Escolha do método de adestramento

https://www.flickr.com/photos/ginnerobot/4469020090/
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Por Andrei Kimura, adestrador da equipe Cão Cidadão.

A maior missão, em termos de adestramento, é a integração do cão ou outro animal na sociedade de forma a oferecer a eles qualidade de vida, bem como ao seu tutor. Às vezes, nos deparamos com críticos a uma metodologia mista, que se baseia no reforço positivo, mas também permite os métodos aversivos.

Antes, vamos estabelecer o conceito de reforço positivo. Tecnicamente, reforço positivo é dar ao animal alguma coisa, como petiscos, carinho ou atenção, que aumente a ocorrência de um comportamento desejado. Por exemplo, se ele sentar, ganha um petisco. Os métodos aversivos, por sua vez, como borrifador de água ou chacoalhar uma lata com moedas, têm um estigma muito forte por si só, pois geram um desconforto ao animal na intenção de diminuir a probabilidade de ocorrer determinado comportamento, como, por exemplo, borrifar água caso o animal tente subir no sofá.

Agora, imaginemos um cão que se tornou bravo e que, devido a essa característica, as pessoas o confinam e ele passa a viver preso em um local específico e que, pelo medo de um ataque, sequer é levado para passear. A melhor maneira de melhorar esse comportamento seria a de mostrar a esse animal que a aproximação de um humano ou outro cão traz benefícios, como alimento e vida social. Nessa situação, existe o risco de lesão física, tanto para a pessoa, outros animais ou para o próprio cão, e não podemos permitir que isso aconteça. Por esses motivos, é importante que esse problema seja resolvido o quanto antes.

Aí vem a pergunta: não se deve utilizar um método aversivo, esperando que a situação se resolva sem que os envolvidos corram riscos? Usar uma bronca pode ser o método mais rápido para atingir o objetivo, no entanto, deve-se sempre levar em consideração o motivo pelo qual o animal está se comportando agressivamente. Devemos procurar descobrir a razão por trás desse comportamento e eliminá-la ou diminuir o desconforto do cão com a situação, até que já não pareça mais uma ameaça.

Outro ponto a ser considerado é a índole do animal, para aplicar a correção que melhor se encaixa com as suas características. Por exemplo, se o pet é agressivo por ser medroso, aplicar uma metodologia aversiva pode traumatizá-lo ainda mais e piorar a situação. Também é muito importante lembrar que o uso de qualquer tipo de metodologia deve ser feito muito às claras, sempre com a permissão do proprietário.

Sendo assim, procurar uma metodologia que seja eficiente e que corresponda às características do animal é fundamental para o sucesso do adestramento.

Fonte: Petz

Vilões do passeio

https://www.flickr.com/photos/j_benson/8085611402/
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Uma das grandes reclamações de donos de pets é o passeio diário. Muitos cães, por diversos motivos, acabam tornando esse momento em uma tortura: puxam a guia, brigam com outros animais, ficam agitados ou com medo.

Nesse tipo de situação, a tortura é dupla: tanto para o pet, que não consegue relaxar, quanto para o dono, que não gosta de ver o seu animalzinho sofrendo, sem aproveitar o que deveria ser um momento divertido e tranquilo.

Para tornar os passeios mais calmos e prazerosos para o seu peludo, separamos algumas dicas que podem te ajudar a evitar tais problemas.

1. Educação começa em casa

Não é recomendado ensinar ao pet o que ele pode ou não fazer durante os momentos de estresse. Portanto, ficar insistindo para que o peludo te obedeça na hora do ocorrido, quando ele está recebendo diversos estímulos, é nadar contra a correnteza.

Eduque o animal dentro da sua casa, para depois levá-lo para a rua. Todos os dias, faça-o usar a guia e a coleira. Mostre a ele como o passeio deve acontecer: posicione o seu cão ao seu lado, de forma que a guia esteja frouxa. Dê dois passinhos para frente e, se o pet te acompanhar com a guia frouxa, dê petiscos para que ele entenda que aquele comportamento está correto.

Faça isso indo da sala até a cozinha, da cozinha ao quarto, e assim por diante. Se ele ficar muito animado, retroceda. Essa atitude fará o seu cãozinho perceber que ele deve se manter ao seu lado todo o tempo.

2. Faça da coleira algo normal

Muitos animais, ao verem a coleira, já ficam “doidões” e querem sair correndo por aí. Mostre ao seu cachorro que o objeto é algo comum. Enquanto estiver realizando os treinos dentro de casa, use a coleira.

3. Horários corretos

Depois de realizados os passos anteriores, é hora de passar para a rua. Procure levar o animal em horários mais tranquilos, como, por exemplo, pela manhã ou à noite. Assim, você evita que ele tenha muitos estímulos ao mesmo tempo.

4. Frustração é sua melhor amiga

Se o pet começar a puxar a guia, tentando ir para algum lugar, pare na hora e não se mova. Coloque o braço ao lado do corpo, para que ele não consiga se mover nem um centímetro a mais do que o seu braço esticado. Assim, ele se frustrará, pois não conseguirá forçar você ir aonde ele quer com os puxões. Quando o cachorro afrouxar a guia, olhando de volta para você, volte a andar.

5. Elogios são importantes

Quando o peludo estiver andando ao seu lado, sem puxar a guia e tranquilo, elogie-o muito. Assim, ele associará o agrado ao comportamento correto e continuará a repeti-lo para ganhar a sua atenção, um carinho ou um petisco gostoso.

Depois de tudo isso, com paciência, insistência e muito amor e carinho, você e o seu amigão terão passeios muito divertidos e prazerosos para ambos. Boa sorte!

A primeira noite do filhote no lar

https://www.flickr.com/photos/clevergrrl/634689281/
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Por Andrei Kimura, adestrador da equipe Cão Cidadão.

Receber um filhote em casa é muito legal. Seu cheiro, feições, atos. Tudo nos reporta à afetividade e zelo. Claro, se estamos interessados em não só termos um brinquedo, precisamos pensar nas condições físicas e emocionais que vamos proporcionar ao novo membro da família. Por isso, devemos pensar desde o início em como vamos recebê-lo.

Hoje, vamos falar sobre a primeira noite do filhotinho em nossas casas. Imagine você que o filhote foi retirado do seio maternal aos 45 dias de vida (o mínimo para que o animal tenha tido uma socialização com os seus irmãos e com mãe, pois a educação e a montagem psicológica se iniciam nessa relação) e se vê às mãos de pessoas, seres de outra espécie, ainda que amorosos. Então, o filhote é levado para a casa dos novos donos e ele não conhece o lugar. Pois bem, o que fazer para o filhote se adaptar a essa nova vida?

Ainda junto à mãe, procure se certificar de que o animal tem 45 dias de idade no mínimo. Peça ao dono da mãe que separe algum tecido e coloque junto à ninhada, para que você possa levar junto com o seu filhote.

Procure levar o filhote o mais cedo possível para casa. Não deixe para ir buscá-lo à noite. Chegue cedo em casa com ele e o deixe reconhecer o ambiente, brinque, alimente-o e passe o dia inteiro com ele, se possível, no local onde ele vai dormir (não pense em deixá-lo na garagem ao chegar à noite em casa e porque você não tem vizinhos por perto ele pode chorar à vontade, que ele vai acabará se cansando e dormindo). Certifique-se sobre a alimentação ele está recebendo e dê continuidade a ela.

Fizemos tudo isso e ainda assim o filhote pode passar a noite toda chorando na área onde ele deve permanecer ou no seu quarto, um local um pouco mais aconchegante para o pequeno. Isso pode ser um grande problema, ainda mais quando se mora em apartamento, onde podem surgir problemas com os vizinhos.

Não é uma situação insolúvel, ok? Isso é possível, mas, se não se deseja que o cachorro passe a morar no quarto com vocês, é preciso buscar uma adequação. O que será necessário é conduzir o bichinho gradativamente para a área definitiva.

Depois que ele estiver adaptado em uma caminha (claro, se você colocá-lo para dormir na sua cama, será mais um processo para se passar, mas é mais ou menos a mesma coisa em termos de deslocamento, no entanto, como adestradores não recomendamos esse tipo de comportamento, pois favorece ao desenvolvimento, em conjunto com muitas outras coisas, ao que chamamos de “ansiedade da separação”, motivo de outra discussão), desloque-a em direção ao local definitivo, levando-a de meio em meio metro, a princípio, para que ele não perceba uma mudança brusca. Depois que a caminha sair do quarto, os passos serão mais largos. Caso volte a chorar ou não queira ficar na caminha, regrida, volte 25 cm.

Claro, alguns vão ser mais resistentes e o processo pode demorar mais ou o deslocamento pode ser mais gradativo. Outros, por outro lado, nem sentirão a diferença e logo vão chegar ao local desejado, mas respeite a individualidade do seu filhote: não force, deixe acontecer. Incentivar o filhote a brincar e se alimentar no local definitivo também ajuda.

Finalmente, no local definitivo, lembre-se de que ele está apegado à família nesse ponto, então, deixe a caminha mais próxima possível de onde as pessoas costumam ficar e não nos fundos da casa.

Boa sorte!

Fonte: Petz.

Save the date: eventos Cão Cidadão!

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cao_cidadao_save_date A agenda da Cão Cidadão está cheia de eventos espalhados pelo Brasil.

São diversos acontecimentos, para todos os gostos! Por isso, encontre o evento mais próximo e venha participar conosco!

Curso de Adestramento Inteligente

O curso de Adestramento Inteligente é destinado aos donos de pets, que procuram conhecer mais seus bichinhos e melhorar relação com eles, e para profissionais da área que querem aprofundar seu conhecimento e renovar sua abordagem de trabalho.

Com duração de um dia, o curso é ministrado pela adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão, Patrícia Patatula. Ela conduzirá o encontro e introduzirá os participantes nesse universo, além de explorar os problemas comportamentais e apresentar o método de Adestramento Inteligente.

Para mais informações sobre valores, condições de pagamento, locais e datas, confira nossa agenda.

Próximas datas

12/03 – Fortaleza (CE)
09/03 – Recife (PE)
23/04 – Rio de Janeiro (RJ)
07/05 – Salvador (BA)
15/05 – São Paulo (SP)
21/05 – Goiânia (GO)

Apresentação de franquia

Se você ama animais e tem interesse em trabalhar com adestramento, venha conhecer o modelo de franquia da Cão Cidadão.

Os candidatos a franqueados da empresa passam por um processo seletivo, que consiste em diversas provas práticas e teóricas. Se aprovados, recebem um treinamento profissionalizante. Neste link você pode conferir mais sobre o que é ser um franqueado da Cão Cidadão.

A entrada é gratuita, basta se inscrever. Para mais informações sobre locais e formulários de inscrições, clique aqui e selecione o evento desejado.

Próximas datas

04/04 – Recife (PE)
14/04 – Rio de Janeiro (RJ)
28/04 – Salvador (BA)
05/05 – São Paulo (SP)
06/05 – Santos (SP)
12/05 – Goiânia (GO)

Esperamos por você!

Cão Cidadão no Encontro de Amstaffs (Rio de Janeiro)

noticias_interna_encontro_amstaffs Neste domingo, dia 13 de março, a equipe Cão Cidadão participará do Encontro de Amstaffs, no Rio de Janeiro.

Os cães da raça American Staffordshire Terrier são dóceis, ágeis e excelentes cães de guarda, além de serem muitos valentes e devotos aos donos. São enérgicos, porém quietos, pois não latem quando não há necessidade. É uma raça americana, que deriva do Staffordshire Bull Terrier, uma mistura entre o Buldogue com o Terrier.

Nossos profissionais estarão presentes para um plantão de dúvidas, no qual os tutores poderão fazer perguntas, pedir orientações e dicas para melhorar a qualidade de vidas dos pets.

O evento, que será no Parcão da Lagoa, na Lagoa Rodrigo de Freitas, ocorre das 16h às 19h, e a entrada é gratuita.

 

Para mais informações, clique aqui.

Venha participar dessa festa, esperamos por você!

Cães são capazes de demonstrar afeto pelos donos?

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Os donos de animais de estimação tendem a identificar certas atitudes de seus bichinhos, como uma forma de demonstração de afeto e carinho. Mas, será que realmente os animais são capazes de tal conexão?

A adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão, Cassia Santos, explica que o convívio cotidiano com um cachorro é a principal forma de descobrir os diversos sinais de afeto que ele demonstra por seu dono.

“Eu não sou adepta a uma ‘linguagem universal do afeto canino’, mas, acredito, sim, em comportamentos e posturas que vão se desenvolvendo ao longo da convivência, e que acabam sendo sinais específicos da relação afetiva entre aquele cão e aquele humano”, diz.

Uma pesquisa conduzida pelo cientista americano Gregory Berns, que analisou as reações cerebrais dos cães a comandos dados pelos humanos, só reforça o que Cássia disse. Com exames de ressonância magnética, Berns estudou as atividades ocorridas no cérebro dos peludos, e obteve resultados que renderam o livro How Dogs Love Us.

Desde então, outras pesquisas foram realizadas e ainda estão sendo conduzidas sobre esse tema. Ainda há muito a se descobrir sobre as respostas cognitivas dos cães em relação ao vínculo com seus tutores. Já descobriu-se, por outro lado, que a conexão entre pets e os seus responsáveis possui similaridade com o elo entre uma mãe e um filho bebê.

Este estudo, citado pela revista Veja, explica que o simples fato de o pet olhar para o dono libera ocitocina no cérebro de ambos. Esse hormônio é responsável pela empatia, por isso foi apelidado de “hormônio do amor”. É o mesmo liberado no organismo das mães que amamentam seus bebês. Sendo assim, o cão olha para o seu tutor e o faz liberar a ocitocina. Imediatamente, o tutor é incentivado pelo hormônio a acariciar seu bichinho, fazendo com que surja nele essa mesma sensação de afeto e carinho.

Isso, então, se torna um ciclo vicioso de hormônio, o que aumenta a intensidade do vínculo que existe, sim, entre os animais e seus responsáveis.

Mesmo assim, a profissional da Cão Cidadão alerta. “É preciso muito cuidado ao antropomorfizar o comportamento dos cãezinhos. Ou seja, não se deve interpretá-los com a lógica de um humano. Um cachorro pode não ser muito fã de carinho e colo, mas, mesmo assim, demostra de outras maneiras o quanto gosta do seu dono, seguindo-o pela casa e estando sempre por perto, por exemplo”, afirma.

Para saber mais sobre esse curioso afeto, leia a matéria na íntegra.

Palestra gratuita com Alexandre Rossi em Brasília

noticias_interna_palestra_alexandre_brasilia Se você é um apaixonado por bichos e procura sempre aprender mais sobre o universo animal, não perca essa oportunidade!

No dia 5 de março, o especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, estará em Brasília, para uma palestra. O evento começa às 15h, na área externa do Brasília Shopping.

Com a ajuda de sua assistente, Estopinha, Alexandre falará sobre comportamento animal, e dará dicas aos participantes sobre como melhorar a convivência e a comunicação com seus bichinhos de estimação.

A entrada é gratuita, porém, é necessário ter um ingresso em mãos. Saiba como adquirir o seu aqui.

Participe!

Cão Cidadão realiza palestra gratuita no Rio de Janeiro

noticias_interna_palestra_rj Chegou a vez dos cariocas receberem a Cão Cidadão!

Neste sábado, dia 27 de fevereiro, às 10h, a equipe Cão Cidadão fará uma palestra no pet shop Mon Pet Chou.

O tema será “Por que adestrar? O adestramento e seus benefícios”.

Além de explicar os pontos-chave do comportamento canino, os especialistas abordarão a importância do adestrador para a qualidade de vida do animal e para o bom relacionamento com a família.

A entrada é gratuita e não é necessário realizar inscrição prévia. Basta comparecer ao local, no horário indicado.

Para mais informações, clique aqui.

Esperamos por você. Participe!

Quatro dicas para tornar a apresentação de cães fácil e tranquila

https://www.flickr.com/photos/78428166@N00/3881905533/
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Muitas pessoas ainda pensam que, ao adotar um novo cão quando já se tem outro animal em casa, não é necessário realizar nenhum tipo de apresentação, apenas deixá-los juntos. Mas não é o correto!

Muitas vezes, o pet que já é de casa se sente ameaçado pela presença do outro e até privado de certos privilégios, como o carinho e a atenção dos donos, o que acaba causando conflito entre eles.

A apresentação é, de fato, muito importante, principalmente para incentivar uma boa convivência e companheirismo entre os dois. Para isso, os donos devem estar preparados e ter paciência.

Para ajudar nesse processo, separamos algumas dicas.

1. Local adequado

Essa é uma das dicas mais importantes! Os animais podem ser muito territorialistas, o que os faz se sentir ameaçados quando um novo bichinho chega ao local que eles “dominam”.

Por esse motivo, a apresentação deve ser feita em um lugar neutro, que não seja familiar para o cão mais velho. Pode ser na rua ou em um parque, por exemplo. Confira aqui dicas sobre como fazer essa apresentação de forma adequada.

2. Agregar sentimentos bons

As associações positivas são o segredo para o sucesso. Quando os dois cães estiverem próximos, procure agradá-los e elogiá-los, para que um entenda que a presença do outro significa coisas boas, como a oferta de petiscos e bastante carinho.

3. Respeite os limites

Ao mesmo tempo em que cabe ao tutor promover a sociabilização entre ambos, o responsável também deve estar atendo às limitações de cada um. Caso perceba certo desconforto durante a apresentação dos pets, encerre a interação imediatamente e os afaste.

Tentar forçar a convivência harmoniosa fará com que os animais se sintam mal e desconfortáveis. Se não deu certo na primeira vez, deixe para outro dia e tenha paciência. Esse processo leva tempo, dependendo da personalidade de cada animal.

4. Amor em dobro

O mais importante, quando se adota outro bichinho, é entender que o mais velho precisa de tanto amor e atenção, quanto o mais novo. Procure dedicar tempo aos dois: nada de fazer carinho em um e deixar o outro sem receber atenção.

Planeje brincadeiras nas quais os dois possam participar! Assim, não haverá motivos para ciúmes e brigas.

Boa sorte!

Cinco coisas que você deve saber sobre a coprofagia

http://foter.com/f/photo/14286184531/cc923f1033/
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Você sabe o que é a coprofagia? Antes de ver as dicas, é preciso que você saiba do que se trata. A coprofagia é um hábito que alguns cães desenvolvem de comer as próprias fezes ou a de outros animais. Seu cãozinho pode estar tendo esse comportamento por diversos motivos, por isso, é preciso prestar muita atenção.

1. Seu cão pode ter algum problema de saúde

A coprofagia pode estar associada a problemas no aparelho digestivo ou à falta dos nutrientes necessários em sua alimentação.

Quando perceber que o seu pet anda comendo fezes, faça uma visita ao veterinário, para que ele possa examiná-lo e ter certeza de que tudo está certo com a saúde do seu amigo.

Caso haja algo fora do comum, como verminose ou problemas digestivos, o profissional poderá receitar um remédio que ajude o seu pet a melhorar.

2. Coprofagia por problemas comportamentais

Descartado qualquer problema de saúde, podemos partir para os aspectos comportamentais. O pet pode estar agindo dessa forma por algumas razões, entre elas, para chamar a atenção dos donos. Se essa for identificada como a razão do problema, evite broncas. As correções são uma forma de dar atenção ao pet, que é exatamente o que ele deseja. Ou seja, ele se sentirá recompensado pelo comportamento indesejado, o que agravará a situação.

3. Você pode ser o problema

Infelizmente, esse problema pode, sim, estar sendo provocado por você. Muitas vezes, quando o pet faz as necessidades no local errado, acaba levando uma baita bronca do dono. Assim, ele pode associar as fezes a algo ruim e, em uma tentativa de esconder o que fez de “errado”, comer o que não deve.

Procure mostrar ao pet que se aliviar na sua frente não é um problema e que ele não precisa ter medo disso. Assim, você evitará que ele tente esconder a sujeirinha.

4. Mude o foco

Procure controlar melhor os horários da alimentação do seu amigo. Geralmente, os animais fazem as suas necessidades meia hora após a refeição, por isso, quando perceber que ele terminou de se aliviar, interaja com ele.

Assim, ele esquecerá das fezes e você poderá fazer com que ele mude de ambiente, para então recolher os dejetos. Repita esse treino até que ele perca o interesse pelas fezes completamente.

5. Não transforme isso em uma competição

Geralmente, os donos querem limpar a sujeira antes que o pet possa chegar perto, porém, isso pode se tornar uma disputa para o seu peludo.

Se você limpar as fezes enquanto o amigo ainda está perto, ele poderá entender que está competindo para ver quem chega primeiro. Então, sempre limpe o local depois que o seu amigo não estiver mais presente.

É muito importante contar com a ajuda de um profissional de comportamento animal, caso a situação se agrave.