Cachorros dóceis em casa e agressivos na rua: saiba como lidar

dicas_interna-cachorro-rua É muito comum ouvir histórias de cachorros que são supertranquilos e amorosos dentro de casa, mas que se transformam durante os passeios: rosnam, avançam e mordem qualquer um que tentar se aproximar.

Apesar de comum, essas ocorrências são bastante difíceis, pois é complicado para os tutores entenderem os motivos que levam os cachorros a agirem dessa maneira, quando, normalmente, o pet é carinhoso e tranquilo. Esse comportamento pode ser motivado por vários fatores, entre eles, falta de sociabilização, medo, estresse e receio.

Nessas situações, é necessário encontrar a causa do problema, antes de procurar uma solução. Realizar associações positivas entre o pet e a situação pode ser a chave para ter passeios tranquilos e evitar situações perigosas tanto para o animal, quanto para quem estiver se aproximando.

Como lidar com o problema

O treinamento para lidar com esse tipo de situação requer muita paciência e dedicação, além de tempo. O comportamento do pet não mudará da noite para o dia, por isso, respeite os limites do seu cachorro e, acima de tudo, seja consistente durante os exercícios.

Utilizar recompensas como forma de distração é o primeiro passo dessa mudança. “Você pode levar petiscos gostosos para atrair a atenção do pet enquanto alguém interage com ele”, orienta Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em comportamento animal.

Sempre que alguém se aproximar para fazer carinho, ofereça um petisco ao seu cachorro, assim, o foco dele ficará naquela guloseima gostosa. Aos poucos, ele associará o petisco à presença de outras pessoas, o que fará com que ele se sinta mais relaxado. Elogie o pet sempre que ele se comportar da maneira correta e evite reforçar os maus comportamentos. Esse método é chamado de “Reforço Positivo”, que incentiva as boas atitudes do bichinho e não as más.

“É preciso prestar atenção para ver se o cachorro está se sentindo bem quando alguém faz carinho nele”, aconselha o especialista. “Se ele está com medo ou com algum outro receio, ele pode morder. Nesses casos, não tem jeito: é preciso pedir para as pessoas não se aproximarem, senão, cada vez mais o pet vai associá-las com sentimentos desagradáveis”, finaliza.

Em todo caso, procurar a ajuda de um adestrador é fundamental. O profissional saberá lidar com os momentos agressivos do pet e, além disso, poderá identificar o que causa esse comportamento. Com os treinos corretos e muita paciência, é possível eliminar o problema.

Gostou desta dica? Se quiser contratar os profissionais em comportamento animal para realizar o adestramento, fale com a Central de Atendimento da Cão Cidadão, pelos telefones: 11 3571-8138 (São Paulo) e 11 4003-1410 (demais localidades).

Animais e tecnologia: Alexandre Rossi na Inglaterra

noticias_interna-evento-aci Em novembro, o zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, esteve na Inglaterra, para participar do ACI (Animal-Computer Interaction Conference), um evento voltado para os benefícios da interação entre animais e tecnologia.

A discussão geral abordou formas de utilizar a tecnologia para melhorar o bem-estar dos animais de estimação, dos de produção, como vacas, porcos e galinhas, e dos bichinhos que vivem em cativeiro, como os de zoológicos. “Trata-se de um ramo novo da ciência, que tende a evoluir muito rápido, como tudo que diz respeito à tecnologia. Há muitas coisas ainda em estudo, que não foram testadas, mas que já estão sendo demonstradas”, explica o especialista.

Na ocasião, Alexandre deu destaque especial a alguns experimentos conduzidos nessa nova área de pesquisa. Durante a conferência, os especialistas apresentaram um trabalho onde os presentes puderam enxergar “através” dos olhos de um pombo, utilizando um chapéu com vários espelhos acoplados.

Outro estudo apresentado no evento falou sobre os problemas de utilizar tablets e gadgets para distrair os cães. “As pessoas nem sempre têm a ideia real de que isso pode não fazer bem aos cachorros. Alguns podem ficar muito estimulados e bem ansiosos, podendo até apresentar problemas comportamentais que não queremos, como, por exemplo, ansiedade em excesso”, afirma.

Estopinha no Skype

Além de todas as novidades que o Alexandre conferiu no ACI, ele teve a oportunidade de expor um pouco de suas conquistas. “Tive a possibilidade de apresentar um trabalho que fiz com a minha cadelinha, a Estopinha, mostrando como ensinei ela a atender comandos via Skype e ser recompensada por mim, mesmo que eu esteja a milhares de quilômetros de distância”, conta o zootecnista.

No vídeo, é possível conferir a conversa entre o especialista e sua mascote no Skype. Uma máquina é ligada ao computador e acionada através de uma senha, que libera um petisco onde a Estopinha está. O equipamento foi criado pelo próprio Alexandre Rossi e chamou muito a atenção dos congressistas.

“Eu consigo ligar para a Estopinha e pedir alguns comandos. Quando ela acerta, eu clico a senha na tecla e o mecanismo libera o petisco em um recipiente que fica logo abaixo do computador”, finaliza.

Confira fotos:

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