Compulsão: como lidar com o problema?

Photo credit: porschelinn / iwoman / CC BY
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Por Katia de Martino, adestradora da equipe Cão Cidadão.

A compulsão é uma das causas mais comuns de problemas comportamentais em animais domésticos. Mas, porque os nossos mascotes sofrem tanto desse mal? Nossos animais estão cada vez mais confinados em casas e apartamentos, reféns de nossas rotinas de longas horas de trabalho, que diminuem o tempo que passamos com eles e o nível de atividade e exercício que realizam.

Com essa diminuição, os nossos mascotes ficam cada vez mais estressados e, sem nada para fazer, desenvolvem “manias’’ (estereotipias), como correr atrás do rabo, lamber as patas, andar de um lado para outro sem direção, entre outras. Esses problemas são as famosas “compulsões”.

Caso o animal já apresente sintomas, o ideal é procurar um veterinário para tratar possíveis complicações, como dermatites por lambedura e fratura de cauda. É possível, até mesmo, receitar medicamentos para controlar a compulsão. Porém, certamente o melhor caminho é a prevenção.

Precisamos dar mais atividades aos nossos animais, que devem se exercitar diariamente. Caminhe com seu cão! Esse hábito fará bem a você e a ele. Meia hora todos os dias é o suficiente para melhorar a qualidade de vida do cão e dono! Day cares (creches) para cães são muito bem-vindas. Enquanto você estiver trabalhando, seu cão estará se divertindo e fazendo novos amigos.

Também é possível criar muitas atividades em casa – o famoso enriquecimento ambiental. Tente colocar petiscos dentro de uma garrafa pet e faça nela alguns furos. O seu mascote passará horas tentando remover as guloseimas! Há diversos brinquedos interativos que deixam os cães entretidos por horas, facilmente encontrados nos grandes pet shops.

Esconda esses brinquedos (de preferência, com petiscos dentro) pela casa, antes de sair. O seu cão terá o desafio de encontrá-los e conseguir a recompensa. É importante também que o cão tenha brinquedos ou ossos que possa roer, atividade que ajuda a eliminar o estresse do animal.

Criando uma rotina de atividades diárias, certamente seu animal de estimação ficará mais saudável e feliz.

Fonte: Petz.

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Compulsão em pets: o que é preciso saber?

Photo credit: Matt Salas / Foter / CC BY
Photo credit: Matt Salas / Foter / CC BY

Por Cássia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão. 

Assim como ocorre com os seres humanos, os pets também podem apresentar comportamentos obsessivos. A chamada compulsão se caracteriza por comportamentos repetitivos, sem motivo aparente e não vantajosos, que podem, inclusive, levar o animal de estimação a se ferir.

Alguns exemplos comuns, que costumam ser relatados pelos donos: o cão que se lambe excessivamente até ferir partes do corpo, como as patas, rabo, dorso; gato que arranca tufos do próprio pelo; o papagaio que arranca as penas; o cão que persegue o próprio rabo ou a própria sombra.

Mas, como saber se determinado comportamento do amigo de estimação consiste, efetivamente, em compulsão?

Diagnóstico

Caso haja a desconfiança de que o pet está apresentando algum comportamento repetitivo, antes de qualquer coisa, é preciso buscar ajuda de um médico veterinário de confiança. Esse profissional fará toda a avaliação necessária, para descartar alguma doença clínica, como possível deflagrador do comportamento. Por exemplo: um cão que começa a lamber as patas excessivamente pode estar apresentando algum problema dermatológico, que o leva a agir assim. Caso seja constatada alguma causa clínica para o comportamento, é necessário que ela seja devidamente tratada.

Mas, caso os exames clínicos descartem qualquer sinal de doença ou problema de saúde, aí sim é necessário consultar um especialista em comportamento animal, para que sejam tomadas as medidas necessárias para a modificação comportamental. Lembrando que, para os comportamentos compulsivos, há uma predisposição genética herdada, geralmente em razão de desequilíbrio químico de neurotransmissores do cérebro. Esse fator pode levar à necessidade de utilização de medicação, a ser prescrita pelo médico veterinário.

O que fazer?

Muitas vezes, a “mania” surge apenas por falta de atividades para um cão bastante ativo, estresse gerado pelo ambiente onde ele vive ou mudança brusca na rotina. Aliás, o estresse é um dos principais deflagradores de comportamentos compulsivos.

Assim, uma das medidas é promover enriquecimento ambiental para o pet, ou seja, proporcionar atividades que ele possa se entreter bastante e que sejam adequadas às necessidades da espécie. Exemplo: cães são animais sociais, precisam de convívio com outros cães e com os humanos; gatos são caçadores por natureza e precisam dar vazão a esse comportamento.

Nesse sentido, é também importante dar ao animal de estimação oportunidade para extravasar sua energia com atividades físicas, como longos passeios diários aos cães ou criar ambientes em que os felinos possam escalar e “caçar” sua comida. Pode-se, também, direcionar o comportamento compulsivo de cães para objetos determinados, como ossos recreativos e brinquedos que liberam comida.

O ambiente e relacionamento do cão e gato com o dono também devem ser avaliados, para verificar se estão adequados para a espécie. Cães muito ligados ao dono podem ficar bastante ansiosos ao serem deixados confinados por longos períodos de tempo, e esse fato pode deflagrar comportamentos compulsivos. Gatos submetidos a mudanças drásticas no ambiente em que vivem podem ficar bastante ansiosos e incomodados.

Assim, sempre observar o pet e proporcionar a ele as condições necessárias para seu bem-estar. São medidas que ajudarão a evitar e combater comportamentos compulsivos.

Fonte: The Pet News.

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