É de Casa: assista agora mesmo!

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O zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, participou do programa É de Casa, da Globo, no último sábado (24), para ensinar aos tutores de gatos como fazer para que o pet faça xixi na caixa de areia.

Ele explicou que alguns felinos costumam não fazer as necessidades na caixa para demarcar território, por exemplo. Além de dar dicas de como mudar este comportamento, o especialista recomenda que o número de caixas seja maior do que a quantidade de gatos que têm na casa.

Se você perdeu o programa e quer saber todas as dicas, o Gshow disponibilizou o programa na íntegra. Assista agora mesmo!

Alexandre Rossi no É de Casa!

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Alguns gatos podem ter o costume de fazer xixi fora da caixa de areia. Você sabe o porquê deste comportamento? Quer saber como resolver este problema? Não perca o
É de Casa de amanhã, dia 24, às 9h. Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em comportamento animal, vai participar do programa que é exibido pela Rede Globo.

Relembre

Em sua última participação no programa, no dia 10 de junho, Alexandre falou sobre como identificar que os pets sentem frio e como protegê-los no inverno.

Assista! É amanhã, a partir das 9h, na Globo.

Como apresentar um gato filhote a um adulto?

dicas-interna-artigo-franqueadaPor Sheila Leme, adestradora franqueada da Cão Cidadão

Em primeiro lugar, nós temos que ter muita paciência na apresentação do novo membro da família, pois cada gato tem seu tempo na aceitação de outro indivíduo. Temos que levar em consideração que o bichano adulto não vai ter a mesma energia e disposição do filhote, então, respeitar o espaço dele é de extrema importância.

A apresentação tem que ser de forma gradual para eles terem um bom relacionamento no futuro. Antes de eles se conhecerem, o novo gato tem que ficar em um lugar restrito para evitar um possível desentendimento.

Para o filhote também se habituar ao novo ambiente, coloque tudo o que ele precisa nesse cômodo, como caixa de areia, arranhador, vasilha de comida e água, e um local onde ele possa se esconder, caso sinta medo.

Nós precisamos deixá-los bem relaxados e confiantes para começar a introdução entre eles.

Com ambos separados e relaxados você pode trocar cheiros. Por exemplo, esfregar o cobertor nos gatos para deixar bastante o cheiro deles, trocar os cobertores e deixar que eles sintam o odor um do outro (mas cada um no seu espaço).

Com isso, eles vão se acostumando com o cheiro um do outro antes de se encontrarem pela primeira vez. Sempre que fizer isso, dê petiscos para eles associarem positivamente a presença do outro.

O gato adulto pode ficar mais agitado e inquieto, porque ele sente pelo olfato que tem um novo gato na casa. Então, tenha paciência com ele e não dê bronca, ele precisa associar a nova chegada com coisas boas, caso ele fique na porta cheirando e rosnando para o gatinho que está no ambiente fechado, tire-o de lá. Brinque muito com ele para deixá-lo relaxado e ir se acostumando com a nova situação.

Quando ambos estiverem tranquilos, você pode começar a introdução deles pela porta, uma pessoa entra e fica com o filhote e a outra fica do lado de fora com o adulto.

Perceba a distância que eles ficam confortáveis da porta, por exemplo, se você coloca o adulto perto da porta e ele não fica relaxado, pegue ele e coloque-o mais distante.

Coloque petiscos, um que ele adore, e faça o mesmo com o filhote, coloque a tigela da comida, brinque com ele e vá gradualmente se aproximando da porta. Faça isso com ambos os gatos até chegar perto da porta, caso você perceba que um dos peludos não está aceitando o petisco é porque provavelmente não está confortável, então, afaste ele da porta até que fique mais tranquilo. Faça isso sempre com a porta fechada.

Faça esse treino várias vezes, mas não tente forçar demais, é melhor fazer em períodos curtos que comece e termine bem, do que fazer em um longo período que comece bem e termine com eles estressados. Reforce muito os treinos, preste atenção no tempo que eles conseguem ficar bem, pois isso vai te ajudar a não ultrapassar o limite deles.
Respeitando o limites de cada gato você terá muito mais sucesso com a aproximação deles.

Depois que eles estiverem bem um com o outro, você pode deixar o filhote ir conhecer mais a sua casa.

Pegue o adulto, separe ele em um cômodo da casa, para ele não se estressar, e deixe o filhote conhecer mais o ambiente, isso fará ele se sentir mais confortável quando puder ser solto.

Realize a tarefa em períodos curtos e vá aumentando o tempo aos poucos. Se o gato adulto tiver curiosidade de entrar no quarto do filhote enquanto ele não estiver lá, deixe, mas nunca force ele a entrar. Respeite os limites do animal: eu repito muito isso, pois é de extrema importância essa consciência por parte do tutor, para o sucesso do treinamento.

Depois de tudo isso, e com eles muito bem relaxados, podemos deixá-los se verem pela primeira vez, mas sempre com um obstáculo (gradinha) entre os dois. Temos que ter muito cuidado nessa hora, assim evitamos que eles se estressem.

Abra um pouco a porta, coloque a gradinha para ninguém escapar, deixe eles se olharem e, nesse momento, dê petiscos.

Procure entender os sinais corporais que eles emitem, assim você vai conseguir entender como estão se sentindo. Se você perceber que eles estão ficando desconfortáveis com a situação chame a atenção deles pra você, brinque, use aquelas varinhas com peninhas nas pontas, para contornar a situação e ficar tudo bem, no começo é normal isso acontecer. Repita esses pequenos treinos.

Depois que eles estiverem ficando bem, vá aumentando o tempo e vá abrindo a porta cada vez mais, mas tudo aos poucos e com calma, sempre usando brincadeiras e petiscos para associar o momento com algo positivo. Depois de tudo correr bem, tire a gradinha e faça o treino sem ela. Mas nunca saia e deixe eles sozinhos juntos.

O mais importante é ter muita paciência! Caso precise de ajuda, conte com os profissionais da Cão Cidadão.

Tudo o que você precisa saber sobre gatos

dicas_interna-tudo-sobre-gatosVocê já deve ter ouvido falar que os gatos podem ser ariscos, não é? Mas saiba que nem todos são assim. Desconfiados por natureza, os felinos não se sentem seguros enquanto não estão no “controle” da situação e, por isso, podem apresentar um comportamento mais arredio.

Cada gato é um ser vivo completamente diferente e sua personalidade pode ser influenciada por diversos fatores: de genéticos ao modo como seu dono se relaciona com ele. Isso não significa que os felinos não gostam de carinho e de interagir com as pessoas. Se a sociabilização for feita desde filhote, é possível acostumá-lo até mesmo com as visitas.

Ter paciência e saber respeitar o tempo do gato também é essencial para uma boa sociabilização. Por isso, é importante evitar situações em que o bichano possa sentir medo, pois isso fará com que ele fique inseguro no lugar em que vive.

Para ajudar os tutores a lidarem melhor com os seus gatos, o zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, e a médica veterinária, Paula Itikawa, publicaram o livro “Os Segredos dos Gatos”.
A obra acaba de ganhar uma edição atualizada e nova capa e uma sessão de autógrafos será realizada no dia 9 de maio, das 20h às 21h, na livraria Cia. dos Livros, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Mais informações, aqui.

Saiba outras dicas para lidar melhor com o gato:

Ambientação

Antes de levar o gatinho para casa, garanta que o ambiente está adequado para a sua chegada. O primeiro passo, e o mais importante, é colocar telas em todas as janelas da casa, assim, você evita acidentes e fugas.

Em seguida, prepare o banheirinho do bichano. Uma dica é ter em casa sempre uma caixa de areia a mais do que a quantidade de gatos. Coloque as caixas longe de portas ou de objetos que façam muito barulho para evitar que o felino se assuste.

Faça da sua casa um local em que o bichano se divirta. Instale prateleiras em lugares altos para que ele possa subir e observar as coisas. Deixe também alguns arranhadores espalhados pela casa e faça brincadeiras que estimulem o instinto de caça do pet. Pode ter certeza de que o gatinho vai adorar!

Alimentação

Por serem caçadores naturais, os gatos não gostam de comer a ração deixada o dia todo no potinho. A dica é oferecer o alimento em pequenas porções durante o dia. Você pode espalhar pequenas quantidades pela casa, em lugares altos ou escondidos, para que ele se interesse mais pela comida e siga seu instinto.

Outra opção de brincadeira é colocar petiscos ou ração em garrafas pet e fazer pequenos furinhos nela para que, enquanto ele brinque, ele também se alimente. Mas, lembre-se: tenha a certeza de que o pet está se alimentando adequadamente.

Como solucionar brigas entre gatos?

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Por Sheila Leme, franqueada da Cão Cidadão.

Para separar ou não deixar acontecer brigas entre gatos, primeiro precisaremos acalmar os bichanos, pois, com eles estressados não vamos conseguir trabalhar a sociabilização entre os dois.

Coloque eles em cômodos separados, com caixa de areia, potes de água, comida, arranhador etc. Assim, eles vão conseguir suprir suas necessidades sem que o outro esteja observando.

Verifique se a saúde deles estão em dia, gatos dificilmente demonstram que estão doentes, e se algum deles estiver se sentindo mal pode atacar o outro por puro desconforto.

Quando for levar um deles ao veterinário, na volta é comum acontecer brigas, gatos tem um olfato muito apurado e o felino que foi ao veterinário no geral volta com muitos cheiros estranhos, por isso, por várias vezes, ocorrem desentendimentos.

Para evitar essa situação, pegue um pano com o cheiro do gato que ficou em casa e esfregue no gato que está de volta.

A castração também auxilia na minimização da agressividade e previne doenças como tumores em ambos os sexos. Vale a pena conversar com seu veterinário e considerar essa possibilidade.

Sinais

Observe os sinais que eles emitem quando não estão confortáveis com determinada situação. Entendendo melhor seus peludos, você conseguirá prever quando uma briga estiver para começar.

Procure imagens de gatos quando estão felizes e agressivos, assim, observando a posição da calda, orelhas, entre outros, você vai entender melhor se ele está confortável ou não.

Faça aproximação deles aos poucos: isso pode levar um tempo, mas respeitando o limite de cada gato você vai ter mais sucesso na aproximação. Lembre-se de sempre supervisionar esse “reencontro”. Associe o outro gato com coisas boas, como petiscos, por exemplo.

Procure um profissional para te auxiliar, ele vai mostrar o melhor caminho a ser tomado para sua casa ficar em paz e os gatinhos também, evitando o estresse dos amigos você também evitará que eles fiquem doentes.

É possível adestrar um gato?

dicas_interna-gatoPor Juliana Sant’Ana, franqueada da Cão Cidadão.

Irascíveis, associais e incontroláveis. É assim que muitas pessoas descrevem os gatos domésticos, mas até que ponto isso é mesmo verdade? Será que é possível adestrar um gato? Sabemos que o temperamento de cada animal é moldado principalmente de acordo com suas experiências de vida, entretanto a ideia de que gato é um animal de vida livre, que não cria vínculos com o ser humano, ainda prevalece, reforçando o mito de que eles não são animais treináveis. Esse desentendimento com relação aos felinos pode ser, em parte, devido à falta de conhecimento sobre as preferências da espécie. Então, quais seriam os estímulos mais motivadores para os gatos?

Os cientistas respondem

Um recente estudo da Universidade do Estado do Oregon (Oregon State University), que também foi divulgado por alguns meios de comunicação na última semana, avaliou a preferência dos gatos domésticos e revelou que não apenas os gatos criam vínculos com humanos como também preferem essa interação social em vez de alguma comida. Para chegar a essa conclusão, os cientistas apresentaram a gatos adultos, provenientes de abrigos e de ambientes domésticos, estímulos diferentes para cada uma destas quatro categorias: interação social com um humano, alimento, brinquedo e estímulo olfativo.

Os testes

Para controlar o interesse de cada indivíduo, os gatos foram isolados do contato com humanos e não receberam qualquer alimento 2 horas e meia antes do teste. Além disso, cada animal permaneceu em seu próprio ambiente: gatos de abrigo foram testados em uma sala dentro do abrigo e os domiciliados, numa sala na casa do tutor.
No início, foram apresentados aos animais três estímulos diferentes em cada uma das quatro categorias:

1. Interação social com um humano – o próprio tutor ou o experimentador, no caso dos gatos de abrigo, (1) conversava com o gato; (2) fazia carinho nele;  e posteriormente (3) estimulava-o com um brinquedo com penas;

2. Alimento – os gatos tiveram acesso simultâneo a porções de: (1) frango, (2) atum e (3) petisco com sabor de frango;

3. Estímulo olfativo – os cientistas disponibilizaram simultaneamente panos de algodão com odores (1) de gerbo, uma presa natural dos felinos; (2) de catnip, a famosa erva do gato; e (3) de um gato desconhecido;

4. Brinquedo – os gatos tiveram acesso simultâneo a: (1) um brinquedo que se movia sozinho, (2) um ratinho e (3) um brinquedo com penas.

Ao final, para avaliar a preferência dos animais, os pesquisadores apresentaram simultaneamente para cada gato os quatro estímulos que haviam sido mais atrativos no teste inicial, sendo um de cada categoria.

Quais foram os resultados?

Não houve diferença significativa entre os gatos de abrigo e os domiciliados. Na comparação entre os estímulos da mesma categoria, os animais preferiram: a interação social por brincadeira, o atum, o brinquedo que se movia sozinho e o odor de erva do gato (catnip). Na comparação entre os estímulos mais atrativos de cada categoria, 50% dos gatos testados preferiram a interação social com um humano, 37% preferiram o alimento, 11%, o brinquedo e 2%, o estímulo olfativo. Entretanto, em termos estatísticos, os cientistas concluíram que não houve diferença significativa entre a preferência dos animais pela interação social e pelo alimento.

Isso significa dizer que…
A interação social com um humano foi, no geral, o estímulo preferido pela maioria dos animais, deixando a escolha pelo alimento em segundo lugar. Entretanto, é importante ressaltar que essa sociabilidade dos gatos é também influenciada por uma combinação de fatores que incluem predisposições genéticas e experiências de vida. Dessa forma, é bem provável que alguns gatos tenham mais preferência por interação social que outros.

O estudo também nos traz informações relevantes sobre os estímulos que podem ser utilizados para enriquecer o ambiente dos felinos, como os brinquedos que se movem sozinhos e a própria erva do gato (catnip). Além disso, mesmo considerando que os animais avaliados não tiveram acesso a comida 2 horas e meia antes dos testes, devemos lembrar que muitos gatos domiciliados ou de abrigos têm alimento sempre à disposição. Isso talvez tenha influenciado o fato de eles terem escolhido a interação social em vez do alimento?

Em suma

A descoberta dessa preferência entre os gatos nos revela que tanto a interação social quanto o alimento podem funcionar como reforçadores, favorecendo a modificação comportamental e os treinamentos cognitivos, ou seja, os gatos são animais treináveis, basta apenas criarmos uma motivação para eles, selecionando estímulos que sejam mais atrativos como recompensas. Os resultados apresentados pelo estudo são apenas um ponto de partida.

Referência

SHREVE, Kristyn R. Vitale; MEHRKAM, Lindsay R.; UDELL, Monique AR. Social interaction, food, scent or toys? A formal assessment of domestic pet and shelter cat (Felis silvestris catus) preferences. Behavioural Processes, 2017.

Mitos e verdades sobre os animais

dicas_interna-arO zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, esteve no programa É de Casa, da Rede Globo, no dia 4 de março, e falou de mitos sobre os animais que, na maioria das vezes, são criados pela população e vão passando de “boca em boca”.

Um mito bastante comum é sobre os gatos. Quem nunca ouviu dizer que os bichanos são animais traiçoeiros? “Eles são, na verdade, caçadores natos, que caçam por emboscada. Muitas vezes, ‘treinam’ a estratégia de caça nas pessoas (especialmente nas pernas daqueles que estão passando), podendo se esconder e, de repente, dar um bote. A interpretação humana desse comportamento dá a eles a fama de traiçoeiros, mas esse comportamento é natural”, explica Alexandre Rossi.

Veja outros mitos dos animais de estimação:

1) Cães enxergam somente preto e branco.
Mito => Eles são daltônicos, o que  faz com que eles não enxerguem todas as cores como nós, humanos. Tons como verde, amarelo e laranja podem ficar mais opacos para eles, puxando para o marrom.

2) Cada ano humano equivale a exatamente sete anos do animal.
Mito => Essa contagem não é exata. Na verdade, quando os cães são filhotes, o desenvolvimento deles é muito mais rápido do que o de uma criança. Então, o equivalente em anos pode ser até bem mais que sete. Depois de completa a fase de crescimento, eles estabilizam. Mas, de qualquer forma, o envelhecimento do corpo dos cachorros é mais rápido do que o do ser humano.

3) Algumas raças de cães precisam ter o rabo cortado e outras não.
Mito => Nenhuma raça de cachorro precisa ter o rabo cortado. A cirurgia para a remoção é totalmente estética e, desde 2013, é proibida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Saber destes mitos sobre os animais de estimação facilita muito a convivência e pode ajudar na hora de trazer um novo amigo para a casa ou até melhorar a relação de quem já tem um peludo companheiro.

Não conseguiu assistir ao É de Casa? Veja agora!

noticias_interna-gshowO zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, esteve no programa É de casa, da Globo, nesse sábado, 4 de março, e falou sobre alguns mitos que circundam a vida dos cães e gatos.

Por exemplo, você acha que cães enxergam só preto e branco? Será que os gatos são realmente traiçoeiros?

Se você perdeu o programa e ficou curioso para saber as respostas das perguntas acima, o GShow disponibilizou o programa na íntegra! Clique aqui e assista agora mesmo!

Checklist da adoção

dicas_interna-cheklist-adocaoHoje, os abrigos possuem muitos animais à espera de adoção. Por isso, o ato de adotar um animal é de grande responsabilidade e deve ser bem avaliado antes de ser concretizado.

Uma dica muito importante é procurar um animal que se adeque à rotina da família. Para isso, é fundamental conversar com o responsável do abrigo para saber quais animais possuem a personalidade e as características desejadas pelo futuro tutor.

A maioria dos pets que vivem em abrigos são adultos, mas, infelizmente, muitas pessoas ainda pensam que adotar um animal nessa fase não é uma boa escolha. Porém, adotar um cachorro ou gato maduro pode trazer diversos benefícios que não existiriam com um filhote.

Um cão adulto, por exemplo, já possui características de temperamento mais determinadas e fáceis de serem observadas, quando comparadas as de um filhote. Além disso, o seu tamanho também já está definido. Como já terá passado pela fase de crescimento dos dentes, muito provavelmente o novo amigo não destruirá móveis e objetos.

Logo após a decisão de qual animal será levado para casa, é imprescindível se atentar a alguns cuidados. Confira abaixo.

1. Bem-estar

O cão precisa manter uma alimentação equilibrada e saudável, assim como uma rotina de visitas ao veterinário, para o profissional avaliar se a saúde dele está em dia. Exercícios e passeios também são fundamentais. Como os animais vivem muitos anos, é fundamental planejar esses gastos no orçamento familiar, a longo prazo.

2. Atividades

Todos os pets precisam de atividades frequentes. Dessa maneira, passeios, brincadeiras com o dono e brinquedos são algumas formas de estimular o animalzinho física e mentalmente. É preciso que o dono dedique um tempo para o pet e, com isso, torne o relacionamento dele com toda a família ainda mais próximo e agradável.

3. Educação

Outro ponto importante é entender que muitos comportamentos inadequados que o cão possa apresentar têm a possibilidade de serem modificados com o adestramento, usando a técnica correta, muito carinho e persistência.

Não é raro ouvir relatos de pessoas que doaram ou abandonaram o pet por ele fazer xixi no lugar errado ou destruir os móveis. O suporte de um profissional especializado em comportamento animal é importante nessa etapa.

Tendo em mente todos os cuidados e responsabilidades que um animal requer, com certeza adotar fará um bem enorme para todos!

Filhote de gato: como torná-lo um adulto dócil e sociável

Photo credit: mathias-erhart / Foter / CC BY-SA
Photo credit: mathias-erhart / Foter / CC BY-SA

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal.

As primeiras semanas de vida são as que mais influenciam na definição do comportamento do gato. Desde como ele reagirá quando for acariciado até como se adaptará ao convívio com outros animais. Por isso, devemos aproveitar essa fase crítica do desenvolvimento para preparar bem o filhote para a vida adulta.

Sem controle total
Embora a fase da sociabilização tenha uma enorme influência no comportamento do filhote, não quer dizer que podemos controlar ou determinar o comportamento futuro do animal. Já vi proprietários de gatos anti-sociais se culparem por isso ou serem culpadas por amigos. Mesmo depois de uma boa sociabilização, alguns gatos tornam-se agressivos, medrosos ou desenvolvem ambos os comportamentos com outros animais e com pessoas.

Temperamento e personalidade
Numa mesma ninhada, alguns gatinhos são mais corajosos e extrovertidos que outros. As diferenças de temperamento são influenciados pela genética de cada exemplar. Por isso, quanto mais anti-social e medroso for o gatinho, mais importantes serão os procedimentos descritos a seguir. Esse raciocínio é válido também quando o filhote tem pais medrosos, agressivos ou anti-sociais.

Brincalhão quando filhote, medroso quando adulto
Muitos proprietários de um filhote sociável e desinibido deixam de sociabilizá-lo e de acostumá-lo a procedimentos e situações que enfrentará futuramente por causa do bom temperamento do gatinho. Mas muitos filhotes, principalmente quando não foram corretamente expostos a diversas situações, animais e pessoas, começam a ficar medrosos e cautelosos depois de saírem da infância.

Como sociabilizar
Apresente o seu gatinho de maneira agradável a diversas pessoas e animais. Evite qualquer desconforto ou susto durante essas interações. Por exemplo, procure brincar com o gato e alimentá-lo enquanto recebe visitas. Lembre-se que o filhote pode se assustar com pessoas, especialmente as crianças, e com animais que agem de maneira inesperada, o que pode resultar em trauma difícil de ser recuperado.

Importância das brincadeiras
Estudos demonstraram que brincadeiras aproximam o gato das pessoas. Brincar é, portanto, uma ferramenta importante para facilitar a interação. Mas brincadeiras feitas com o uso do próprio corpo podem estimular a agressividade do gato para com as pessoas. Por isso, ao brincar prefira fazê-lo com algum objeto. Em vez de estimular o felino a morder ou a caçar a sua mão ou pé, use um cordãozinho ou uma bolinha, por exemplo.

Procura por carinhos
Gatos acostumados a receber carinho nas primeiras semanas de vida tendem a procurar mais carinho quando adultos e a gostar de recebê-lo. É relativamente comum o gato ficar ansioso e atacar o proprietário depois de receber carinho por algum tempo. Uma maneira de evitar esse comportamento é acostumar o filhote a longas sessões de carinho. Se ele não for muito fã de afagos, procure acariciá-lo durante as refeições ou enquanto a estiver preparando. Outro momento propício é quando ele estiver acordando ou quase dormindo, pois a ansiedade estará bem baixa.

Pequenas restrições de movimento
Habituar o gato a ter uma parte do corpo imobilizada é importante para que ele venha a se comportar com naturalidade quando lhe dermos banho, cortarmos suas unhas e o escovarmos, por exemplo. Segure o gato firmemente, mas com muito cuidado para não provocar um trauma. Procure imobilizar gradativamente uma parte do corpo dele. Treine isso com freqüência, mas sem provocar grande desconforto. É importante fazer a restrição com firmeza e, se o gato tentar escapar, não soltá-lo enquanto esperneia, para evitar que aprenda a acabar com o desconforto dessa maneira.

Acostumar ao banho
Ensina-se o gato a tomar banho nas primeiras semanas de vida. Mas com muito cuidado para não transformar a experiência em trauma. Um erro clássico é tentar dar banho completo ao gato que nunca passou pelo processo antes. Se ele for contido por vários minutos contra a vontade, esfregado, enxaguado e secado, isso, além do pavor que a água é capaz de causar, pode fazê-lo associar o banho a algo odiável. O truque é acostumar o gato às fases do banho antes de dá-lo por completo, associando-as a coisas agradáveis, como brincadeiras e petiscos. Antes de molhar o felino, procure habituá-lo também com a toalha e o secador. Você não gostará de descobrir, no momento em que ele estiver encharcado, que entra em pânico quando o secador é ligado!