Seu cachorro é possessivo? Saiba como lidar

Seu cachorro é possessivo? Saiba como lidar

Em muitos momentos, seu cãozinho é dócil, carinhoso, bem comportado e brincalhão. Porém, é só uma pessoa ou outro animal chegar perto do seu brinquedo favorito, comida ou de algum membro de sua família que ele se torna agressivo. Ele rosna, late, avança e até mesmo ataca quando sente que alguém pode querer tirar algo dele, seja um objeto ou até mesmo a atenção de uma pessoa. Todos esses comportamentos caracterizam um cachorro possessivo.

Diversos aspectos podem levar um animal a desenvolver sentimentos excessivos de posse, desde a forma como foi feita a sociabilização do filhote até fatores genéticos. Mas, com dedicação e paciência, é possível corrigir e evitar esse tipo de comportamento.

Confira a seguir os motivos que levam um cachorro a ser tornar possessivo e como resolver esse problema.

Razões que podem tornar um cachorro possessivo

O comportamento possessivo dos cachorros tem origem em seus ancestrais. Quando viviam livres na natureza, os cães precisavam defender seu território e alimentos de outros predadores para conseguirem sobreviver. Sendo assim, uma das razões da possessividade de um animal tem origem genética. Desde filhote, é possível notar que alguns cãezinhos da ninhada são mais dominantes ou submissos, mais medrosos ou mais curiosos, mais possessivos ou mais sociáveis.

Algumas raças também são mais propensas a terem cachorros possessivos, como golden retriever, jack russell, rottweiler, cocker spaniel e – talvez a raça mais ciumenta de todas – pinscher.

Outro fator que pode estimular o sentimento de posse no cão é a forma como criamos nossos animais. Por exemplo, se o cachorro rosna quando você chega perto de um brinquedo e você se afasta, ele pode entender que com esse comportamento ele irá evitar que alguém tire o objeto dele. Com isso, ele passa a reproduzir esse comportamento cada vez mais, intensificando sua agressividade.

Como evitar que seu cachorro seja possessivo?

A melhor forma de evitar que seu cachorro se torne um animal possessivo é o educando desde cedo e inibindo esses comportamentos desagradáveis.

Um bom treino – que serve tanto para filhotes quanto adultos – é oferecer um petisco para o animal sempre que ele estiver com um osso ou um brinquedo. Jogue o petisco perto do cachorro quando ele estiver relaxado e tranquilo ao comer ou brincar, em algum momento que ele não rosne ou reaja negativamente a sua aproximação. Não demonstre que você está interessado no objeto que está em posse do cãozinho. Com isso, ele passará a associar a aproximação de outras pessoas como algo agradável, natural, que não representa ameaça.

Não tente retirar, à força, o objeto do cachorro quando ele está desconfiado. Isso apenas aumentará a insegurança do animal e pode piorar o problema (você pode até levar uma mordida).

Para inibir a possessividade em relação a um membro de sua família, você pode utilizar a mesma técnica. Ao se aproximar da pessoa de quem ele tem ciúmes, ofereça um petisco quando ele estiver tranquilo. De forma gradativa, aproxime-se mais e mais. Desse jeito ele irá compreender que você não representa riscos.

É importante tomar bastante cuidado sempre que for tentar educar um cachorro possessivo, pois eles podem se tornar agressivos de uma hora para outra e acabar te machucando gravemente. Preze sempre pela segurança. Caso precise de ajuda profissional para solucionar esse problema, entre em contato com a Cão Cidadão e agende uma visita gratuita. Nossos profissionais são capacitados e ficarão felizes em ajudar a melhorar sua relação com o seu bichinho.

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Brigas entre pets

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Por Camila Mello, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

“Melissa é um Poodle muito dócil com a gente. Ela é carinhosa, doce e gosta de todo mundo. Veio para a casa com um mês e eu já tinha três Pinschers: uma fêmea e dois machos. A fêmea, Liliane, é muito mãe e, na época, adotou a Melissa. Cuidava como se fosse seu filhote. Elas viviam juntas o tempo todo brincando e até dormindo.

Mas um dia, de repente, a Melissa quase matou a Liliane: pegou-a pelo pescoço e fez um belo rasgo nela. Depois desse episódio acabou a nossa paz e elas passaram a ser inimigas. Na verdade, a Melissa passou a ter ódio total da Liliane.

Agora, eu separei as duas: a Liliane fica na sala e a Melissa no resto da casa, até mesmo porque a Liliane já está velinha (14 anos) e é bem pequena. A Melissa tem três anos e é de porte médio.

Não sei o que fazer, ainda mais porque adotei outro Pinscher (fêmea) que está com quatro meses. A Melissa também não aceita ela.

Me ajudem!”

Oi, Rosilene. Tudo bem?

A primeira questão importante sobre seu relato é tentar entender qual foi o gatilho, ou seja, o motivo que levou a Melissa a brigar com a Liliane. Nos habituamos tanto com os comportamentos dos nossos bichos, ainda mais em uma situação que até então era pacífica, que quando ocorrem eventos como esse acabamos esquecendo de observar demais acontecimentos.

Sendo assim, tente lembrar se algo de incomum aconteceu para que a Melissa reagisse desta forma. Situações que poderiam levá-la a ter esse comportamento: proteção excessiva com a comida ou com algo muito gostoso, diferente do que está acostumada, um brinquedo novo e até uma caminha ou um cobertorzinho. Cães podem se sentir ameaçados quando ganham algo novo e de que gostam muito, mesmo nunca tendo apresentado tal comportamento.

Será que ela não demonstrou um comportamento possessivo com o humano que estava presente na ocasião? Existem muitos casos de cães que desenvolvem um sentimento de posse com seu tutor.

É importante avaliar também se foi apenas um episódio ou se, a partir deste desentendimento, a Melissa passou a não tolerar a presença de mais nenhum animal.

Para que você possa fazer uma reaproximação segura dos cães, será importante realizar exercícios de limites com eles, para que entendam que há um líder na matilha e que esse líder é você. Além disso, aproveite a oportunidade para ensinar comandos básicos, assim você conseguirá atrair o foco deles para uma atividade divertida.

Assim que os cães estiverem condicionados a atender seus comandos, pode-se iniciar a aproximação supervisionada deles com a Melissa, mas lembrando que nesse primeiro momento ela deverá estar atrás de um portão ou na guia, para a segurança de todos.

É preciso mostrar à cadela que é vantajoso estar na presença dos outros cães, e que o fato de ela ter bons comportamentos na presença deles faz com que ganhe recompensas. É o que chamamos de aproximação positiva.

Com o passar do tempo, e com a repetição dos exercícios, a tendência é que a Melissa tenha mais vezes o bom comportamento, para poder receber a recompensa, que neste caso será, por exemplo, poder ficar na convivência de todos sem estar isolada em um cômodo.

Este mesmo exercício vale para o novo filhote. Mas, neste caso, você também deverá ensinar a ele quais são os limites de aproximação com a Melissa, e ela deverá entender que cada vez que o filhote se aproxima dela quem ganha carinho, atenção e petisco é ela, e só depois o filhote. Isso a fará entender que a presença da pequena é vantajosa.

Conte com a ajuda de nossos profissionais para orientá-la no desenvolvimento dos treinos.

Fonte: Portal do Dog

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