Como evitar erros comuns no adestramento

Photo credit: USAG-Humphreys / Foter / CC BY
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Adestrar o cachorro pode ser uma atividade divertida tanto para o dono quanto para o pet. Porém, muitos donos podem ter dificuldade em ensinar comandos para o animal e se comunicar com ele da maneira adequada.

O adestramento pode ajudar no relacionamento com a família e proporcionar momentos de maior interação com o bichinho. Dessa maneira, utilizando métodos como o Adestramento Inteligente, que é baseado em reforço positivo, pode ser fácil e divertido ensinar cães, gatos e outros pets.

Porém, existem alguns erros e mitos que podem atrapalhar qualquer treino, seja ensinando comandos ou treinando um filhote para obediência geral. Veja a seguir:

Deixar para começar o adestramento do filhote depois dos seis meses
Os filhotes aprendem rápido e esperar o filhote completar seis meses ou até um ano para começar a educar é perda de tempo. Ao chegar na casa nova, com 45 ou 60 dias, ele já está apto a aprender.

Começar a sair com o cão só depois do término da vacinação
Os filhotes estão suscetíveis a diversas doenças antes do término da vacinação, porém, é importante deixar o pet conhecer o mundo lá fora. Não coloque o cãozinho no chão, mas leve-o no colo, em uma bolsa ou mesmo de carro para ver coisas diferentes e utilize petiscos para associar com coisas boas.

Utilizar métodos baseados em força física ou violência
O adestramento tem que ser agradável para o cão e para o dono. O uso da força ou violência não ensina nada para o cão e ainda estimula que ele aja com violência. Além disso, isso fere a confiança que o pet tem nas pessoas e causa mais problemas de comportamento.

Falar várias vezes o comando sem antes ensinar o cão
Ao ensinar um comando para o cão, evite dizer várias vezes o nome do comando, pois isso confunde o animal. Use um petisco para induzir o cão na posição desejada – sentado, deitado, girando, etc. – movendo o petisco próximo ao focinho do pet. Quando ele desempenhar o comportamento, recompense. Só comece a dizer o nome do comando quando o cão já seguir a mão e realizar o comando corretamente.

Não participar das aulas de adestramento
Muitos donos questionam se o cão adestrado por um treinador só vai atender a ele, ou também atenderá ao dono e à família. Com certeza, se o pet perceber que só o adestrador brinca, recompensa e interage com ele, vai preferir atender só ao treinador! Porém, se todos falarem a mesma língua, estabelecerem os mesmos limites e utilizarem recompensas, o cão vai obedecer com prazer a qualquer um!

Usar a palavra “não” várias vezes
Não utilize a palavra “não” a todo o momento pois, além de deixar o animal confuso, vai perder a eficácia.

Dar bronca no momento errado
A bronca deve estar sempre associada ao comportamento errado e deve ser realizada assim que a ação ocorrer e não depois.

Dar atenção quando o cão faz algo errado
Não dê atenção quando o cão fizer algo errado porque na maioria das vezes, o animal está apenas querendo chamar a atenção. Não corra quando ele fizer algo errado, como por exemplo, pegar um objeto.

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Chébi e a importância do método de adestramento

Foto: Carol Gherardi
Foto: Carol Gherardi

O Desafio Pet exibido no Programa Eliana (SBT) no último domingo, dia 26 de abril, trouxe o caso do Chébi, um Jack Russel Terrier que ficava bastante agressivo quando algum comando era solicitado a ele – principalmente o “dar a pata” – e na presença de estranhos. Ele chegou a morder algumas pessoas, inclusive.

A dona, bastante preocupada com esse comportamento e prestes a se mudar para a Hungria, pediu a ajuda do Alexandre Rossi e da equipe Cão Cidadão para resolver esse problema. Não conseguiu assistir ao Desafio Pet? Veja aqui.

Adestramento Inteligente

Investir na educação do pet é melhorar o relacionamento dele com toda a família. Porém, o caso do Chébi nos chama a atenção para a importância da escolha correta do método de adestramento. Ensinar o animal com violência, só vai torná-lo agressivo.

Nós, da Cão Cidadão, utilizamos o método Adestramento Inteligente, que é baseado em reforços positivos. Valorizamos as atitudes corretas dos animais e não admitimos o uso de violência. Foi essa a estratégia que a nossa equipe usou no treinamento do Chébi. Vocês conferiram os bastidores?

Temporada na casa do Alexandre

Além do período de treinamento para o programa, Chébi permaneceu na casa do Alexandre por uma semana. Como os donos dele iriam para os Estados Unidos, o especialista achou que seria uma oportunidade para se aproximar ainda mais do animal e ajudá-lo.

Com carinho, persistência e a técnica correta, é possível ensinar para o animal o que ele pode ou não fazer e, com isso, tornar o relacionamento dele com a família ainda mais saudável e feliz. Violência só vai gerar violência, o que não é bom para o bem-estar do animal ou dos tutores. Para saber mais sobre adestramento inteligente, acesse aqui!

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