos excessivos, micção e defecação desordenada ou ausente por longo período, destruição de objetos, salivação excessiva, inapetência etc.

Como ajudá-los?

O ideal é que haja um tratamento preventivo para a ansiedade de separação. Desde os primeiros meses do cão, o aconselhável é que o dono habitue seu animal a ser o mais independente possível, aprendendo a lidar com a solidão. Ensine-o a ficar sozinho, mesmo quando o dono está em casa, no quintal ou em algum ambiente da casa, evitando que ele seja uma “sombra” constante.

Para controlar, precisamos verificar se essa ansiedade é ocasionada com a ausência de uma pessoa específica ou de forma generalizada. Isso porque, no caso de ser direcionada a um membro específico, o treino deve ser realizado por essa pessoa.

Treinamento

Devemos treiná-lo para entender que não há problema em ficar sozinho por alguns períodos do dia e que e que seu “grupo” voltará para casa.

Para isso, tentamos dessensibilizar as situações e rituais que normalmente já sinalizam para o cão que seu dono está saindo, o que já o deixa ansioso e tenso, como troca de roupas, pegar chaves e bolsas para saída, entre outras coisas.

Também aconselhamos que o dono torne o mais natural possível as chegadas e as saídas, para que seu cão não crie grandes expectativas com essas situações, tornando o período que permanece sozinho mais desagradável. Também é importante o treino do comando “fica”, que ensina ao cão a esperar o distanciamento do dono e que ele retorna depois de um período.

É muito importante também criar atividades e entretenimento para o cão na ausência do dono, para que ele tenha atividades e possa se distrair nesse período – o que chamamos de enriquecimento ambiental, normalmente feito com brinquedos e acessórios que escondemos e dificultamos o acesso do cão à comida e petiscos, para que ele possa permanecer ocupado tentando comer. Além de ossos recreativos e brinquedos mastigáveis. O treinamento deve ser feito de forma gradativa, respeitando a evolução que varia em cada caso.

Festas de fim de ano e a ansiedade do pet

Para qualquer cão, talvez os dias de Natal e o Ano Novo sejam bem delicados, por conta do barulho dos fogos, que alguns têm medo. Para um cão com ansiedade de separação, que já teme ficar sozinho, um dia/noite tumultuado pode deixá-lo ainda mais nervoso e amedrontado.

O ideal seria que o cão já tivesse sido bastante treinado, para que, nessa época, já estivesse com o problema da ansiedade resolvido ou pelo menos amenizado. Inicialmente, eu aconselharia a não deixar o cão totalmente sozinho. Se possível, deixá-lo na casa de algum parente ou amigo, ou mesmo em um hotel adequado.

Mas, se ambos não forem possíveis, tente deixar seu cão com bastante enriquecimento ambiental. Mantenha a televisão ou o rádio ligados com programas ou músicas que você costuma ouvir quando está em casa, e uma camiseta ou qualquer pano que tenha seu cheiro.

Consulte um especialista

Normalmente, o treino para ansiedade de separação é bastante complexo e demorado, requer paciência e dedicação dos proprietários. Muitas vezes, aconselhamos consultar um bom veterinário, para verificar a utilização de algum medicamento, mas isso não exclui a necessidade de treinamento.

Saiba como lidar com seu cão bagunceiro

Photo credit: gomagoti / Foter / CC BY-SA
Photo credit: gomagoti / Foter / CC BY-SA

Se você tem um cachorrinho bagunceiro em casa e não sabe o que fazer para acalmar os ânimos dele, é importante se atentar aos hábitos que possam ajudar na mudança de comportamento.

Segundo o especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, para lidar com a ansiedade do bichinho, você deve tirar do alcance dele objetos que atraiam a atenção e que, eventualmente, possam ter seu cheiro. Isso deve ser feito principalmente na fase em que eles são filhotes e ainda estão aprendendo as coisas.

Em contrapartida, você deve deixar o seu cheiro nos brinquedos, para que ele morda esses objetos quando se sentir carente. É importante também que ele tenha uma ampla variedade de brinquedos, para prender a atenção por mais tempo. Tudo isso fará com que ele se sinta mais próximo de você e se esqueça da decoração da casa.

Quando você estiver em casa, aproveite o tempo livre para brincar com seu pet e também faça passeios mais frequentes. Assim, isso fará com que ele aprenda a se divertir sozinho, quando você não estiver por perto.

Quando ele estiver com um objeto proibido, ignore a ação e nunca corra atrás dele por causa disso. Se fizer isso, ele pode entender que esse é um comportamento adequado e repetir esse comportamento errado mais vezes, para obter a sua atenção.

Assista o vídeo “O bagunceiro” e confira outras dicas.

Alexandre Rossi participa da Global Pet Expo

global-petO especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, marca mais uma vez presença na Global Pet Expo, uma das principais feiras do mercado pet do mundo, que acontece entre os dias 4 e 6 de março, nos Estados Unidos.

Para se ter uma ideia da representatividade do evento, na última edição, a Global Pet Expo reuniu mais de 980 expositores de vários países e perto de 3 mil novos produtos foram lançados.

Alexandre vai conferir todas as novidades e tendências do setor e, em breve, dividiremos tudo com você! Aguarde!

 

Novidade: agenda de março da Cão Cidadão

agenda_de_março_cao_cidadao

Neste mês, a agenda de eventos da Cão Cidadão traz opções de atividades para todos os gostos!

Você poderá assistir a palestras e aulas gratuitas sobre o comportamento animal, além de participar da apresentação de franquia da Cão Cidadão e do curso online Como Cuidar de Gatos.

Confira!

Palestras

Nos dias 14 e 28 de março, a equipe de adestradores da Cão Cidadão fará palestras gratuitas sobre agressividade e medos e fobias na Pet Center Marginal, em São Paulo. Os eventos começam às 17h e, para participar, não é necessário se inscrever previamente.

Aula

Ainda na Pet Center Marginal, os adestradores da Cão Cidadão darão aulas gratuitas nos dias 7 e 21 de março, com os temas “comandos básicos” e “melhorando o passeio”.

Curso de Adestramento Inteligente

Você mora na região de São José do Rio Preto? Então, que tal aprender mais sobre o comportamento animal? As inscrições para o curso, que acontece nos dias 14 e 15 de março, já estão abertas. Clique aqui para saber mais e fazer a sua inscrição!

Curso Online Como Cuidar de Gatos

Aprenda mais sobre o comportamento dos gatos sem sair de casa! Nos dias 18, 19 e 20 de março, das 14h às 17h, o especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, ministrará gratuitamente esse curso, ao vivo e online, em parceria com a Eduk. Clique aqui para saber mais e se inscreva! Atenção: as vagas são limitada! Posteriormente, o curso estará disponível, porém, mediante pagamento de inscrição.

Apresentação de franquia da Cão Cidadão

Se a sua vontade é empreender e, ainda, trabalhar com os animais, então, essa pode ser uma boa oportunidade! No dia de 30 de março, às 20h, a Cão Cidadão fará a apresentação do seu modelo de negócio no Hotel San Diego Suites Lourdes, em Belo Horizonte (MG). Faça sua inscrição gratuitamente e venha participar de nossa equipe! Saiba mais detalhes sobre a franquia Cão Cidadão.

Confira aqui a agenda de março da Cão Cidadão.

Brinquedo é coisa séria!

blog-autor-oliver-taguada-so

brinquedo
Photo credit: valentinastorti / Foter / CC BY

Morder, roer, rasgar, farejar, procurar, descobrir, arranhar, caçar e perseguir. Esses comportamentos são naturais em cães, gatos e outros animais que costumamos ter em casa. E, como todo comportamento natural, os bichinhos sentem necessidade de agir dessas formas. O papel de cada tutor é oferecer maneiras de suprir estas necessidades, sem que o animal machuque as pessoas ou a si próprio e sem estragar os objetos da casa.

É aí que entram os brinquedos. Eles podem oferecer muitos estímulos físicos e mentais para que os pets tenham seus comportamentos naturais, mas de forma direcionada para objetos que são específicos para essa finalidade.

Os brinquedos são tão importantes que muitos animais podem desenvolver problemas comportamentais pela falta deles. Então, nós devemos oferecer esses estímulos para animais de todas as idades!

Confira quais são os cuidados fundamentais antes de oferecer brinquedos ao seu pet:

– Identifique as características da espécie e raça, além das limitações e gostos individuais do seu bichinho.

– Um animal que não brinca precisa ser estimulado por nós. Ele passa a valorizar o brinquedo e essa forma de interação.

– Escolha brinquedos com características diferentes para ter uma variedade maior de estímulos.

– Pesquise sobre a marca, a qualidade e as opiniões de profissionais especializados em comportamento animal sobre o brinquedo.

– Existem formas mais econômicas de produzir um brinquedo. Você pode usar garrafas pet, caixas de papelão, cordas etc. Mas é preciso muito cuidado e supervisão para não oferecer algo que o animal possa engolir ou se machucar.

– Faça um rodízio de brinquedos. Tenha uma quantidade que você consiga deixar seu animal com alguns e outros fiquem guardados. Então, com o passar dos dias, vá substituindo para ter sempre novidade para o bichinho.

– Se você tem mais de um animal em casa, tome cuidado para não haver disputas pelos brinquedos. Você pode amarrar brinquedos em pontos fixos separados para que nenhum dos pets tome posse deles. Se o caso for complicado, conte com a ajuda de um profissional.

Estimule seu bichinho com brinquedos. Eles são essenciais e acabam se tornando excelentes ferramentas para educar, entreter, estimular a mente, gastar energia e manter seu bichinho saudável. Então, boa brincadeira!

Cuidados ao viajar com o pet

cuidados-ao-viajar-com-o-pet
Photo credit: ilovemypit / Foter / CC BY

Feriadão chegando e quem é que não gosta de viajar em família, não é mesmo? E isso inclui também o bichinho de estimação, porque não? Mas, é preciso ter alguns cuidados ao viajar com o pet. Lembre-se de que o amigão também requer atenção durante todas as etapas da viagem – do transporte, passando pela alimentação, até chegar a uma convivência pacífica com as demais pessoas nos ambientes em que você visitará com ele.

Para ajudá-lo, separamos algumas dicas para que tudo aconteça de forma segura e positiva!

Durante a viagem

Mantenha sempre o seu pet seguro por um cinto de segurança, próprio para cães, durante a viagem. Caso você não tenha o acessório, mantenha-o confortavelmente instalado dentro da caixa de transporte. O ideal é sempre deixá-lo em segurança, assim, você evitará acidentes. Nunca o deixe solto no carro!

Hora do descanso 

A cada duas horas, ou antes, dependendo do percurso da viagem, faça paradas na estrada, para que o pet possa recompor as energias. Dessa forma, ele também poderá esticar as patinhas e passear um pouco, além de comer e beber um pouco de água. Se o tempo estiver muito quente ou abafado, em cada parada, molhe uma toalha com água fria e passe no animalzinho. Leve uma também para ir refrescando o cãozinho dentro do carro.

Malinha do pet

Separe alguns objetos e prepare uma malinha para o cãozinho. Além do básico, como água, ração e caminha, você pode incluir brinquedinhos, ursinhos, a carteirinha de vacinação e a sacolinha para recolher as fezes dele.

Caso não saiba ao certo tudo o que deve levar, o especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, dá algumas dicas do que não pode faltar para quem vai viajar com pet. Confira aqui o vídeo!

Importante: o pet deve estar sempre confortável e protegido quando for viajar, por isso, antes de sair de casa, confira tudo e se certifique de que o seu cãozinho fará uma boa viagem. Afinal, viajar tranquilamente é muito melhor, não é?

Boa viagem!

Falta de apetite em cães

dicas_falta_de_apetite_em_caes
Photo credit: andrewasmith / Foter / CC BY-SA

A falta de apetite em cães é um assunto que preocupa muitos donos. Por que será que o meu cachorro não quer comer? Antes de tudo, é preciso diferenciar a fome do apetite. Sim, tem diferença!

Enquanto a fome é a necessidade física do cão se alimentar e repor os nutrientes, o apetite é o desejo e a vontade de ingerir comida. Na maioria das vezes, o cão saudável terá apetite mesmo se já estiver com a fome saciada.

Falta de apetite: como agir

O primeiro passo é procurar um médico veterinário e avaliar se a saúde do animal está em dia. Se estiver, é importante rever algumas condutas.

Por exemplo:

– Você segue as orientações da embalagem da ração em relação à quantidade?

– O alimento fica disponível o tempo todo para o cão?

É importante oferecer a quantidade certa de cada refeição ao pet e retirar o pote depois de alguns minutos, mesmo que o cão não coma tudo. Outra dica interessante é utilizar brinquedos que soltam ração ou mesmo uma garrafa pet furada como comedouro. Assim, você estimulará o seu animal de estimação a se exercitar enquanto come.

Importante: evite incrementar a ração do pet para incentivá-lo a comer! Isso porque ele pode começar a recusar a ração simples, para ganhar a incrementada!

Quer aprender mais sobre o assunto? Também falamos sobre o tema neste post.

Reconhecimento de expressões faciais caninas versus humanas

Photo credit: LeahLikesLemon / Foter / CC BY
Photo credit: LeahLikesLemon / Foter / CC BY

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. 

Acidentes por mordidas de cães são um problema sério e comum, sendo as crianças o principal alvo desses acidentes. Diversos são os motivos que tornam as crianças mais susceptíveis aos ataques de cães como agitação, produção de sons de alta freqüência, o tamanho e o próprio fato de olharem fixamente para a face do cão, atitude que pode desencadear agressividade por medo ou por dominância. O presente estudo teve por objetivo constatar a reação de crianças diante de fotos de cães com expressão de agressividade e passividade e comparar com a reação diante de fotos humanas. Buscou-se abordar susceptibilidade de crianças aos ataques caninos segundo a sua capacidade de reconhecimento de expressões faciais. Estudos sugerem que o reconhecimento de expressões faciais já ocorre em bebês recém-nascidos.

Além disso, expressões faciais exibidas pelos pais e indicativas de prazer, desprazer, perigo e outras emoções podem ser úteis para o aprendizado sobre o meio em que a criança vive. Entretanto, ainda que as crianças na faixa de 1 a 3 anos de idade demonstrem algum entendimento de expressões faciais ele ainda é bastante rudimentar. A observação foi realizada com 10 crianças entre 2 e 3 anos de idade. O aparato experimental consistia de 2 placas (92cm x 42cm) com um orifício no centro e uma câmera filmadora. Em uma das placas havia duas figuras de uma mesma pessoa, sendo uma exibindo expressão neutra e a outra sorrindo. Na outra havia duas figuras de um mesmo cachorro, sendo uma exibindo expressão neutra e outra com os dentes aparentes (expressão de raiva). As placas foram apresentadas para cada criança por um período de 10 segundos e foi registrado, em fita de vídeo, a direção de seus olhares.

Os resultados mostram quem não houve preferência em relação às fotos humanas. Já para as fotos de cachorro, houve uma clara preferência pela foto onde os dentes estavam expostos. Tal fato pode ser comparado à preferência por sorrisos em experimentos com faces humanas, além de consistir um fator de risco para acidentes entre cães e crianças. Isto fortalece a hipótese de que crianças desta faixa etária poderiam confundir a sinalização de ataque expressa pelos animais, com o sorriso humano, levando a uma aproximação da criança ao animal, ao invés de evitação.