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Brincadeiras e treinos sexuais dos cachorros

Postado por Cão Cidadão em 17/Sep/2014 -

Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal.

O comportamento sexual e a alimentação são igualmente importantes para a sobrevivência das espécies. Muitos machos param de se alimentar diante da excitação de detectar fêmea no cio. Alguns chegam a arriscar a própria vida para copular! De nada adiantaria os animais se dedicarem a sobreviver se não passassem para diante os seus genes. Por isso, não deveríamos sentir estranheza ao ver cães “desesperados” para acasalar.

Movimentos pélvicos
Proprietários que vêem, com naturalidade, seu cão brincar de luta, se espantam quando ele brinca de fazer movimentos pélvicos. Já ouvi muitas pessoas fazer observações como: “Alexandre, meu filhote é tarado! Já está querendo cruzar com apenas 40 dias de idade! O que faço?”

É com as brincadeiras que os cães aprendem a praticar os comportamentos essenciais para a sobrevivência. São conhecidos vários casos de cães com problema para acasalar por terem sido separados novos demais da mãe, dos irmãos e de outros indivíduos da espécie. É normal que as brincadeiras e treinos de monta comecem quando o filhote ainda está mamando e que continuem por toda a vida. Isso vale tanto para os machos quanto para as fêmeas. E não faz diferença se a prática ocorre com exemplares do mesmo sexo ou não.

Brincadeiras sexuais com gente
Durante o período de sociabilização, que vai até os 90 dias, os cães aprendem comportamentos próprios da espécie por meio do convívio. Quando esse aprendizado inclui a interação com seres humanos, o cão passa também a se identificar com pessoas. Para ele, torna-se natural considerá-las parceiras de brincadeiras e de treinos sexuais. Mas é claro que, pela educação, podemos ensinar o cão a não tentar copular com os nossos braços ou pernas.

Monta
O cão que monta sobre outro pode apenas estar expressando dominância. Quanto mais dominante for, menos aceitará que outros cães subam nele — principalmente os de mesmo sexo. Em compensação, o dominante poderá querer subir em todos os demais cães. Outra situação é a do macho que insiste em querer montar numa fêmea. Ela se irritará e passará a ameaçá-lo com mordidas sempre que ele chegar perto demais.

Masturbação
Alguns cães desenvolvem o hábito de se masturbar. Embora este seja um comportamento considerado normal, desde que não praticado em excesso, costuma deixar as pessoas embaraçadas. Proprietários se queixam disso principalmente quando recebem visitas. Segundo eles, o cão parece fazer de propósito. Assim que a visita chega, ele traz o travesseirinho ou brinquedo predileto e começa a se masturbar no meio da sala! Esse comportamento pode proporcionar ao cão diversos benefícios, pelo prazer obtido ao se masturbar, por conseguir chamar a atenção e por aliviar a ansiedade de ver mais pessoas interagindo com seus donos. Mesmo com tanta “concorrência”, costuma ser fácil ensinar o cão a não se comportar dessa maneira.

Há casos mais raros de cães que se masturbam compulsivamente até se machucarem. O tratamento é semelhante ao de outros problemas compulsivos, como o de lamber a pata em excesso.

Cão precisa cruzar?
Tanto o cão quanto a cadela podem ter vida saudável e longa sem nunca acasalar. Na verdade, os acasalamentos aumentam o risco de contrair doença sexualmente transmissível.

Acasalar acalma?
Muitas relacionam a falta de relações sexuais ao grau excessivo de atividade do cão e ao comportamento de montar nas pessoas. Vários experimentos já demonstraram que o cão agitado, com alta libido ou que apronta pela casa, continua se comportando do mesmo modo depois de ter relação sexual. O cão jovem, ao sair da adolescência, por exemplo, apresentará mudanças comportamentais independentemente de ter acasalado ou não.

Castração provoca sofrimento?
A castração causa alterações hormonais que mudam o comportamento sexual. As cadelas deixam de entrar no cio e a maioria dos machos perde o interesse por elas. Fora isso, os animais castrados demonstram alegria, curiosidade, interesse no que acontece ao redor e brincam sem parecer prejudicados pela castração. Os cães-guias de cegos, por exemplo, são todos castrados para desempenhar melhor suas funções.

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