Saiba como evitar acidentes domésticos com o pet

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Quem é que resiste a um pet fofinho? Mas, ter um animal de estimação em casa, seja ele um filhote ou um adulto, exige muito cuidado e responsabilidade. Alguns objetos devem ser mantidos fora do alcance do melhor amigo para que não surjam problemas para você e para o bichinho também.

O tema “segurança” é tão importante que foi assunto do programa É de Casa desde sábado, dia 4 de fevereiro. O assunto foi abordado pelo zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi. Durante a sua participação, Alexandre mostrou os cuidados que devem ser tomados dentro de casa para assegurar que o animal não sofra acidentes.

Muitos cãezinhos, quando filhotes, principalmente, adoram brincar e morder tudo o que encontram pela frente. Apesar da diversão, tal comportamento é bastante perigoso.

Fatores de risco

Antes da chegada de um pet na casa, o ideal é que o dono identifique alguns elementos que podem se tornar perigosos. Os fios de aparelhos eletrônicos devem ficar bem escondidos e as tomadas precisam ter uma proteção de segurança.

Produtos químicos e de limpeza também são um grande risco. Que tal guardá-los em um local em que o cão e o gato não tenham acesso? O que muita gente não sabe é que plantas também podem oferecer riscos para a vida do animal. Neste caso, vale conversar com o médico veterinário para entender quais plantas causam problemas para o pet e mantê-las em um lugar de menos acesso.

Ensinar o comando “não” também favorece a segurança, já que você poderá usá-lo em diversas situações arriscadas, como quando os cães encontram o portão aberto e veem uma chance para saírem para a rua.

O que fazer para evitar acidentes?

1. Não deixe as tomadas destampadas.

2. Coloque as plantas (em especial aquelas tóxicas para os pets) em um local onde eles não consigam alcançar.

3. Ensine o comando “não” para que o animal saiba os seus limites.

4. Mantenha os produtos químicos/limpeza guardados e afastados do bichinho.

5. Objetos pontudos ou que possam fazer mal ao animal também devem ficar fora do alcance dele.

6. Atente-se quando abrir e fechar portões. Além do comando ”não”, é mais seguro prender o animal na guia nesses momentos.

7. Ao sair de casa, nunca deixe velas acesas junto com o pet.

Mesmo com todas as precauções, fique sempre de olho no seu bichinho quando ele estiver solto e à vontade.

Caso precise de ajuda nessa missão, conte com os profissionais da Cão Cidadão.

Tudo sobre os gatos

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Ao contrário do que muitos podem pensar, nem todos os gatos são ariscos, apesar da fama que têm. Os felinos são animais mais desconfiados por natureza, por isso, enquanto não se sentem seguros e no “controle” da situação ou do local em que vivem, eles podem ter um comportamento mais arredio.

Apesar disso, cada gato é um indivíduo e sua personalidade é influenciada por diversos fatores, como, por exemplo, genética, convivência com a mãe e com os irmãos, o ambiente onde ele vive e até a personalidade do próprio dono. Por isso, gatos que recebem o mesmo tratamento podem se comportar de maneira diferente.

Isso não significa que eles não gostem de carinho e interação com as pessoas. Na verdade, se a sociabilização for realizada quando ele ainda for filhotinho, é possível acostumá-lo a todo tipo de pessoa, até com as visitas que não são tão frequentes.

A paciência e o respeito são fundamentais nesse momento. Não force o gato a passar por uma situação que ele tenha medo, isso fará com que ele fique ainda mais desconfiado e medroso.

Gatos aprendem em qualquer idade, por isso, utilizando o reforço positivo e realizando as associações corretas, é possível ter uma convivência prazerosa com o seu bichano.

Prepare a casa

A ambientação envolve diversos aspectos, desde a preparação da casa para a chegada do bichano, até os brinquedos e atividades que você disponibilizará ao seu pet. Antes de levá-lo para casa, certifique-se de que o local está adequado para a chegada do gatinho. O primeiro passo é colocar telas nas janelas, para evitar acidentes e fugas.

Depois, prepare o banheirinho dele. As caixas de areia deve ser sempre uma a mais do que a quantidade de gatos na casa. Por exemplo, se tiver dois gatos, tenha três caixas de areia. Procure colocar a caixa longe de portas ou objetos que façam muito barulho, para evitar que o gato se assuste.

Enriquecimento ambiental

Torne a sua casa um local onde ele possa se divertir e fazer o que ele mais gosta! Coloque prateleiras em lugares altos, para que o gato possa escalar e observar o local do alto. Deixe também arranhadores disponíveis e realize brincadeiras que se assemelhem à caça – o seu gato vai adorar!

Alimentação

Deixar a ração disponível em um potinho nem sempre é a opção mais interessante para o seu bichano. Gatos são animais caçadores por natureza e devem comer em pequenas porções durante o dia, o que te dá a oportunidade de incrementar a hora da comida e transformá-la em uma caçada.

Você pode espalhar pequenas quantidades de ração pela casa, em lugares altos ou em cantinhos escondidos. Isso fará com que o seu pet se interesse mais pela comida e exercite seus instintos, mantendo-o saudável.

Outra opção é utilizar brinquedos que soltem petiscos ou ração, assim, ele poderá se divertir enquanto se alimenta. Mas, sempre se certifique de que o animal está encontrando a comida e se alimentando!

Colocando todas essas dicas em prática, a sua comunicação e convivência com seu gatinho será muito mais divertida e prazerosa. Boa sorte!

Gatos também podem aprender comandos

Photo credit: taymtaym / Foter.com / CC BY
Photo credit: taymtaym / Foter.com / CC BY

Por Oliver So, adestrador da Cão Cidadão.

Todo mundo já abandonou aquela ideia de que os gatos são independentes e se satisfazem sozinhos, certo? Se não, é bom rever seus conceitos. Os gatos também precisam de interação com as pessoas da casa, entretenimento e estímulos para brincar, se exercitar e ter uma vida saudável. Entre as muitas atividades que podemos proporcionar ao nosso bichano, ensinar comandos é uma bastante interessante e desafiadora.

Os comandos são formas lúdicas de estimular física e mentalmente o seu gatinho, além de melhorar a relação entre você e ele. Dependendo do gato e da situação, alguns comandos podem também ser bastante úteis. Mas, antes de começar a tentar os comandos com ele, é preciso pensar em algumas coisas:

Descubra e separe um petisco que ele tenha muito interesse. Essa será a recompensa dele por ter feito o comando que você pretende que ele execute. Conforme o gatinho for aprendendo, você não vai mais precisar usar sempre esse mesmo petisco.
Tenha paciência e não tente forçar o gatinho a fazer o comando que você quer. Forçar vai tornar a atividade um incômodo, não uma interação prazerosa. Fazer sessões curtas de treino também é importante para que o gato não perca a motivação.
Todos os comandos precisam de repetição para serem bem assimilados pelo animal. Quanto mais ele treinar, melhor vai aprender – respeitando a questão da motivação citada acima.
Primeiro, ensine o comando e, depois que ele já souber fazer, comece a associar com um comando verbal. Começar já falando “Senta”, por exemplo, não vai fazer com que ele entenda.
Seu gato não pode se sentir com medo, ou incomodado pela sua aproximação ou toque. Se você tem um bichinho não sociável ou agressivo em casa, precisará treiná-lo antes de ensinar os comandos para evitar acidentes.
Tenha um marcador de acerto: um clicker, equipamento encontrado em pet shops que emite um estalo, ou faça um estalo com a boca. Se for fazer com a boca, prefira um som que você não faça normalmente no seu cotidiano. Esse estalo vai ter o mesmo significado que um elogio “Muito bem, você acertou!”, porém muito mais rápido e preciso.

Pronto, você já pode começar a treinar o seu gatinho. Vamos usar a indução para ensinar qual comportamento estamos querendo que ele faça. Tente esses comandos básicos:

SENTA

Segure o petisco com os dedos e o posicione um pouco acima do focinho. Devagar, vá levando a sua mão com o petisco para trás, de modo que ele tenha que levantar a cabeça para acompanhar. Essa será a indução para que ele se sente. Assim que ele sentar, faça o estalo com a boca ou clicker para indicar o acerto e libere o petisco como recompensa.

DAR A PATA

Como o gato usa as patas naturalmente para pegar coisas interessantes, vamos aproveitar. Deixe o petisco na palma da mão e a posicione na frente do gato. Se ele tentar pegar com a boca, afaste a mão. Se ele usar a pata para tentar pegar o petisco, faça o estalo assim que ele encostar na sua mão e libere o petisco para ele. Tenha cuidado com as unhas do gato para não se machucar, principalmente se ele estiver muito empolgado com o petisco.

DEITA

A indução é parecida com a do SENTA. Segure o petisco com os dedos e o posicione em frente ao focinho. Devagar, vá levando a sua mão com o petisco para baixo, até encostar no chão. Assim que ele se deitar, basta fazer o estalo e recompensar.

SOBE

Com o seu gato próximo a um móvel ou prateleira, segure o petisco com os dedos e leve a sua mão para cima do objeto que quer que o seu gato suba. Assim que ele subir, faça o estalo e recompense. Ensinar o DESCE é muito parecido, porém, induzindo a descer do objeto.

Entendendo a lógica desses comandos simples, você conseguirá desenvolver seus próprios treinos e comandos com seu bichano. Então, comece agora mesmo a treiná-lo e aproveitar essa atividade divertida e interativa com ele. Bons treinos!

Fonte: Petz

Despersonalização de broncas

Photo credit: iRonInk / Foter / CC BY
Photo credit: iRonInk / Foter / CC BY

Ninguém gosta de dar broncas no pet, mesmo quando ele fez algo de errado, não é mesmo? Infelizmente, as correções são necessárias para evitar que os maus comportamentos se repitam e que a harmonia reine na família.

Assim como uma criança, os animais devem ser ensinados sobre o que podem ou não fazer. Apesar disso, muitos tutores têm receio de corrigir o animal, por medo que ele acabe “desgostando” do dono. Se feita da maneira correta, as broncas não farão com que o seu bichinho fique magoado ou deixe de gostar de você. E, tratando-se de cães, em especial, é muito difícil que isso ocorra. Eles são verdadeiros apaixonados por seus donos.

Independentemente disso, a despersonalização vai ajudar o cão a entender o que é certo ou errado e a não ter atitudes agressivas com você. Mas, como? Por exemplo: quando você borrifa água na cara do pet sem olhar diretamente para ele, tem grandes chances dele associar a bronca ao ato ruim que cometeu. E não a você. Isso é a despersonalização.

Olhar nos olhos, apontar o dedo ou impedir o animal de fazer alguma coisa, pode soar a ele como “implicância pessoal”. O intuito da despersonalização é incentivar o bicho a não realizar o comportamento indesejado, mesmo quando você não estiver presente, e evitar a associação de coisas que o deixam desconfortável a você. Mais um exemplo de despersonificação da bronca é quando o animal está latindo constantemente. Sem que ele veja, derrube um molho de chave ou algo que chame a atenção. Nessa hora, é importante que você não esteja visível. Ele não saberá de onde veio, mas saberá que o alerta chegou de alguma forma.

Dicas de como despersonalizar a bronca:

As opções são diversas e você pode utilizar coisas que estão disponíveis em casa, tornando tudo muito mais fácil. Use objetos que causam desconforto quando o animal pisa ou faz xixi sobre eles, como, por exemplo, fita adesiva, fita dupla face, papel-alumínio ou filme de PVC.

Existem sprays repelentes para ambientes com gosto amargo, que podem ser borrifados nos objetos e impedirão o cachorro de roer ou morder os móveis, por causa do gosto desagradável.

O dono também pode prender algum objeto barulhento em um barbante e puxá-lo quando o cão estiver tendo alguma conduta inadequada – mas sem que ele associe claramente a ação à pessoa, ok? Continue com o que estava fazendo, sem olhar para o cão, pois, dessa maneira, ele achará que foi corrigido por “alguma entidade invisível” e evitará repetir o ato, mesmo quando você não estiver presente.

No caso de cães medrosos, devemos tomar cuidado para não assustá-los. Use objetos e técnicas que causem somente um pequeno desconforto, não um susto. É importante, nesses casos, contar com a ajuda de um profissional, para avaliar a conduta mais adequada.

Lembre-se de que o intuito das broncas não é magoar ou assustar o cão, mas sim ensiná-lo. Correções não farão com que ele perca o carinho por você, pelo contrário. Quando o cão encontra o líder da matilha (você, no caso), ele fica feliz e sabe perfeitamente qual é o seu papel.

Fonte: Livro Adestramento Inteligente, de Alexandre Rossi.

Entenda o conceito de matilha

matilha1O seu cachorro, apesar de ser um animal de estimação, ainda possui todos os instintos de sobrevivência, proteção e afeto que seus antepassados necessitaram para manter a espécie viva.

Ao compreender melhor como funciona uma matilha, você conhecerá mais profundamente os instintos e as atitudes do seu cão e, com isso, terá uma visão diferente sobre como ele deve ser treinado.

É importante reforçar que os valores caninos são diferentes dos humanos e, quanto mais conhecermos sobre eles, mais perceberemos quais são os erros que estamos cometendo ao educá-los.

Hierarquia

Todos os cães estabelecem hierarquias, sejam eles animais de estimação ou não. Por isso, não espere que o seu cão entenda que é você quem manda na casa, sem que você ganhe o respeito dele e assuma o seu lugar como líder da matilha. Para o seu cão, a sua família é a matilha à qual ele pertence, então, ele vai procurar entender a posição que ocupa entre os membros do grupo.

Dar amor e carinho, e esperar que o seu cão seja eternamente grato e faça tudo o que você quer é uma expectativa irreal. Mas também não é necessário que você use da violência ou brigue o tempo todo com ele, esperando que ele aprenda alguma coisa, pois o cão não precisa sentir medo para ter respeito.

Mesmo que goste muito das pessoas, se não houver regras e limites, o cão passará a decidir o que pode ou não pode fazer sozinho! Na realidade canina, o líder do grupo impõe respeito através de sinais e atitudes, por isso, os donos terão mais sucesso se fizerem o mesmo, buscando sempre ter coerência.

Dica

É muito importante que você procure elogiá-lo toda vez que ele se comportar e respeitar os limites que você estabeleceu. Assim, você dará a ele o prêmio de receber a sua atenção por ter obedecido e respeitado. O aprendizado e o treinamento serão cada vez mais prazerosos, tanto para você, quanto para o seu pet.

Fonte: livro Adestramento Inteligente, de Alexandre Rossi.

Poder do click

Photo credit: quinn.anya / Foter / CC BY-SA
Photo credit: quinn.anya / Foter / CC BY-SA

A técnica do clicker nada mais é do que uma forma rápida e simples de elogiar o seu cão. Se trata de um som distinto, que pode ser emitido com a boca, um apito ultrassônico, estalo de metal, entre outros.

Toda a vez que o seu cão escutar esse barulho, ele saberá que vai ser recompensado, seja com um petisco, um carinho do dono ou um brinquedo de que ele goste muito.

Essa técnica, se bem utilizada, ajuda o cão a entender o que o seu dono quer com mais clareza e, assim, o incentiva a reagir e a obedecer o comando com mais rapidez.

Como utilizar essa técnica?

O primeiro passo é condicionar o seu cão a reconhecer o barulho do click e relacioná-lo a uma recompensa. Repita a ação, fazendo o click e recompensando o animal logo em seguida. Não é preciso que ele tenha efetuado nenhum comportamento específico, pois é necessário que ele crie essa associação entre o som e o agrado, antes de começar a treiná-lo.

Você saberá que o seu cão fez essa associação quando clicar e ele, instantaneamente, procurar pela recompensa. Mas, fique atento! Conforme for se acostumando, o cão pode começar a ignorar o barulho. Isso acontece por que, no início, o cão estranha o som diferente e procura a origem dele, olhando para você ou para o clicker. É importante que você não desista, pois não demora muito para que o cão faça essa associação e volte a prestar atenção, dessa vez, realmente esperando por uma gratificação.

Depois que essa relação estiver fortalecida, você pode associar o som ao comando que você deseja que o seu cão realize. Por exemplo: você induz o cão a sentar, enquanto segura o petisco acima da cabeça dele. No momento em que ele encostar a traseira no chão, faça o barulho do clicker e, então, entregue a ele o petisco.

Cuidado para não estimular um comportamento que você não deseja em seu cão, pois ele tenderá a efetuá-los sempre que houve possibilidade de ganhar alguma coisa.

Recompensas

Depois que um comportamento foi aprendido e aperfeiçoado, não é necessário recompensar o cão todas as vezes que ele o realizar. Você pode começar a espaçar as vezes em que utiliza o clicker, por exemplo: peça ao cão para que ele sente, dê a pata e cumprimente, depois faça o barulho e, só então, dê o petisco ou carinho, e assim por diante.

Vantagens

• O som do clicker é é mais rápido do que dizer “muito bem!”
• Funciona à distância. É praticamente impossível dar um petisco na boca do seu cão no exato momento em que ele realiza o comportamento adequado. O clicker permite que não haja intervalo entre o comportamento do cão e a recompensa.

Informações retiradas do livro Adestramento Inteligente, de Alexandre Rossi.

Ensinando comandos para o gato

Photo credit: Alexandra Zakharova / Foter / CC BY
Photo credit: Alexandra Zakharova / Foter / CC BY

Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Como já foi mencionado no último post desta coluna, sabe-se que é perfeitamente possível e benéfico ensinar comandos a um gato. Assim, o assunto de hoje será o treino efetivo, ou seja, como começar? Antes de mais nada, é preciso ter em mente que paciência é o item mais importante. Não adianta tentar forçar uma sessão de treinamento se o bichano não estiver motivado: acabará se tornando frustrante.

Além disso, as sessões de treinamento devem ser curtas, para que o animal se mantenha motivado sempre. A utilização do que se denomina clicker auxilia bastante o treinamento. O clicker é um aparelhinho que emite um som metálico ao ser pressionado (lembrando que os gatos medrosos podem achar esse som muito alto, ou seja, é bom testar antes!).

Pode-se também utilizar um estalo com a boca como sinalizador também. Esse som marcará o exato momento em que o comportamento esperado ocorre, ficando ainda mais claro para o gato que é aquilo que se espera dele e que, logo em seguida, ele receberá a recompensa. Após algumas sessões de treinamento, o som do clicker significará “acertei, agora vou ganhar minha recompensa!”. Como fazer para recompensar os comportamentos desejados, já que o gato não entende, no início, o que são os comandos e o que se espera dele? O segredo é induzir o movimento esperado e recompensar exatamente no instante em que ele ocorrer.

Tomando como exemplo o comando SENTA. Para induzi-lo, basta manter um petisco pequeno entre os dedos e bem perto do focinho, direcionando a cabeça do gatinho para trás. A tendência é que ele naturalmente se sente e, nesse momento, ele deve ser imediatamente recompensado! Após algumas repetições, quando o movimento se tornar praticamente automático, introduz-se o comando verbal.

O comando DEITA se ensina da mesma forma: com a recompensa entre os dedos, abaixa-se as mãos até que o gato literalmente se “largue” no chão e, nesse momento, deve-se clicar e recompensar. Mas, aqui cabe uma observação importante: não se deve exigir que o gato acerte prontamente o comando que se deseja ensinar.

Pode ser muito difícil, ao ensinar o DEITA, que ele logo se deite no chão. Então, o segredo para não desanimar o bichano é ir clicando e recompensando sempre que ele se abaixar um pouco. Assim, ele vai percebendo o “caminho das pedras”, ou seja, começa a notar que o que gera a recompensa é esse movimento de se abaixar. Após algumas repetições, pode-se exigir um pouco mais e esperar que ele se deite mesmo. Essa regra vale para todos os truques ou comandos que se deseja ensinar, ou seja, valorizar e recompensar cada pequeno acerto, mesmo que ainda não esteja perfeito.

Outro comando fácil de ensinar é o DAR A PATA. Mas, cuidado: o início e, dependendo da motivação pelo petisco, o gatinho pode machucar as mãos da pessoa ao tentar pegar a recompensa! Para induzir, basta segurar o petisco na mão e, quando o gato tentar pegá-lo com a boca, afastar a mão, para que ele tente com a pata – esse é um comportamento natural deles, tentar pegar o que interessa com as patas. Quando a patinha tocar a mão do treinador, deve-se clicar e recompensar com a outra mão.

Com o tempo, nem será necessário deixar um petisco na mão, bastará pedir a pata e o bichano gentilmente a colocará na mão da pessoa. Treinar os bichanos para o aprendizado de comandos é divertido e prazeroso, e uma ótima maneira de melhorar a relação deles com as pessoas com as quais ele que convive, além de ser uma atividade que entretém esse animal incrível!

Fonte: Tudo Gato.

Como apresentar cães e gatos

Photo credit: jeffreyw / Foter / CC BY
Photo credit: jeffreyw / Foter / CC BY

Algumas pessoas pensam que não é possível existir uma convivência saudável entre cães e gatos, o que leva os donos a deixá-los separados, ou até mesmo, a escolher apenas um dos bichos para se ter em casa. Porém, eles podem ser grandes amigos e viver em harmonia no mesmo ambiente, sem disputas e brigas.

Para isso, o dono deve apresentá-los de modo que eles associem a presença do outro como algo bom.

Passo a passo

– O gato deve estar dentro da caixa de transporte e o cão usando coleira e guia.
– Faça a aproximação gradualmente, sempre recompensando o cão e o gato quando eles se comportarem e permanecerem calmos.
– Diminua a distância gradualmente, sempre que perceber que ambos estão mais focados nos petiscos do que no outro.
– Quando perceber que os pets estão bem relaxados, permita que o gato saia, mas ainda mantendo distância do cão, e recompensando o bom comportamento de ambos.

Durante algum tempo, as interações do cão e do gato deverão acontecer somente sob supervisão. Somente os deixem sozinhos quando tiver certeza de que não haverá qualquer conflito.

Sempre respeite os limites do animal e retroceda o treinamento caso aja qualquer tentativa de ataque por parte do cão ou do gato. Você também pode contar com o suporte de um profissional especializado.

Confira no vídeo abaixo como apresentar o peludo ao bichano!

Pets e crianças: uma interação que dá certo

Photo credit: mekirilloff / Source / CC BY
Photo credit: mekirilloff / Source / CC BY

Apesar de ainda existir certa desconfiança por parte de algumas pessoas sobre a convivência entre crianças e pets, relatos de donos têm demonstrado que muitos são os pontos positivos que podem ser extraídos desse relacionamento.

As brincadeiras e os carinhos criam vínculos importantes e podem ajudar as crianças em diversos aspectos. Logicamente que alguns cuidados devem ser tomados, visando o bem-estar de ambos, sempre com uma boa dose de paciência e sensibilidade.

Cão: o melhor amigo

O cachorro deve ficar tranquilo na presença das crianças e, para isso, deve ser feito um treino utilizando reforço positivo: associe as crianças a algo muito legal e sempre o recompense pelo bom comportamento.

É importante também orientar os pequenos sobre como cumprimentar de forma adequada um cão, principalmente os desconhecidos. As mãos devem ficar próximas ao corpo e é o pet quem deve se aproximar para cheirar, se tiver interesse. Se isso acontecer, a criança pode fazer carinho, preferencialmente no peito, na nuca ou nas costas.

Oriente as crianças em relação aos tipos de brincadeiras que podem ser feitas com o cachorro. As melhores são os jogos com bolinhas, esconde-esconde, sessão de comandos se o cão souber fazê-los, entre outras.

Não se esqueça: é essencial supervisionar essas brincadeiras e interações entre cães e crianças, não importa o quão dócil seja o animal!

E o bichano?

Os gatos também são animais sociáveis e capazes de estreitarem laços com outras espécies e com as crianças. A primeira regra para uma convivência saudável com eles é ensinar as crianças a como chamá-los. Elas pode oferecer ao animal um petisco sempre que ele atender a um chamado, por exemplo.

É importante também ensiná-las a brincar com esse pet. Os felinos adoram seu instinto caçador e, muitas vezes, mãos e pés dos humanos se tornam a “caça” preferida! Para evitar arranhados e machucados, a criança deve usar um brinquedo, como um bichinho de pelúcia.

Em qualquer situação, é sempre importante respeitar o tempo e o espaço do gato. Caso ele esteja demorando a se enturmar, deve-se ter paciência e persistência nas associações positivas, para que elas possam realmente surtir o efeito desejado.

Seguindo essas dicas, a convivência entre gatos e crianças tende a ser uma experiência muito prazerosa para todos.

Acostume seu gato com a coleira

Photo credit: eirikso / Foter / CC BY-SA
Photo credit: eirikso / Foter / CC BY-SA

A coleira, acessório mais frequentemente visto em cães, também pode ser usada em gatos. Você sabia disso? No início, pode até parecer estranho, mas com paciência e carinho, você poderá ensinar o bichano a usá-la também.

Hoje, existem diversos modelos de coleiras para gatos no mercado. Para passeios, as mais recomendadas são as peitorais ou as que possuem formato de colete, porque são mais seguras e confortáveis para esse tipo de atividade. A coleira de pescoço deve ser usada junto com a medalhinha de identificação.

Você pode treinar seu gatinho e acostumá-lo a usar o acessório. “Para isso, cada etapa deve ser seguida de forma gradual, até que ele esteja muito à vontade com a situação. Repita várias vezes o treinamento e sempre recompense o gatinho com um petisco que ele goste muito a cada progresso, mas sem jamais forçá-lo a fazer algo que ele não queira. Se ele mostrar algum desconforto, pare o treino e recomece em outro momento”, diz Thais Oliveira, adestradora da equipe Cão Cidadão.

Passo a passo

Primeiro, você deve habituar seu gatinho à manipulação, para assim fazer com que ele aceite colocar a coleira. Por exemplo, antes de fechar o acessório, deixe-o apenas colocar e tirar a cabeça várias vezes, e recompense.

Depois, coloque a coleira inteira e o alimente ou brinque, para que o animal comece a associar a coleira a coisas boas. Feito isso, o treino de passeio com a guia deve ser feito inicialmente dentro de casa.

Mesmo após ter seguido esses passos, pode ser que o gato não se adapte ao treino ou ao hábito de passear de coleira. Se o animal for muito medroso ou arisco, ele pode não gostar do passeio na rua devido à quantidade de estímulos, o que pode deixá-lo ainda mais estressado. Nesse caso, fazer muito enriquecimento em casa pode ser a melhor opção para ele.

No entanto, com paciência, você pode e deve ir acostumando ele a situações diferentes. No começo, você pode mantê-lo dentro de uma caixa de transporte, para ele se sentir mais seguro, em um local mais calmo, sempre recompensando.